Miguel Majer e Ricardo Santos, produtores e criadores dos Donna Maria, propõem uma nova viagem à música portuguesa. Desta vez elegeram os anos 80 como tema inspirador. A este novo projecto deram o nome de SEDA.
Radio Macau, Táxi, Sétima Legião, Salada de Frutas, Radar Kadafi ou o maior responsável deste movimento, Rui Veloso, entre outros, fazem parte do alinhamento deste disco de versões.
Um facto, uma acção, um livro, uma pessoa ou uma música podem ter várias leituras ou releituras e é exactamente esse o propósito máximo deste novo trabalho. Um olhar de um novo ângulo sobre algo que, antes de mais, é alvo de admiração.
A este projecto juntou-se a voz de Gabriela Barros que se estreia neste disco como tantos outros artistas o fizeram nos anos 80.
Gabriela Barros divide a sua vida profissional entre a música e o teatro, fazendo desta condição não uma limitação, mas sim uma mais valia interpretativa.
SEDA
Site Oficial
Miguel
22 de Abril
no Santiago Alquimista
Ricardo
Gabriela
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Galeria
sessao SEDA
museu da agua
O Disco
Produção e Arranjos: Miguel Majer e Ricardo Santos
Gravado e Misturado nos estúdios Sonic State por Luís Pinto entre Agosto e Outubro de 2009 excepto "40 Graus à sombra" gravado no estúdio Rosa dos Ventos por Paulo Jorge e misturado por Tó Pinheiro da Silva
Masterizção: Tó Pinheiro da Silva
Músicos convidados:
Eduardo Krithinas: Guitarra acústica aço
Edu Miranda: Bandolim
Glória: Coros
Inês Vaz: Acordeão
Maximo Ciuro: Upright
Mucio Sá: Baixo, cavaquinho, guitarra eléctrica e guitarra nylon
José Salgueiro: Congas
40 Graus a sombra RADAR KADAFI
Amanha sempre longe demais RADIO MACAU
Cairo TAXI
Irreal Social BAN
Contactos
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Eventos SPOT -
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Tel. +351 21 400 94 09 l Tlm. +351 91 393 59 30
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Glória Bento: 96 303 42 91
gloriabento_netcabo.pt
Miguel Majer: 91 267 27 17
projectoseda_gmail.com
HELLO!!
Press Release
O PORTUGUÊS SUAVE NO TOQUE DA SEDA
Há um prazer singular em ver e ouvir trabalhar os amigos do alheio. Não os carteiristas e corruptos, a cujos espectáculos muito diversificados assistimos todos os dias, infelizmente, e sem hora ou palco previamente anunciados. No caso, estou a referir-me aos que, em sentido mais literal, se deixam deslumbrar e seduzir pela grandeza de terceiros e gerem esse sentimento de uma forma activa: em vez de se limitarem a aplaudir e a evocar, partem para propostas transformadoras, para abordagens inéditas e/ou insólitas, para exercícios de um saudável revisionismo estético, mais assinaláveis ainda se acabarem por se constituir como valores acrescentados.
Pura ilusão, a de que se trata de um processo fácil, se pensarmos no universo da Música Popular. Nada disso: passa pela identificação e assimilação, segue pelo estudo da essência e pela captação da alma, continua em direcção ao que se pretende alterar e à forma como se procede à desfocagem inicial para, enfim, rumar a um desfecho que casa a lição apreendida com uma nova personalidade própria. É, então, algo de compensador e – nos melhores exemplos – transcendente, porque as mesmas pistas, o mesmo mapa, acaba por nos conduzir a um tesouro muito diferente, na substância e na “localização”.
Quando o Miguel me telefonou, desafiando-me a deixar por escrito duas ou três ideias sobre um projecto chamado Seda e explicando-me sumariamente a base de trabalho desta nova proposta em que também marcavam presença o Ricardo (outro cúmplice dos Donna Maria) e uma cantora por revelar (Gabriela: muito prazer!), respondi de imediato que podiam contar comigo, antes de ouvir uma canção que fosse, sem dispor de mais do que um conceito. Intuição ou impulsividade?
Nem tanto: aquilo que conhecia do desempenho empenhado dos dois músicos dava-me a garantia antecipada do bom gosto, da delicadeza de processos, do respeito mas também da ruptura. Recorrendo a uma trilogia fora de moda, em síntese: sempre atentos, nada veneradores e nunca obrigados.
Além do mais, eu sentia que os meus anos 80, versão nacional, estavam há demasiado tempo postos em sossego. Por outras palavras: seria útil e agradável, pedagógico e funcional, voltar aos hinos acumulados por tantos nomes de referência e descobrir que, afinal, todos eles mereciam mais do que a interpretação oficial. Com sabedoria e instinto, o Miguel e o Ricardo, muito bem reforçados pela Gabriela, optaram pela suavidade lá está o toque inconfundível da Seda quando trouxeram novos mundos (da Bossa Nova ao quase reggae e a tudo o mais que fica agora aberto à consulta universal) aos universos originais de Rui Veloso, Jorge Palma, Táxi,
António Variações, Xutos & Pontapés, Rádio Macau e Sétima Legião, entre outros. Em cerca de três quartos de hora, disputa-se aqui a segunda parte de um jogo em que ninguém fica a perder, até por não se tratar de uma competição, mas tão só de uma afirmação.
Fico feliz com o resultado final. E com a certeza de que estas versões acabarão por despoletar novas aventuras e outras releituras. Acreditem: é um trabalho de amor e de resistência. E mostra a grandeza inesperada e múltipla da rota da Seda, uma viagem feito com rumo e sem pressas. Eu alinho.
João Gobern
Novembro de 2009
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40 graus à sombra
Cairo