Futebol para Amputados: Brasil é vice em Angola
Luanda (Angola) - A seleção Brasileira de Futebol para Amputados ficou com o vice-campeonato da Taça Fundo Lwini de Futebol com Muletas (como o esporte é conhecido naquele país africano). O Brasil foi derrotado pela seleção local por 3 a 2. Rodrigo, aos 5 minutos do segundo tempo, e Sílvio, aos 45 finais, marcaram para o Brasil. A competição, no último sábado (3 de dezembro) marcou em Angola as comemorações do Dia Internacional do Deficiente Físico. Além do futebol, a "Taça Internacional Lwini", em sua 11ª edição, teve este ano provas de atletismo e basquetebol em cadeira de rodas, contando com a participação de atletas do Brasil, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné - Bissau e Namíbia.
Ouro no Judô
O judô rendeu mais duas medalhas para o Brasil nos Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara. Nesta sexta-feira, Giovanna Pilla subiu ao lugar mais alto do pódio após lutar com uma compatriota na categoria +57 kg, enquanto Antonio Tenório conquistou a prata na disputa dos +100 kg. A brasileira Giovanna Pilla conquistou a medalha de ouro em uma competição em que apenas três atletas estavam inscritas. Antônio Tenório quase ficou com o ouro, mas o lugar mais alto do pódio foi ocupado pelo americano Myles Porter, que venceu todas as lutas.
Direto do Rio de Janeiro
O jornalista Sérgio Braga NÃO viajou a Guadalajara a convite do Comitê Paraolímpico Brasileiro
Novos tempos
Mesmo não concordando com as mudanças impostas pelo Comitê Paralímpico Internacional, adotamos a nova terminologia e, a partir de agora, o site www.paraolimpiadas.com.br passa a se denominar www.paralimpiadas.com.br. Mandamos o "o" para o espaço. Felismente, isso não altera em nada o esporte para pessoas com deficiência, que continuamos a acompanhar e a divulgar com a mesma dedicação de sempre.
Melhores de 2011
O nadador Daniel Dias foi eleito o melhor atleta paralímpico de 2011 e a velocista Terezinha Guilhermina foi eleita a melhor entre as mulheres.
“Esse prêmio não é só meu. Estamos mostrando o valor do esporte paralímpico para o Brasil e para o mundo. Agradeço a Deus, aos meus pais, minha família e a todos que votaram em mim”, disrcursou Daniel, que também foi eleito o melhor da Natação em 2011. Daniel foi o destaque do Brasil no Parapan de Guadalajara com 11 medalhas de outro.
Atletismo - Desde os Jogos de Roma, em 1960, o atletismo faz parte oficialmente do esporte paralímpico. As primeiras medalhas do Brasil em paralimpíadas nesta modalidade vieram em 1984, em Nova Iorque e em Stoke Mandeville, Inglaterra. Atletas com deficiência física e visual, de ambos os sexos, podem praticar a modalidade. As provas são de acordo com a deficiência dos competidores, divididas entre corridas, saltos, lançamentos e arremessos.
As competições seguem as regras da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), com algumas adaptações para o uso de próteses, cadeira de rodas ou guia, mas sem oferecer vantagem em relação aos seus adversários.
Basquetebol em Cadeira de Rodas - O basquete em cadeira de rodas começou a ser praticado nos Estados Unidos, em 1945. Os jogadores eram ex-soldados do exército norte-americano feridos durante a 2ª Guerra Mundial. A modalidade é uma das poucas que esteve presente em todas as edições dos Jogos Paralímpicos.
As cadeiras são adaptadas, padronizadas e previstas em regras. A cada dois toques na cadeira, jogador deve quicar, passar ou arremessar a bola. As dimensões da quadra e a altura da cesta são as mesmas do basquete olímpico.
Bocha - A bocha estreou no programa paraolímpico oficial em 1984 na cidade de Nova Iorque, com disputas individuais no feminino e masculino. Competem paralisados cerebrais severos que utilizam cadeira de rodas. Em Atlanta 1996 foi incluído o jogo de duplas. O objetivo do jogo é lançar bolas coloridas o mais perto possível de uma bola branca chamada de “jack” (conhecida no Brasil como “bolim”).
Ciclismo - O ciclismo começou na década de 80, quando somente deficientes visuais competiam. Paralisados cerebrais, deficientes visuais, amputados e lesionados medulares (cadeirantes), de ambos os sexos, competem no ciclismo.
