Como ajudar crianças e adolescentes ...
9h:00 Sessão de Abertura
Renato Paiva - Clínica da Educação
9:15 “... na promoção da autonomia” Ver resumo
Drª Maria do Carmo Vale - Hospital de Dona Estefânia
10:15 “ com medos e inseguranças” Ver resumo
Drª Susana Cheis - Centro de Formação Consigo
12h “... na gestão dos afectos e sexualidade” Ver resumo
Drª. Vera Ribeiro - Hospital de St. Louis
14:30 “... a lidar com regras e com o não” Ver resumo
Dr.ª Maria João Santos - Faculdade. Psicologia Lisboa
16h “... a brincar” Ver resumo
Drª Manuela Matos - APEI - Ass. Profissionais. Educação Infância
17h “... a lidar com a doença” Ver resumo
Drª Filipa Martins de Cavalho - Acreditar
18h Encerramento
* Secretariado inicia pelas 8:30
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Drª Vera Ribeiro - Mestre em Sexologia, Responsável pela Consulta da Especialidade
de Sexologia no Hospital e Clínica de St. Louis em Lisboa,
responsável do site sexologia.clix.pt
Drª Maria do Carmo Vale - .Docente na Faculdade Ciências Médicas da Univ. Nova de Lisboa,
Coordenadora do Centro de Desenvolvimento do Hosp. D. Estefânia
Drª Susana Cheis - Psicóloga Educacional, Formadora, Coordenadora do Centro de formação Consigo
Dr.ª Filipa Martins de Carvalho - Psicóloga, coordenadora da Associação Acreditar
Dr.ª Maria João Santos - Docente da Fac.Psic. da Univ. de Lisboa. Psicóloga
e Psicoterapeuta na Clínica da Educação.
Dr.ª Manuela Matos - Docente, directora do centro de formação da APEI -
Associação dos Profissionais de Educação de Infância.
Diferentes desafios se colocam no quotidiano daqueles que lidam com crianças e adolescentes. A necessidade de respostas práticas eficazes para diferentes situações é uma forte preocupação no sentido de se tomarem opções na hora de agir. Propomos aqui um encontro sobre vários aspectos específicos da postura para intervenção a crianças e adolescentes como: Afectos e sexualidade, regras, autonomia, brincar, doença, medos e inseguranças.
A clínica da Educação na sua vertente de formação organiza um encontro intitulado "Como ajudar Crianças e adolescentes a...", que ocorrerá no dia 21 Maio 2011, em Lisboa no auditório do metropolinado de Lisboa. Uma jornada de formação que tem como público-alvo os profissionais de saúde, educação, pais e familiares.
As comunicações são abrangentes e realizadas por profissionais experientes. Num tema sempre actual, reunimos um conjunto de excelentes oradores que irão brindar todos os participantes com o seu vasto conhecimento e experiência.
Terá inicio pelas 9h e término pelas 18h. A meio da manhã e tarde será servido um coffee-break a todos os participantes.
Este congresso, juntamente com os seus oradores e participantes, prentende contrubuir com informação e discussão de estratégias práticas para auxilio diário para familiares, profissionais de saúde e educação, analisando e debatendo o tema para proporcionar um crescimento saudável e promotor de autonomia.
Comunicações
- Adolescer saudável, uma perspectiva sobre os desafios da adolescência. Os medos, as angústias, a evolução e percepção das mudanças corporais, no fundo o que pensam os adolescentes quando o são.
- O fervilhar das hormonas, uma perspectiva sobre como encarar a sexualidade na adolescência por parte dos pais e professores, e como pensam os adolescentes em relação a esta temática que vivenciam com tanto sentimento.
- Ser mãe/pai de um adolescente, uma perspectiva sobre os desafios da parentalidade na adolescência.
- A escola vista por um adolescente, Ser e Estar na Adolescência, uma perspectiva sobre como observam os adolescentes esta fase da sua vida. Como são adolescentes e como estão enquanto adolescentes.
- O optimismo na adolescência, uma perspectiva sobre que influência tem o optimismo na vida de um adolescente. A importância dos seus projectos de vida e como promover o optimismo na adolescência.
