O SÍMBOLOOuroboros (lê-se uroboros) é um símbolo representado por uma serpente, ou um dragão, que morde a própria cauda. É um signo para a eternidade. Está muito relacionado com alquimia.Pensa-se que o símbolo matemático de infinito poderá ter origem numa forma de representação desta serpente.Segundo o Dictionnaire des Symboles (Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, Robert Laffont, Paris, 1990) o ouroboros simboliza o ciclo da evolução fechado sobre si mesmo. O símbolo contém as ideias de movimento, continuidade, auto-fecundação e, em consequência, o eterno retorno.Albert Pike, no seu livro, Morals and Dogma [pág. 496], explica: "A serpente enrolada num ovo era um símbolo comum para os indianos, os egípcios e os druidas. É uma referência à criação do universo".A serpente representa o mundo infernal, enquanto o mundo celeste é simbolizado pelo círculo.A serpente mordendo o rabo, fechando-se sobre o próprio ciclo, evoca a roda das existências, como condenada a jamais escapar ao seu ciclo, para se elevar a um nível superior.Diga-se que a roda das existências é um símbolo solar, na maior parte das tradições. A roda, ao contrário do círculo, tem uma certa valência de imperfeição, reportando-se ao mundo do futuro, da criação contínua, da contingência e do perecível.O ouroboros é, portanto, um símbolo do perpétuo retorno, o círculo indefinido das renascenças, a contínua repetição, com uma predominância duma fundamental pulsão de morte.Registe-se ainda, na tentativa de avançar pistas para a raiz etimológica da palavra ouroboros, que em copta ouro significa rei e em hebreu ob significa serpente.
O SÍMBOLO
Ouroboros (lê-se uroboros) é um símbolo representado por uma serpente, ou um dragão, que morde a própria cauda. É um signo para a eternidade. Está muito relacionado com alquimia.
Pensa-se que o símbolo matemático de infinito poderá ter origem numa forma de representação desta serpente.
Segundo o Dictionnaire des Symboles (Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, Robert Laffont, Paris, 1990) o ouroboros simboliza o ciclo da evolução fechado sobre si mesmo. O símbolo contém as ideias de movimento, continuidade, auto-fecundação e, em consequência, o eterno retorno.
Albert Pike, no seu livro, Morals and Dogma [pág. 496], explica: "A serpente enrolada num ovo era um símbolo comum para os indianos, os egípcios e os druidas. É uma referência à criação do universo".
A serpente representa o mundo infernal, enquanto o mundo celeste é simbolizado pelo círculo.
A serpente mordendo o rabo, fechando-se sobre o próprio ciclo, evoca a roda das existências, como condenada a jamais escapar ao seu ciclo, para se elevar a um nível superior.
Diga-se que a roda das existências é um símbolo solar, na maior parte das tradições. A roda, ao contrário do círculo, tem uma certa valência de imperfeição, reportando-se ao mundo do futuro, da criação contínua, da contingência e do perecível.
O ouroboros é, portanto, um símbolo do perpétuo retorno, o círculo indefinido das renascenças, a contínua repetição, com uma predominância duma fundamental pulsão de morte.
Registe-se ainda, na tentativa de avançar pistas para a raiz etimológica da palavra ouroboros, que em copta ouro significa rei e em hebreu ob significa serpente.