Existem duas maneiras de ser praticada: individual ou em equipe. As regras seguem as da União Internacional de Ciclismo (UCI), mas com pequenas alterações relativas à segurança e classificação dos atletas. As bicicletas podem ser de modelos convencionais ou triciclos para paralisados cerebrais, segundo o grau de lesão. O ciclista cego compete em uma bicicleta dupla – conhecida como “tandem” – com um guia no banco da frente dando a direção. Para os cadeirantes, a bicicleta é “pedalada” com as mãos: é o handcycling. As provas são de velódromo, estrada e contra-relógio.
Esgrima em Cadeira de Rodas - Modalidade para atletas em cadeiras de rodas.O programa tem 15 provas - equipes e individuais, masculinas e femininas, em florete e espada. Só os homens é que competem com sabre. As cadeiras de rodas são presas ao chão para dar estabilidade e permitir a liberdade de movimentos na parte superior do corpo do esgrimista. Os atletas estão ligados a uma caixa eletrônica que conta os toques da arma. A esgrima em cadeiras de rodas foi inserida nos Jogos Paraolímpicos de Roma 1960.
Futebol de Cinco - Em Atenas 2004 a seleção masculina do Brasil estreou nos Jogos Paralímpicos e conquistou a medalha de ouro numa vitória sobre a Argentina por 3 a 2 nos pênaltis. O futebol de cinco é exclusivo para cegos ou deficientes visuais. As partidas normalmente são em uma quadra de futsal adaptada, mas desde os Jogos Paralímpicos de Atenas também vem sendo praticado em campos de grama sintética. O goleiro tem visão total e não pode ter participado de competições oficiais da FIFA nos últimos cinco anos. Junto às linhas laterais, são colocadas bandas que impedem que a bola saia do campo. Cada time é formado por cinco jogadores – um goleiro e quatro na linha. Diferente dos estádios com a torcida gritando, as partidas de futebol de cinco são silenciosas, em locais sem eco. A bola tem guizos internos para que os atletas consigam localizá-la.
Futebol de Sete - Em 1978 surgiu o futebol de 7 para paralisados cerebrais. E foi na cidade de Edimburgo, na Escócia, que aconteceram as primeiras partidas. A primeira Paralimpíada em que a modalidade esteve presente foi em Nova Iorque 1984. O futebol de sete é praticado por atletas do sexo masculino, com paralisia cerebral, decorrente de seqüelas de traumatismo crânio-encefálico ou acidentes vasculares cerebrais.
Goalball - O goalball foi criado em 1946 pelo austríaco Hanz Lorezen e pelo alemão Sepp Reindle, que tinham como objetivo reabilitar veteranos da Segunda Guerra Mundial que perderam a visão. Nos Jogos de Toronto 1976, sete equipes masculinas apresentaram a modalidade aos presentes. Dois anos depois foi realizado o primeiro Campeonato Mundial de Goalball, na Áustria. Em 1980, na Paraolimpíada de Arnhem, o esporte passou a integrar o programa paralímpico. Em 1982, a Federação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA) começou a gerenciar a modalidade. As mulheres entraram para o goalball nas Paralimpíadas de Nova Iorque, em 1984.
Ao contrário de outras modalidades paralímpicas, o goalball foi desenvolvido exclusivamente para pessoas com deficiência – neste caso, a visual. A quadra tem as mesmas dimensões da de vôlei (9 m de largura por 18 m de comprimento). As partidas duram 20 minutos, com dois tempos de 10. Cada equipe conta com três jogadores titulares e três reservas. De cada lado da quadra tem um gol com nove metros de largura e 1,2 de altura. Os atletas são, ao mesmo tempo, arremessadores e defensores.
Halterofilismo - O halterofilismo apareceu pela primeira vez em uma paraolimpíada, em 1964, em Tóquio. A deficiência dos atletas era exclusivamente lesão da coluna vertebral. Até os Jogos de Atlanta 1996, somente os homens competiam. Quatro anos depois, em Sydney, as mulheres entraram de vez para a modalidade. Os atletas permanecem deitados em um banco, e executam um movimento conhecido como supino. A prova começa no momento em que a barra de apoio é retirada – com ou sem a ajuda do auxiliar central – deixando o braço totalmente estendido. O atleta flexiona o braço descendo a barra até a altura do peito. Em seguida, elevam-na até a posição inicial, finalizando o movimento.
