À alucinação de mim mesmo,
Comendo Perfume nas narinas esgotadas de fumo…
À absorção dos cheiros,
Redoma de tecido arde no corpo escuro
E luz dos mundos emudece-me
À sensação do obscuro.
À perturbação que me dão estes silêncios,
Desarrumando as prateleiras suspensas
No vazio deste oxigénio evitável
Que um ser supremo faz arder,
Com gritos e palavras debilitáveis.
“Os mundos que sonhei vertem-se
Nos olhos escondidos e comidos…”
Que os espelhos levam nas sombras tanto de mim,
Não queria eu a paz, assim…
Ou antes, Sossego aos meu colo vibrante.
Do ego perdido ao lugar dos sóis,
Que carnaval me abraça as recordações do viver!
À paciência insistente de me modificar,
Mais um cigarro abeirado do cinzeiro cancerígeno,
Vão as palavras da noite deitar
O pouco que sobra dos meus lábios.
“Dos mundos onde andei, Serões,
Nos olhos escondidos e comidos…”
Às águas insípidas…
Das torneiras de metal
Da habitação clandestina do meu corpo,
Um molhar quente ao descontente,
Das paredes invadidas de um desejo.
À investida de um pesadelo deitar,
À cama dobrada sobre as costas vergastadas,
A respiração condenada ao viver
As correntes penduradas no ar…
“Os mundos desta dor, vividos,
Nos olhos escondidos e comidos…”
O mundo…
O mundo! Em mim…
Um mundo inteiro!
Paulo Themudo