- A mudança de objecto e a mudança de objectivos na adolescência, uma perspectiva sobre a saúde mental nos adolescentes.
INSCRIÇÕES
Preencha o formulário de aqui .
O encontro tem o custo de 25€ para estudantes e 30€ para público geral. Os associados da APEI usufruem de um desconto de 10% (obrigatório envio comprovativo de associado). Inscrições no dia 40€ (sugeita a disponibilidade de lugares e pastas).
No valor da inscrição estão incluídos: Documentação de suporte ao congresso; certificado de participação; coffee breaks.
O pagamento deverá ser feito por transferência bancária para o nib 0018.0000.5536.9838.0014.2 com o envio obrigatório do comprovativo por email para cap.formacao_gmail.com
As inscrições são aceites por ordem de chegada de todos os respectivos dados identificativos assim como o recepção do comprovativo de pagamento. A ausência de qualquer dos elementos coloca a inscrição suspensa até o completar de todos os dados pedidos.
Pela nossa preocupação social, solicitamos aos participantes do encontro a entregarem um pacote de massa ou arroz para doação a instituições de intervenção social. Traga um pacote á sua escolha, para si simbólico para quem recebe um bem essencial.
Informações pelo telefone 9334420177 ou email clinicadaeducacao_gmail.com
Valores sem iva á taxa em vigor
Localização Auditório
LOCAL
Auditório do Metropolitano de Lisboa, sito no interior da estação de metro do alto dos moinhos em Benfica.
•Os cancelamentos deverão ser comunicados por escrito através de e-mail.•Se o cancelamento for comunicado com uma antecedência superior a 7 dias da data do congresso, será creditado o valor total da factura, sem que implique qualquer custo adicional para a empresa/pessoa inscrita.•Os cancelamentos comunicados com uma antecedência inferior a 7 dias da data do evento serão facturados e devidos pela empresa/pessoa inscrita pelo valor da totalidade da inscrição.•As desistências sem qualquer aviso prévio por escrito, serão facturados e devidos pela empresa/pessoa inscrita na sua totalidade.•A clínica da Educação aceita, mediante comunicação escrita, que qualquer pessoa inscrita possa ser substituída sem qualquer penalização ou cobrança.
Caso considere que o encontro não corresponde às suas expectativas, basta que no primeiro intervalo da manhã nos comunique esse facto e devolva os materiais que lhe foram entregues. Teremos todo o gosto em fazer a devolução do valor total da sua inscrição.
Hoje em dia e cada vez mais é tema de interesse e preocupação, a qualidade das relações dos adolescentes... os comportamentos de risco que muitos adoptam, por fragilidades internas motivadas pelas suas relações precoces.
Para poder ultrapassar todos os obstáculos da vida, um adolescente tem de saber gerir, controlar, e regular as suas emoções, pois as alterações são muitas nesta fase de desenvolvimento e são precisas algumas ferramentas para que se torne mais fácil encarar a gestão dos afectos de uma forma saudável.
Noções como auto-conceito, auto-estima, auto-confiança vão influenciar a forma como o adolescente se vai comportar em várias áreas, sendo a que iremos abordar... a sexualidade e os afectos.
Regulação de afectos e a reciprocidade dos comportamentos que vamos aprendendo ao longo da infância (primeiras relações) vão influenciar as expectativas, estratégias e comportamentos em relacionamentos posteriores. No entanto, para que este conjunto de situações futuras sejam estáveis e adaptadas, apenas são possiveis se a qualidade da relação de vinculação for segura.
Abordaremos assim de que forma é que os afectos podem ser influenciados no decurso de relações mais precoces, sendo mais ou menos facilitadores aquando a chegada da adolescência, onde a relação com os pares começa a ter uma conotação de maior importância e as relações amorosas a ter o seu lugar de pódium.
Quais são os adolescentes que possuem maior dificuldade relacional? É possivel ajudar estes jovens a regular os seus afectos?
Nos tempos que correm torna-se cada vez mais pertinente poder-se repensar o valor das regras, dos limites, do saber e do poder dizer Não.