Hipismo- A estréia paralímpica do hipismo foi nos Jogos de Nova Iorque, em 1984. Três anos depois, foi realizado o primeiro Mundial, na Suécia. Mas a modalidade precisava se desenvolver quantitativamente ainda e só voltou ao programa oficial na Paralimpíada de Sydney 2000. A única disciplina do Hipismo do Programa Paralímpico é o adestramento. A competição de hipismo é mista, ou seja, cavaleiros e amazonas competem juntos nas mesmas provas.
Judô - A arte marcial foi a primeira modalidade de origem asiática a entrar no programa paraolímpico. Praticada desde a década de 70, teve sua estréia nas Paralimpíadas em Seul 1988. Na época, só lutaram os homens com deficiência visual. E assim foi em Barcelona, Atlanta e Sydney. Os Jogos Paralímpicos de Atenas 2004 marcam a entrada das mulheres nos tatames. A entidade responsável pelo esporte é a Federação Internacional de Esportes para Cegos, fundada em Paris, em 1981.
Natação - A natação está presente no programa oficial de competições desde a primeira paralimpíada em Roma 1960. O Brasil começou a brilhar em Stoke Mandeville (1984), onde conquistou cinco medalhas de ouro. E hoje uma potência da natação paraolímpica, tendo vários atletas recordistas mundiais. Na natação competem atletas com todos os tipos de deficiência física e visual em provas dos 50 m aos 400 m no estilo livre, dos 50 m aos 100 m nos estilos peito, costas e borboleta. O medley é disputado em provas de 150 m e 200 m.
As provas são divididas nas categorias masculino e feminino, seguindo as regras do IPC Swimming, órgão responsável pela natação no Comitê Paralímpico Internacional. As adaptações são feitas nas largadas, viradas e chegadas.
Rúgbi em Cadeira de Rodas - O rúgbi é um esporte para atletas com quadriplegia. Podem disputar a modalidade homens e mulheres em equipes mistas. O rúgbi em cadeira de rodas foi um esporte de demonstração nos Jogos de Atlanta e foi incluído no programa dos Jogos de Sydney, em 2000.
Tênis de Mesa - O tênis de mesa é um dos mais tradicionais esportes paralímpicos, disputado desde os Jogos de Roma tanto no masculino quanto no feminino. Todas as edições dos Jogos Paraolímpicos tiveram disputas da modalidade. Com o passar dos anos, ocorreram algumas mudanças.
No tênis de mesa participam atletas do sexo masculino e feminino com paralisia cerebral, amputados e cadeirantes. As competições são divididas entre atletas andantes e cadeirantes. Os jogos podem ser individuais, em duplas ou por equipes. As partidas consistem em uma melhor de cinco sets, sendo que cada um deles é disputado até que um dos jogadores atinja 11 pontos. Em caso de empate em 10 a 10, vence quem primeiro abrir dois pontos de vantagem.
Tênis em Cadeira de Rodas - O tênis em cadeira de rodas foi criado em 1976, nos Estados Unidos, por Jeff Minnenbraker e Brad Parks. Eles construíram as primeiras cadeiras adaptadas para o jogo e o difundiram pelo seu País. Em 1988, a modalidade foi exibida nos Jogos Paralímpicos de Seul. Em 1991, a entidade foi incorporada à Federação Internacional de Tênis (ITF), que hoje é a responsável pela administração, regras e desenvolvimento do esporte em nível global. Barcelona 1992 foi o marco para o tênis em cadeira de rodas, pois passou a valer medalhas. Desde então, homens e mulheres disputam medalhas nas quadras em duplas ou individuais.
Tiro - O tiro estreou na Paralimpíada de Toronto 1976. Na época, somente os homens competiram. Já nos Jogos de Arnhem 1980, na Holanda, as mulheres entraram com tudo nas disputas, inclusive nas provas mistas. Em 1984, as provas paralímpicas mistas deixaram de existir, sendo retomadas em Barcelona. As regras das competições têm apenas algumas adaptações. Pessoas amputadas, paraplégicas, tetraplégicas e com outras deficiências locomotoras podem competir tanto no masculino como no feminino.
