Trabalho realizado no âmbito da disciplina de Toxicologia Mecanística no ano lectivo 2010/2011 do Curso de Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas daFaculdade de Farmácia da Universidade do Porto (FFUP). Este trabalho tem a responsabilidade pedagógica e científica do Prof. Doutor Fernando Remião do Laboratório de Toxicologia da FFUP.
Alimentar
A exposição ao alumínio, através da alimentação, pode ser proveniente de fontes naturais (alimentos / água) e de fontes artificiais (aditivos alimentares / contaminação por utensílios de alumínio, durante a confecção / contaminação por recipientes).
Alguns alimentos são naturalmente ricos em alumínio, uma vez que são provenientes de solos que contêm este metal. Quando o pH do solo é inferior a 4,5, o alumínio é solubilizado na água do solo e absorvido pelas raízes das plantas.
Exemplos: a batata, o chá, o sal, os espinafres, os grãos de café.
Outros alimentos também apresentam elevados níveis de alumínio devido à utilização de aditivos alimentares.
Exemplos: alimentos processados diariamente, farinha, fermento em pó, produtos lácteos à base de soja (fórmulas infantis). 1,3
A preparação, o armazenamento e o processamento podem conduzir ao aumento dos níveis de alumínio nos alimentos, nomeadamente através do contacto com embalagens, recipientes (Ex: latas de refrigerantes) e utensílios de alumínio, segundo o fenómeno de lixiviação. 1
Desta forma, os alimentos são a principal via de exposição ao alumínio. A ingestão diária de alumínio a partir da alimentação, nos adultos, varia entre 2,5 e 13 mg, o que representa cerca de 90% a 95% da ingestão total diária de alumínio. 2
1) Nayak, P. (2002) Aluminum: Impacts and Disease. Environmental Research Section A 89, 101-115
2) http://inchem.org/documents/ehc/ehc/ehc194.htm
3) World Health Organization (2003) Aluminium in drinking-water. Background document for development of WHO Guidelines for Drinking-water Quality
Comparação de características na determinação experimental do alumínio . 1
ETAAS = electrothermal atomic absorption spectrometry; GFAAS = graphite furnace atomic absorption spectrometry; ICP-AES = inductively coupled plasma - atomic emission spectroscopy; ICP-MS = inductively coupled plasma-mass spectrometry; NAA = neutron activation analysis;
1) http://www.atsdr.cdc.gov/toxprofiles/tp.asp?id=191&tid=34
Tabela
Tabela Neurotoxicidade
Imagens
É importante uma monitorização das pessoas pertencentes a grupos de risco, nomeadamente:
- Indivíduos com insuficiência renal (eliminação ineficaz do alumínio)
- Indivíduos com necessidade de nutrição parentérica (alumínio é um conhecido contaminante)
- Crianças, especialmente os prematuros (imaturidade da parede gastrointestinal, da barreira hematoencefálica e do sistema renal)
- Populações ocupacionais (exposição a concentrações de alumínio superiores em relação à população em geral)
- Pacientes em diálise (contaminação do líquido de diálise / utilização de doses elevadas de compostos de alumínio para impedir a absorção de fosfatos)
http://www.world-aluminium.org/cache/fl0000237.pdf
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