Saber colocar regras, assim como saber dizer Não são ferramentas fundamentais para o crescimento e desenvolvimento da vida mental das crianças e dos adolescentes. O Não significa o deparar-se com as barreiras e os limites necessários para saber viver com os outros em sociedade, como viver consigo, com as suas próprias limitações e a aprender a respeitar os limites do outro. A apresentação de normas/regras sociais, assim como a utilização do Não por pais, educadores e professores tem vindo a tornar-se, desde há algum tempo a esta parte, uma questão pertinente no que diz respeito à disciplina e às necessidades básicas que se requerem para uma boa socialização. Esta comunicação tem como objectivo global apresentar as Regras e o Não enquanto factores de regulação do princípio da realidade, o que se torna especialmente importante quando a criança e o adolescente se encontram a crescer e procuram, avidamente, qual o seu lugar na vida familiar, no contexto social entre pares, na hierarquia social alargada, entre outros. Parece pois ser importante reflectir na necessidade da apresentação das regras e do Não enquanto pilares de organização psíquica que permitem à criança e ao jovem adolescente ser capaz de se organizar nas diferentes etapas de crescimento com que se depara. Ao mesmo tempo, a sua identidade e identificações tornar-se-ão mais sólidas e consistentes, na medida em que também aprende a lidar com as situações de frustração e de impotência ligadas à existência de limites e à presença do Não sem que as mesmas abalem a sua estrutura, a sua auto-estima e a relação com o mundo em seu redor.
Aprender a lidar com a existência de regras e com o Não é uma forma de crescer e de perceber como o mundo interno e externo se organiza.
A palavra autonomia tem diferentes significados consoante o estádio de desenvolvimento humano e particularmente do desenvolvimento pediátrico.
Assim, autonomia motora, autonomia relacional, autonomia moral, autonomia decisional e capacidade de autodeterminação são diferentes perspectivas e vertentes do conceito de autonomia.
Todas elas são parte integrante do ser humano vulnerável e sensível que é uma criança e da sua necessidade de afirmação no seio da família, escola e comunidade. Essa afirmação deve ser respeitada e implementada mediante estratégias educativas que condicionem uma saudável e equilibrada autonomia que progressivamente lhe confira capacidade de deliberação e decisão.
Para que essa competência se desenvolva harmoniosamente nas crianças são necessárias as seguintes condições:
•Amor e afecto;
•Meio familiar consistente e previsível;
•Exploração e descoberta;
•Negociação e limites.
Assim sendo, abordam-se algumas estratégias que favorecem a emergência natural da autonomia na criança e adolescente.
Uma aranha, um rato, um barulho, uma sala cheia de gente ou simplesmente uma folha de papel branca vazia à nossa frente podem fazer-nos sentir medo. Um estímulo que provoca uma memória e de seguida a libertação de um conjunto de hormonas em cadeia fazem o nosso coração bater mais depressa, aumentar a frequência da nossa respiração e energizar os nossos músculos.
A reacção de medo acontece no cérebro de forma perfeitamente inconsciente e autónoma mesmo que não o queiramos sentir não conseguimos parar de o fazer. Irrita-nos, como diz Annaís, tentamos, tentamos mas não conseguimos e parece que bloqueamos, deixando de pensar.
Escrever um texto ou um poema sentindo medo parece uma tarefa demasiadamente difícil. A criatividade exige um potencial a que o medo impede de aceder.
Há medos fugazes, arrepios, há medos com que brincamos e nos divertimos mas também há medos tão profundos que nos dão um mal-estar intenso e nos fazem sentir infelizes.
O medo existe para nos proteger. Sem ele queimar-nos-íamos no fogo, atirar-nos-íamos de alturas, acompanharíamos qualquer estranho, adormeceríamos em qualquer lugar, em suma, estaríamos em perigo.
Os medos são absolutamente necessários para mobilizar o nosso sistema de defesa, ensinam-nos a conhecer melhor quem somos, a saber quais são os nossos limites e dão-nos muitas vezes o privilégio de sentir o prazer de conseguir lidar com algo novo e ficarmos mais fortes e mais seguros do que antes.
Em Portugal, em cada ano, cerca de 350 crianças até aos 14 anos são diagnosticadas com uma doença oncológica.
A Leucemia e os Tumores do Sistema Nervoso Central são os tipos de tumor mais frequentes neste grupo. Actualmente, a taxa de cura ronda os 75%, o que significa que se estima que em cada 1000 adultos 1 tenha vivido a experiência de cancro infantil.