Tiro com Arco - O objetivo do arqueiro é lançar flechas no alvo marcado com dez anéis concêntricos, aumentando a pontuação quanto menor e mais perto for a flecha do menor centro do alvo.Acertar no alvo vale 10 pontos. O esporte é praticado geralmente ao ar livre.O alvo é colocado em distâncias diferentes entre 30 e 90 metros. Nos Jogos Paralímpicos, a distância é 70 metros. O tiro com arco é uma modalidade para atletas com deficiência motora, disputadas individualmente ou em equipe.
Remo - O remo é o caçula das modalidades do quadro de esportes paraolímpicos. Ele entrou no programa em 2005 e fez sua extreia nos Jogos Paralímpicos de Beijing. A Federação Internacional de Remo (FISA) é o órgão máximo do remo mundial. As corridas são realizadas num percurso de 1000 metros para todas as quatro classes.
Vela - Pessoas com deficiência locomotora ou visual podem competir na modalidade. Dois tipos de barco são utilizados nas competições internacionais. Os barcos da classe 2.4mR são tripulados por um único atleta, pesam 260 quilos e possuem 4,1m de comprimento. Os barcos da classe sonar são tripulados por uma equipe de três pessoas, que deve ser classificada em função dos tipos de deficiência.
Vôlei Sentado- O voleibol sentado é um esporte para atletas com deficiência física. Existem provas de voleibol de pé e sentado, embora apenas as provas sentadas tenham sido incluídas no programa de Atenas 2004 O voleibol sentado é jogado num campo menor, (10x6m) com rede mais baixa (1.15m para homens e 1.05m para mulheres) e cada jogo é composto por um total de 5 sets.
(Fonte:Comitê Paraolímpico Brasileiro)
Biatlo - Velocidade individual (homens: 10 km; mulheres: 7.5 km), Individual (homens: 20 km; mulheres: 15 km), Perseguição (homens: 12.5 km; mulheres: 10 km), Revezamento (homens: 4x7.5 km; mulheres: 4x6 km) e a Largada coletiva (homens: 15 km; mulheres: 12.5 km).
Bobsleigh - Equipes masculinas, Duplas masculinas e Duplas femininas.
Combinado nórdico - Individual masculino (pista normal 90 m + 10 km), Individual (pista longa 120 m + 10 km) e Equipes (pista longa 120m + 4x5km).
Curling - Torneios masculino e feminino
Esqui alpino - Downhill, Slalom Super-G, Slalom gigante, Slalom e Combinado masculino e feminino.
Esqui cross-country - Velocidade individual, velocidade por equipes, perseguição combinada (2x15 km), 15 km livre, largada coletiva 50 km e revezamento 4x10 km masculino; Velocidade individual, velocidade por equipes, perseguição combinada(2x7,5 km), 10 km livre, largada coletiva 30 km e revezamento 4x5 km feminino.
Esqui estilo livre - Moguls, Aerials e Skicross masculino e feminino.
Hóquei no gelo - Torneio masculino e feminino.
Luge - Individual masculino e feminino, duplas masculina.
Patinação artística - Individual masculino e feminino; pares; e dança no gelo.
Patinação de velocidade - 500 metros, 1000 metros, 1500 metres, 5000 metros e perseguição por equipes masculino e feminino; 3000 metros feminino; 10000 metros masculino.
Patinação de velocidade em pista curta - 500 metros, 1000 metros, 1500 metros masculino e feminino; revezamento 3000 metros feminino; e revezamento 5000 metros masculino.
Salto de esqui - Pista normal individual, pista longa individual e pista longa por equipes masculino.
Skeleton - Eventos masculino e feminino.
Snowboard - Slalom paralelo gigante, half-pipe and snowboard cross masculino e feminino.
Atletismo
Basquetebol em cadeira de rodas
Bocha
Ciclísmo
Futebol de cinco
Futebol de sete
Goalball
Halterofilismo
Judô
Natação
Tênis de mesa
Tênis em cadeira de roda
Tiro com arco
Vôlei sentado
*Veja detalhes destas modalidades na aba "Jogos de Verão"
Em 1945, com o término da Segunda Guerra Mundial, o neurocirurgião austríaco Ludwig Guttmann iniciou um trabalho de reabilitação médica e social dos veteranos de guerra, através de práticas esportivas. Tudo começou no Centro Nacional de Lesionados Medulares de Stoke Mandeville, na Inglaterra.
