Percepções
Teresa Almeida
Percepções consiste na exploração estética e artÃstica uma instalação inspirada na noção de Sinestesia que implica uma ligação entre os vários sentidos humanos.
Neste caso, implicaremos a audição, a visão e o tacto. A ideia passa por criar uma instalação artÃstica onde o fruidor da obra possa experienciar o fenómeno da sinestesia.
Trata-se de uma proposta pessoal e experimental que não tem a finalidade de apresentar teoricamente o fenómeno em causa.
O principal objectivo desta instalação é criar uma experiência sensorial baseada no referido fenómeno, unindo as percepções, visual, sonora e táctil, num só sentido.
Ver um som, Ouvir uma textura, Sentir uma cor, esta é a proposta deste projecto.
Apresentação Pública
Galeria
Ficha ArtÃstica
Texturas / Som / Imagem
Funcionamento da Peça
Formação:
A frequentar o 2º ano do Mestrado em Som e Imagem - especialização em Artes Digitais, pela Universidade
Pós-Graduada em Direcção ArtÃstica, pela
Escola Superior ArtrÃstica de Porto
Licenciatura em Animação e Produção ArtÃstica, pela Escola Superior de Educação de Bragança
Experiência Profissional:
Produtora do FITEI - Festival Interbacional de Teatro de Expressão Ibérica, desde 2007;
Assessora de Comunicação no FIMP - Festival Internacional de Marionetas do Porto, desde 2008
Pessoal:
28 anos
Capricórnio
A palavra sinestesia vem do grego syn, que quer dizer unido e aisthesis que quer dizer percepção, formando assim percepção unida.
Sinestesia é a união de vários sentidos humanos, isto é, quando um sentido é estimulado, neurologicamente esse sentido conduz para experiências involuntárias num segundo plano sensorial, alterando-se desta forma a percepção do sentido estimulado.
Neurologicamente, e de acordo com uma notÃcia publicada na revista Super Interessante (Super Interessante, 2003), não há consenso entre os investigadores que estudam a sinestesia e existem várias teorias para explicar este fenómeno. Uns defendem que todos temos sinestesia pelo menos até aos três anos de idade, e posteriormente com crescimento, os neurónios separam-se uns dos outros e ganham uma camada de gordura chamada Mielina, que faz com que as diferentes regiões no cérebro correspondentes aos vários sentidos se separem e actuem separadamente quando estimulados. Quando esta camada é menor há um aumento da sensibilidade e neste caso podem ficar com a caracterÃstica da sinestesia.
O tipo de sinestesia mais comum, ou seja, a relação dos sÃmbolos gráficos com cores, o que acontece é que independentemente da cor dos sÃmbolos gráficos (números, letras), o sinesteta associa sempre a uma determinada cor, que é sempre a mesma e nunca se altera.
Peter Grossenbacher (Lovelace, 2001), neurologista americano que estuda a sinestesia, afirma que os sinestetas ouvem cores e sentem sons e estas sensações ocorrem ao mesmo tempo, sem que uma substitua outra. Há sempre uma adição, nunca uma troca e estas sensações não são percebidas através da memória, mas sim através de uma confusão mental. Segundo Grossenbacker, a visão de um sinesteta normalmente é percebida fora do corpo. As cores e os movimentos formam-se numa espécie de tela virtual, localizada a cerca de meio metro de distância dos olhos. As descrições das cores de uma experiência sinestésica são simples restringindo-se a formas geométricas, cores e texturas, contudo de forma detalhada, não é simplesmente azul, mas azul-escuro, com brilho e textura de pequenos losangos alaranjados, por exemplo. Se por um lado os sinestetas gostam de sua percepção ampliada do mundo, eles costumam evitar o excesso de estÃmulos. Alguns procuram manter-se afastados de ambientes barulhentos, aglomerações humanas e lugares lotados, diz Grossenbacker. Um desconforto para sinestetas que associam letras escritas a cores, por exemplo, é a interferência das cores das palavras escritas que diferem do código de cada sinestesia de cada um, ou seja, quando a cor da letra A provoca a sensação do azul-escuro mas está escrita em amarelo o cérebro pode confundir os estÃmulos. É algo parecido com o incómodo que sentimos ao ouvir duas músicas distintas uma em cada ouvido, ou quando olhamos isoladamente para duas fotos diferentes, uma com cada olho. A experiência sinestésica é de difÃcil apreensão para os não-sinestetas. A sinestesia geralmente é diagnosticada por meio de relatos e entrevistas. (Swan, 2000) .
A sinestesia na arte não é uma realidade recente, existem muitos artistas que se apoiaram na sinestesia para as suas criações. Haverá, no entanto, alguma ligação entre a sinestesia e arte? Neste sentido, é importante enunciar alguns artistas conhecidos e importantes, que trabalharam sobre o tema da sinestesia, por possuÃrem esta caracterÃstica ou simplesmente por se interessarem na relação entre os sentidos humanos.
Imagem do teclado sinestésico de Scriabin, sobre o qual Scriabin se inspirou na composição das suas obras.
teresabas82_gmail.com
http://twitter.com/artes_digitais
http://projectofinal-artesdigitais.blogspot.com/
LINKS ÚTEIS
MESTRADO SOM E IMAGEM
PROJECTOS ARTÃSTICOS
SINESTESIA
Richard Cytowic
Universidade Católica Portuguesa
Flong
Sinestesia - Grupo de investigación Internacional
UCP / Artes Digitais
Filestube.com
Fala Comigo
thesystemis.com
Neurociencia cognitiva
Arte CittÃ