É importante salientar que o aparecimento da doença se prende apenas com questões genéticas e biológicas pelo que não sendo evitável não deverão ser apontados culpados.
Tratando-se de uma doença que afecta os indivíduos independentemente da sua situação económico-social, todas as crianças e suas famílias vêem as suas vidas alteradas tanto ao nível das rotinas do dia-a-dia como dos projectos de futuro.
A forma como a doença é vivenciada é influenciada por factores tão diversos como o tipo de cancro, expectativas de sobrevivência, grau de agressividade do tratamento, experiências anteriores, alteração imagem corporal e, naturalmente, as características de personalidade.
Ao tratamento, marcado por longos períodos de internamento hospitalar, está associado, para além da dor física, um mal-estar emocional devido ao afastamento do meio familiar, das actividades habituais e pessoas significativas, encontrando-se a criança e os seus acompanhantes num mundo essencialmente desconhecido e ameaçador.
No sentido de minimizar os impactos desta situação é determinante que todos os actores envolvidos na vida da criança: família; profissionais de saúde; escola; amigos e organizações da comunidade continuem a proporcionar à criança a vivência de momentos agradáveis que ajudem a manter vivo o seu interesse por crescer, divertir-se, sonhar e relacionar-se com o mundo que o rodeia!
Estamos seguros que o tipo de relação que se estabelece com a criança é mais importante do que a actividade em concreto que se possa desenvolver. Serenidade sem apatia; alegria sem excitação; ternura sem pieguice e, sobretudo, ver a criança, que está doente, no seu todo!
Quanto tempo da nossa infância, passámos nós, adultos, a brincar? Ao pião, ao jogo da macaca, aos pais e às mães, aos policias e ladrõescom pedras, bonecas de trapos, caixas e bolas, água e areiano quintal, na praceta, na escola, no parque, na ruacom os irmãos, os amigos, os avós, os colegasquanto tempo gastámos a brincar?
E hoje? Como brincam as nossas crianças e adolescentes? Que tempo lhes resta, para além das muitas actividades (sérias, dizemos nós) que lhes ocupam os dias, para brincarem e exercitarem, a aprendizagem de serem pessoas, competentes e autónomas, capazes de inventar, imaginar e recriar o seu presente e o futuro? Para além do tempo condição indispensável quais os espaços que procuram ou dispõem, que materiais, equipamentos e brinquedos utilizam, que companheiros de jornada os acompanham, que com eles possam partilhar a alegria, o prazer e a liberdade de brincar?
Sendo um dos direitos consagrados na Convenção dos Direitos da Criança (art. 31) esta comunicação pretende reflectir em torno da importância do brincar para a aprendizagem e desenvolvimento das crianças e adolescentes, destacando-o como uma das tarefas mais sérias da infância, através da qual, todos os meninos e meninas, se apropriam das ferramentas essenciais para crescerem com equilíbrio, nas diferentes dimensões da educação enquanto aprendizagem ao longo da vida: aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a viver juntos, aprender a ser (Delors, 1996)
Mas como as crianças não vivem sós, como podemos, como adultos, respeitar este direito das crianças e jovens, potenciando o papel do brincar no seu quotidiano? Como garantimos a prática deste direito, na escola e em casa? Como inserimos o brincar no contexto dos currículos pedagógicos, como professores ou no quotidiano do ambiente familiar e trabalho profissional, como famílias? Como agimos e que tempo despendemos para esta causa, tão importante na e para a vida das crianças e jovens?
Propomo-nos assim, nesta comunicação, reflectir sobre estas e outras questões sobre o brincar, entendendo a criança como a protagonista desta actividade da qual não pode prescindir para crescer e aprender.
() A criança precisa de ter espaço para criar tempo. Tempo para brincar, tempo que seja todo tempo inteiro. Para sentir, aprender, pensarnas coisas sérias da vidano brincar. Para que possa ler na natureza, nas pessoas e nas coisasantes que seja tarde (João dos Santos, 1991)
CAP - Centro de Apoio Psicoeducacional Contactos: Tel:212537305 / 912139387 cap.formacao_gmail.com