A primeira competição para atletas com deficiência aconteceu em Stoke Mandeville, no dia 29 de julho de 1948, data exata da cerimônia de abertura da Olimpíada de Londres. Quatro anos depois, atletas holandeses também passaram a competir nas disputas de Stoke Mandeville. Ainda em 1952 foi fundada a Federação Internacional Stoke Mandeville de Esporte em Cadeira de Rodas (ISMWSF), quando o esporte se organizou por área de deficiência. Assim, surgiu o movimento internacional, hoje chamado de Movimento Paraolímpico.
Em 1960 foi realizada a 1ª edição dos Jogos Paraolímpicos, em Roma, apenas com atletas cadeirantes. Em Toronto, 1976, atletas de outras áreas de deficiência foram adicionados ao programa: nasceu a ideia de competições internacionais envolvendo diversas áreas de deficiência, modelo que permanece até hoje. No mesmo ano foi realizada a 1ª edição dos Jogos Paraolímpicos de Inverno, na Suécia.
Desde Seul, em 1988, os Jogos Paraolímpicos passaram a ser realizados imediatamente após os Jogos Olímpicos (com um curto intervalo para as devidas adaptações) na mesma cidade-sede e usando as mesmas instalações dos Olímpicos. Desde o processo de escolha para os Jogos de 2012, a cidade-sede escolhida também é obrigada a acolher a Paraolimpíada.
O esporte paraolímpico brasileiro surgiu em 1958 quando o cadeirante Robson Sampaio de Almeida e Aldo Miccolis fundaram o Clube do Otimismo, no Rio de Janeiro. No mesmo ano, o também deficiente Sérgio Seraphin Del Grande criou o Clube dos Paraplégicos de São Paulo.
Os pioneiros resolveram trazer o esporte paraolímpico para o Brasil enquanto faziam tratamento hospitalar nos Estados Unidos. Robson e Sérgio tiveram a oportunidade de presenciar a prática esportiva de pessoas em cadeiras de rodas, principalmente no basquete.
Em 1959 o ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, foi palco do primeiro jogo de basquetebol em cadeira de rodas no Brasil, quando os paulistas do Clube dos Paraplégicos venceram os cariocas do Clube do Otimismo por 22 a 16. Dez anos depois, em 1969, o Brasil participou dos Jogos Parapanamericanos de Buenos Aires, na Argentina. Essa foi a primeira competição internacional do movimento paraolímpico nacional. Três anos depois, o Brasil foi representado pela primeira vez em uma Paraolimpíada, realizada na cidade alemã de Heidelberg.
Em 1975, uma falha de comunicação entre as maiores entidades paraolímpicas de São Paulo e Rio de Janeiro fez com que o Brasil levasse duas delegações aos jogos Parapanamericanos em Cadeira de Rodas da Cidade do México. O problema fez com que Stoke Mandeville exigisse a fundação de uma associação nacional. Assim, ainda no avião que retornava do México, foi criada a Associação Nacional de Desporto de Excepcionais, atual Associação Nacional de Desporto de Deficientes (ANDE). A entidade pretendia agregar os esportes praticados por atletas com qualquer tipo de deficiência.
Em 1978, foi a vez do Brasil sediar uma edição dos Jogos Parapanamericanos em Cadeira de Rodas. As disputas aconteceram no Rio de Janeiro. Com o crescimento do esporte paraolímpico no país, as modalidades passaram a ser categorizadas. Em 1984 foram fundadas a Associação Brasileira de Desportos para Cegos (ABDC) e a Associação Brasileira de Desportos em Cadeira de Rodas (ABRADECAR). Em 1989 foi criada a Associação Brasileira de Desportos de Deficientes Mentais (ABDEM). Um ano depois foi a vez da Associação Brasileira de Desporto para Amputados (ABDA) começar suas atividades.
Criação do Comitê Paraolímpico Brasileiro
A partir da fundação do Comitê Paraolímpico Internacional (IPC), em 1989, surgiu uma tendência mundial para a criação de comitês paraolímpicos nacionais. Os representantes da ABDA, ABDC, ANDE e ABDEM, em decisão conjunta, no dia 9 de fevereiro de 1995, fundaram o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), com sede na cidade de Niterói, Rio de Janeiro. João Batista Carvalho e Silva foi eleito seu primeiro presidente.
