Lilith Ashtart
For my Fallen Angel
website
Este material pode ser exposto publicamente em outras páginas da WEB, citando a fonte (http://luciferianism.cjb.net) e a autora (Lilith Ashtart). É permitido copiar para uso pessoal. Ele não pode ser DE NENHUMA MANEIRA alterado ou editado, nem usado com fins lucrativos, sem autorização por escrito da autora, sob pena de infração de direitos autorais.
Luciferianismo - Sua filosofia, influências e rituais
Escrito por Lilith Ashtart
© Copyright 2001
Revisado em 2004
O Luciferianismo, não possuindo uma divulgação tão grande quanto o Satanismo, ainda é muito desconhecido, e até mesmo mal interpretado pela maioria das pessoas. Enquanto muitos o julgam como sendo uma religião das trevas, na verdade não há título mais injusto do que este para ser-lhe atribuído; isto porque esta filosofia é centrada na procura da Iluminação (Divindade) pessoal através do caminho do conhecimento e da sabedoria. Que religião obscura teria um propósito tão nobre?
O Luciferiano, adotando Lúcifer como seu referencial, almeja alcançar as qualidades que este Ser representa, a saber: sabedoria, conhecimento, orgulho, liberdade, vontade, desafio, independência e iluminação. Ele está sempre procurando por seus limites para poder alcançá-los, e então transcendê-los, sabendo que este é o único caminho para sua evolução. Nossa essência divina não é algo pronto: ela está dentro de nós, mas precisamos desenvolvê-la para que ela possa despertar. Devemos nos lembrar que somos os únicos responsáveis por nossa própria evolução, e por isso outra característica fundamental dos Luciferianos é a capacidade de discernimento. Afinal, embora no Luciferianismo nada seja proibido, sabemos que nem tudo nos convém. Ao realizarmos um ato, devemos estar preparados para suas conseqüências.
Uma questão que surge freqüentemente é o por que da utilização de um nome que nos remete ao cristianismo, ao demônio cristão, já que é defendido por todos os Satanistas, e conseqüentemente Luciferianos, uma independência em relação a este conceito.
Há duas respostas possíveis, e ambas são verdadeiras.
A primeira, e primordial, é que apesar do cristianismo utilizar-se do nome Lúcifer e Satã, como já foi visto anteriormente estes nomes existiam independentes da citada religião, e por isso mesmo referem-se a seres diferentes do demônio cristão. São arquétipos antigos, que carregam consigo, apesar das distorções das quais foram vítimas posteriormente, toda a energia da egrégora à qual pertenciam e o conjunto de idéias construídas e representadas pelo seu nome originalmente.
Por este motivo Lúcifer e Satã têm que obrigatoriamente serem tratados como entidades diferentes para que possamos entender a diferença entre o Luciferianismo e o Satanismo. A diferença principal entre as duas escolas de pensamento está diretamente relacionada à esta idéia particular que cada nome possui embutido em si.
A segunda, utilizada por alguns satanistas, é o impacto que este nome causa nos dias atuais. É um jeito de chamar a atenção no meio de tantas informações, para então poder mostrar ao que verdadeiramente ele se refere.
A principal diferença do Luciferianismo para o Satanismo é justamente o enfoque na procura pela sabedoria, ao invés da oposição. Isso pode ser facilmente percebido na análise dos nomes Lúcifer e Satã. Lúcifer vem do latim Lux, Lucis = luz Ferre= portador, ou seja, o Portador da Luz, enquanto Satan, de uma corrupção do nome do deus egípcio Set (Set-hen), em hebraico significa Adversário. O Luciferianismo é exatamente um aprimoramento do Satanismo, já que este é limitado em sua visão da evolução humana como necessária ao alcance desta divindade.
Sendo o Luciferianismo uma religião profundamente subjetiva, construída baseada nas experiências de cada um, e sendo ela mesma o fruto de diversas influências, é comum aqueles que compartilham os princípios Luciferianos incorporar a eles outras culturas, podendo estas tanto ser pagãs ou não.
Isso refletiria em uma infinidade de denominações se o aspecto utilizado para designá-las fosse as egrégoras e filosofias incorporadas por cada um. Por este motivo o aspecto utilizado para classificar o Luciferianismo é o modo como o praticante aceita a existência de Lúcifer. Existem duas designações que embora sejam contrárias no referente a este aspecto, compartilham das mesmas bases comuns ao Luciferianismo.
Eu adoto os termos Deísta e Agnóstico para designa-las do que os termos Tradicional e Moderno, comumente utilizados no satanismo. Esta escolha não implica apenas na intenção de uma diferenciação para ambas filosofias, mas principalmente pelo sentido de cada um deles. Os primeiros trazem em seu significado diretamente a idéia utilizada para distinguir uma denominação da outra, o que não acontece com os segundos.
Além disso o termo tradicional e moderno nos leva a pensar de maneira errônea a respeito da filosofia, se fosse aplicada a esta. O Luciferianismo é ao mesmo tempo uma religião tradicional e moderna: tradicional por ser construída em cima de filosofias passadas de geração a geração durante séculos, e moderna por estar sempre em construção, não sendo algo pronto e imutável.
Os Luciferianos Deístas são aqueles que acreditam em Lúcifer como um Ser, geralmente este identificado como sendo o próprio Cosmos, ou seja, um Ser que está em tudo e que sendo pleno, de nada necessita.
É o "Deus dos inumeráveis números, que cria os próprios membros, que são os deuses". A busca predominante do Luciferianismo está no progresso do espírito humano, sendo que na denominação Deísta o final desta jornada resultará no alcance da unidade indivisível de homem e Deus, condição anterior e eterna. A filosofia de Plotino pode ser bem colocada aqui, já que segundo ela o mundo emana de um deus primal (Lúcifer), através de graus e a Ele se eleva e retorna.
