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Na cerâmica busquei trabalhar as dicotomias: a argila, natural, inorgânica, poderosa; minhas mãos, cabeça, emoção, raciocínio; a queima com resultados místicos, o tempo que já é relativo, minha alma que ninguém explica, a paciência que é uma virtude, a paixão que é astral. Com o intuito de apresentar algo que pode ser visto como um diálogo antagônico entre todas essas forças. Os totens, esses seres que surgiram, às vezes se rompem, se quebram devido alguma ação, natural ou não, se separam, podendo assim permanecer ou podendo se agregar a outros materiais como complemento. Algumas formas que se romperam viraram arruelas, que agora são independentes, carregam em si, cada uma, sua energia individual. Para não se perderem foram unidas em um conjunto aonde não existe hierarquia, se concentram num eixo, e assim representam um só ser. De longe, essas peças parecem formar uma cidade, passando toda sua força, seu poder e sua sabedoria; de perto, elas transmitem sua graça individualmente. Símbolos da natureza e da ação do homem.Na escultura, a argila ganha mais força criando seres maiores, aumentando sua energia e mantendo suas origens. Em contraponto, surge de uma nova era, outro material, que antes apenas dava um suporte à argila, se torna independente e, sem se desprender da antiga forma, ganha seu espaço no mundo. Esses novos seres que são feitos de resina, possuem uma certa transparência, e são translúcidos.
Na cerâmica busquei trabalhar as dicotomias: a argila, natural, inorgânica, poderosa; minhas mãos, cabeça, emoção, raciocínio; a queima com resultados místicos, o tempo que já é relativo, minha alma que ninguém explica, a paciência que é uma virtude, a paixão que é astral. Com o intuito de apresentar algo que pode ser visto como um diálogo antagônico entre todas essas forças.
Os totens, esses seres que surgiram, às vezes se rompem, se quebram devido alguma ação, natural ou não, se separam, podendo assim permanecer ou podendo se agregar a outros materiais como complemento. Algumas formas que se romperam viraram arruelas, que agora são independentes, carregam em si, cada uma, sua energia individual. Para não se perderem foram unidas em um conjunto aonde não existe hierarquia, se concentram num eixo, e assim representam um só ser. De longe, essas peças parecem formar uma cidade, passando toda sua força, seu poder e sua sabedoria; de perto, elas transmitem sua graça individualmente. Símbolos da natureza e da ação do homem.
Na escultura, a argila ganha mais força criando seres maiores, aumentando sua energia e mantendo suas origens. Em contraponto, surge de uma nova era, outro material, que antes apenas dava um suporte à argila, se torna independente e, sem se desprender da antiga forma, ganha seu espaço no mundo. Esses novos seres que são feitos de resina, possuem uma certa transparência, e são translúcidos.
Tanto as formas orgânicas quanto as geométricas permeiam o meu trabalho. Formas essas que nasceram de uma pesquisa sobre gotas de nanquin na água e em contraponto ao pixel. As gotas de tinta que caíram na água despertaram em mim a vontade de fazer essas formas crescerem verticalmente ganhando volume e se tornando tridimensionais. Desses volumes nasceram novas configurações, as peças ganharam poder, viraram totens, carregando cada uma um significado, uma expressão.
Minha criação tenta traduzir minhas emoções. Ao expô-la, espero que além das minhas, outras emoções venham à tona produzindo assim outros sentidos, subjetivos. Trabalhando com as dicotomias percebi que ao final houve uma miscigenação, o que foi trabalhado com o uso de uma técnica definida acabou parecendo uma brincadeira de criança. O que parece ser racional foi produzido de maneira intuitiva.
http://www.youtube.com/user/xblmx#p/u/18/yoSCHm7uRQY
http://www.youtube.com/watch?v=KF6sEz36pcI
O projeto Dentro da Pedra, executado entre Janeiro e Outubro de 2009, teve como objetivo promover reflexões sobre diferentes manifestações culturais, utilização e apropriação de espaços públicos, memórias e patrimônios culturais existentes na comunidade, cidadania, letramento e utilização de novas tecnologias de informação e comunicação, por meio da produção coletiva de registros/mapas das práticas sociais experimentadas que estimulem a discussão e troca de experiencias dos participantes.
Oficinas de criatividade para despertar o ser criativo; experiências plásticas, para os participantes abstraírem do seu cotidiano; oficina dos sentidos, para aguçar a percepção de olhos vendados, pensar e traduzir em símbolos a identidade do grupo, intervenção urbana com sticker, stêncil e objetos; são alguns exemplos do que trabalho no projeto.
http://dedentrodapedra.blogspot.com
Maíra Alves BrandãoGraduação em Artes Plásticas - BachareladoEspecialização em Cerâmica e EsculturaEscola Guignard - UEMG(2009)Graduação em Matemática - Licenciatura, UFMG(2003)Coordenação da área de Produção VisualPontão de Cultura da UFMG(2008-2009)Coordenação da área de Artes VisuaisCCNM / Inweb UFMG(2010)Projetos e OficinasOficina de Criatividade, Oficina de Roteiro e LayoutOficina dos Sentidos, Oficina de Cartografias e MemóriaProjeto de Letramento Digital e Novas Tecnologias de Informação e Comunicação(2007-2009)Aluna do Curso de Dança Livre - Corpo Escola de DançaMGBelo Horizonte2010
Maíra Alves Brandão
Graduação em Artes Plásticas - Bacharelado
Especialização em Cerâmica e Escultura
Escola Guignard - UEMG
(2009)
Graduação em Matemática - Licenciatura, UFMG
(2003)
Coordenação da área de Produção Visual
Pontão de Cultura da UFMG
(2008-2009)
Coordenação da área de Artes Visuais
CCNM / Inweb UFMG
(2010)
Projetos e Oficinas
Oficina de Criatividade, Oficina de Roteiro e Layout
Oficina dos Sentidos, Oficina de Cartografias e Memória
Projeto de Letramento Digital e Novas Tecnologias de Informação e Comunicação
(2007-2009)
Aluna do Curso de Dança Livre - Corpo Escola de DançaMG
Belo Horizonte
2010
mab