O CPB passou a colocar em prática uma de suas principais funções: a organização de eventos paraolímpicos nacionais para o desenvolvimento do esporte no país. Ainda em 1995, o CPB organizou os I Jogos Brasileiros Paradeportivos, em Goiânia. A segunda edição da competição foi realizada no Rio de Janeiro, no ano seguinte.
Com a aprovação da Lei Agnelo-Piva (Nº 10.264), em 2001, o CPB obteve uma fonte permanente de recursos financeiros, através das Loterias da Caixa Econômica Federal. Em 19 de junho de 2002, a sede do Comitê Paraolímpico Brasileiro foi transferida de Niterói para Brasília.
Curta aqui nossa seleção de vídeos
Se você tem um bom vídeo com pessoas com deficiência em ação, paralímpicos ou não, mande para o e-mail atf.contatos_gmail.com , que exibiremos aqui.
Contato
ATF
Agência Texto e Foto
E-mail: atf.contatos_gmail.com
Fundada em 1999, a ATF é uma empresa de Comunicação especializada em construção de imagem, assessoria de imprensa, produção de conteúdo, produção de fotos, publicações e Agência de Notícias.
A ATF tem como filosofia o atendimento personalizado. Nossos profissionais acompanham de perto e conhecem a realidade do cliente, identificando suas necessidades e traçando o melhor planejamento estratégico.
Goalball garante ouro e vaga em Londres
Sete vitórias em sete jogos, medalha de ouro e vaga nos Jogos Paralímpicos de Londres 2012. A participação da Seleção Brasileira masculina de goalball em Guadalajara terminou este sábado coroada pela vitória por 5 a 3 sobre os Estados Unidos na decisão. Com a vaga para Londres garantida na véspera, a Seleção feminina leva também a prata para casa.
Parabéns atletas paraolímpicos brasileiros. Vocês são os melhores das Américas e em Londres vão provar que são os melhores do mundo.
Conheça as chances do Brasil em cada modalidades
Nos últimos Jogos Parapanamericanosn no Rio de Janeiro, em 2007, o Brasil terminou em primeiro lugar geral, com 25 medalhas de ouro, 27 de prata e 21 de bronze, totalizando 73 medalhas na modalidade. Em Guadalajara, a equipe quer melhorar essa marca. Terezinha Guilhermina, Lucas Prado, Shirlene Coelho, Odair Santos e Yohansson Nascimento são destaques mundo afora. Alan Fonteles e Jenifer Santos são apostas juvenis.
Basquete em Cadeira de Rodas
Desenvolvido por americanos como forma de reabilitação para soldados da Segunda Guerra Mundial, o Basquete em Cadeira de Rodas rapidamente se disseminou ao redor do mundo e já é praticado em mais de 80 países. No Parapan do Rio 2007, o Brasil conquistou o 4º lugar no feminino e o 3º no masculino.
Acredita-se que a Bocha surgiu ainda na Grécia Antiga, como exercício de paciência, tática e habilidade. Hoje, a modalidade é praticada em mais de 50 países ao redor do mundo. O Brasil conta com grandes atletas e busca medalhas em Guadalajara.
Ciclismo
O ciclismo paraolímpico surgiu, primeiramente, como um esporte apenas para deficientes visuais. Com o tempo, a tecnologia avançou e novos equipamentos foram criados, possibilitando a inserção de atletas com outros tipos de deficiência. É dividida em Trilha e Pista. Os brasileiros mais renomados são Soelito Gohr, Lauro Chaman e João Schwindt.
Futebol de 5
Praticado por quatro atletas deficientes visuais (jogadores de linha) e um não deficiente (goleiro), o Futebol de 5 é muito forte no Brasil. Nossa seleção é bicampeã mundial e ouro nos Jogos de Pequim 2008. No Parapan o objetivo é claro: o topo do pódio, como aconteceu nos Jogos do Rio 2007.
Criado com o objetivo de reabilitar soldados que perderam a visão durante a Segunda Guerra Mundial, o Goalball rapidamente se disseminou e hoje é um dos esportes mais populares do Movimento Paraolímpico, sendo praticado em mais de cem países. É o único esporte do programa criado exclusivamente para o esporte adaptado.
Com atletas de mais de cem países competindo em torneios internacionais, o halterofilismo é um dos esportes que cresce mais rápido atualmente. A classificação para a modalidade é feita unicamente através do peso. Portanto, atletas com diferentes deficiências competem juntos pela mesma medalha.
O Judô para Cegos é a única arte marcial do Programa e sempre reserva grandes emoções para o público. O brasileiro Antônio Tenório é um dos grandes atletas do mundo.
A tradição brasileira dentro das piscinas é notável. No Parapan do Rio 2007, o Brasil ficou em segundo lugar geral da modalidade, perdendo apenas para o Canadá, com 39 medalhas de ouro, 30 de prata e 29 de bronze. Os medalhistas paraolímpicos Clodoaldo Silva, Daniel Dias, Andre Brasil e Edênia Garcia são alguns nomes de peso.
Tênis de Mesa
No Parapan do Rio 2007, o Brasil foi campeão geral da modalidade com 26 medalhas, sendo 11 de ouro, sete de prata e oito de bronze. O objetivo é repetir a grande campanha em Guadalajara, no próximo mês de novembro.
Tênis em Cadeira de Rodas
O Tênis em Cadeira de Rodas foi criado há mais de 35 anos e ainda hoje é um dos esportes paraolímpicos que mais cresce no mundo. A principal diferença para o tênis tradicional é que a bola pode quicar até duas vezes. Carlos Jordan, Maurício Pomme e Natália Mayara são alguns dos grandes nomes do Brasil na modalidade.
Tiro com Arco
Uma distância de 70m separa os atletas do alvo, que mede 1,22m de diâmetro, sendo formado por dez círculos concêntricos. Em cada tentativa, a concentração é fundamental para os arqueiros. A modalidade surgiu como uma atividade de recreação e reabilitação para seus praticantes – em princípio, lesionados medulares - e já conta com história de mais de 50 anos.
Vôlei Sentado
O Voleibol Paraolímpico é um esporte muito recente, se comparado com outras modalidades. Inventado na Holanda nos anos 1950, é uma combinação do vôlei tradicional com o esporte alemão Sitzbal, que as pessoas praticavam sentadas. Sua popularização foi rápida: já estava presente na Paraolimpíada de Arnhem, em 1980, e hoje é praticado em mais de 50 países.
Natação brilha com 85 medalhas
A natação brasileira confirmou o favoritismo e conquistou o primeiro lugar da modalidade nos Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara, com 85 medalhas no total, 25 a mais que o México, segundo colocado. A impressionante marca é resultado da alta performance dos atletas brasileiros, que conquistaram 33 medalhas de ouro (13 a mais que o México), 23 de prata e 29 de bronze. Daniel Dias chegou à impressionante marca de 11 medalhas de ouro. Ele superou as oito douradas conquistadas no Parapan do Rio, em 2007, e acumula 19 na competição continental.
Lançada a logomarca dos Jogos Rio 2016
Com a presença do presidente do Comitê Paralímpico Internacional, Philip Craven, a logomarca dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 foi apresentada ao público neste sábado. dia 26 de novembro. O lançamento aconteceu durante a festa de inauguração da árvore de natal da Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul da cidade, a maior árvore de natal flutuante do mundo. O presidente do Comitê Organizador Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, o governador Sérgio Cabral e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, participaram do evento. Confira ao lado a nova logomarca
Atletismo: brasileiras batem recorde no arremesso de peso
As brasileiras do arremesso de peso brilharam nesta segunda-feira, na disputa do atletismo nos Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara. Shirlene Coelho ficou com o ouro e Marivana Oliveira, com a prata, em desempenho que ainda garantiu duas quebras de recordes na categoria F35-37.Com 9.92 de resultado final, Shirlene Coelho conquistou a medalha de ouro no arremesso de peso e determinou novo recorde parapan-americano para a modalidade. Ela manteve a média durante todos os arremessos, sendo que sua pior nota foi 9.52.
Paralímpico do futuro
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit. Fusce tempor arcu ac urna. Fusce congue eleifend mi. Pellentesque metus sem, elementum eu, rhoncus sed, gravida sit amet, nulla. Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit. Aenean condimentum, odio quis pharetra dignissim, diam nisl dignissim diam, eu interdum magna erat sit amet felis. Etiam non felis at urna tempus luctus. In ullamcorper nisl congue elit. In convallis nibh vitae justo. Quisque ac lectus vitae sem
Fotos: Fotocom.net/Divulgação/CPB
Stay featured or remove this badge.
©CompanyName 2008-2009 All human and animal rights carefully reserved and preserved.