Ao contrário do que se poderia pensar, então, não há um culto a Lúcifer como a maioria das religiões cultua seus respectivos deuses. Lúcifer não é apenas aceito como um deus acima dos homens, e por isso inalcançável a estes, mas como um deus do qual carregamos a essência dentro de nós. Lúcifer antes de tudo é cultuado no próprio adorador, pois ele acredita que sendo uma emanação de Lúcifer, se torna UM com Ele.
Os rituais são de grande importância para os deístas. É através deles que o praticante experimenta de forma mais profunda este contato entre ele e o divino, vislumbrando o que ele mesmo um dia será através de suas buscas.
Para os Luciferianos agnósticos Lúcifer é aceito como um arquétipo. Não há uma crença em um deus primal, sendo o homem visto como seu único deus, seu próprio princípio e fim. Esta visão Luciferiana é claramente influenciada pelo Satanismo Moderno iniciado por Anton LaVey, com a publicação da Bíblia Satânica. É uma procura pelo verdadeiro "self" sem se utilizar a idéia de alguma divindade por detrás dele, contendo aspectos extremamente humanistas. A procura pela sabedoria neste caso também é com o intuito de se tornar um deus no sentido de se tornar algo além do comum, seu próprio Senhor através do conhecimento de si mesmo. A idéia de continuação de uma vida após a morte não se encontra em uma suposta outra dimensão, e sim na imortalidade de suas obras.
Não havendo a crença em algo além do aqui e agora, os rituais realizados pelos agnósticos tendem a se concentrar apenas no princípio do poder da mente para mudar fatos de acordo com sua vontade. Os próprios rituais são colocados em segundo plano por serem utilizados apenas para este propósito, em situações especiais que poderiam requerê-los.
No Luciferianismo Lúcifer jamais é interpretado como sendo a personificação absoluta do mal. A aceitação de tal visão cairia necessariamente na aceitação e validação do dogma cristão com suas alegorias sobre a existência de um salvador externo ao próprio indivíduo, tão contrária da posição Luciferiana sobre o assunto.
Tanto para os Agnósticos como para os Deístas, ele sempre é visto como Aquele que possui em si todos os opostos, ambos se encontrando em equilíbrio. O que são os opostos senão complementos de si mesmos? Por que repudiar um e adorar a outro?
Talvez os opostos mais polêmicos sejam o bem e o mal, devido à grande ênfase dada a estas forças por vários sistemas religiosos. O dualismo é a maior prova da ignorância dos sistemas monoteístas, onde há conflito entre a Luz e as Trevas, entre a carne e o espírito, onde o triunfo do deus do Bem só ocorrerá após a eliminação do mal. Esqueçamos o conflito entre estas duas forças, tão amplamente pregado por diversas filosofias. Pensemos ao invés deste conflito em uma harmonia, que traga o equilíbrio ... estas forças existem e podem exercer influência sobre nós apenas até serem confrontadas e conseguirmos transcendê-las. O bem e o mal são dois aspectos de um só ato; estão presentes dentro de cada um de nós e em toda a natureza. As polaridades antes de se chocar, se atraem, acabando por se completar e levar ao equilíbrio, e é aí que está sua importância. O homem não pode evoluir praticando apenas o bem, assim como praticando apenas o mal. Isto porque o bem e o mal são relativos, conceitos que mudam no tempo, em diferentes ocasiões e até mesmo de filosofia para filosofia. Só conseguiremos reconhecê-los ao vivenciá-los. Nunca devemos nos esquecer que todos somos seres únicos nesta esfera causal, assim como nas próximas até atingirmos a esfera do equilíbrio e plenitude, e por isso possuímos experiências, pensamentos, percepções e concepções únicas também. Afinal "todo homem e toda mulher é uma estrela", e todas as estrelas juntas formam apenas um ser maior, o Cosmos, ou o próprio princípio criativo.
O Luciferianismo não é uma religião fácil de ser vivida, ao contrário do que muitos julgam. Esta é uma grande ilusão de quem se arrisca a opinar sem ao menos tentar vivenciá-lo, já que o primeiro passo é romper com as idéias e regras impostas durante séculos a nós. É preciso além de muita determinação e força para se livrar destas amarras, se autoconhecer e ter coragem de tornar-se seu próprio Deus. Não é uma religião para os covardes que se escondem atrás de uma mentira, preferindo sufocar seus ideais e até mesmo sua realização neste plano para obter a "segurança" de uma falsa promessa.
Realmente é assustador assumir a responsabilidade da construção de sua própria vida, saber que somos os únicos responsáveis por nossos erros e acertos, por nossa tristeza ou felicidade, por nossa liberdade ou escravidão. Talvez seja este o motivo que leva muitos a nos temerem e muitos a nos respeitarem: o ser humano se acostumou de tal modo a viver na escuridão, que quando presencia uma luz ou a teme ou a admira ao longe, sendo poucos os que se arriscam a serem iluminados por ela.
O Luciferianismo é em geral transmitido oralmente e na maioria das vezes praticado solitariamente. Poucos são os Luciferianos que o praticam em grupo, devido ao subjetivismo inerente a esta filosofia. Apesar de os princípios serem comuns a todos, o Luciferianismo só adquire realmente valor quando o praticante deposita nele as verdades que pôde contemplar dentro de si, sendo primordial descartar qualquer ponto que seja discordante com elas. Não é uma religião que se preocupa em ser aceita pela maioria; ao contrário, prefere se ocultar desta para que não ocorra nenhuma distorção de sua essência. Damos mais valor a um pequeno grupo de praticantes do que um grande número de "seguidores". Em nossa crença não há lugar para seguidores, e sim para mestres, já que o único mestre de cada um é si mesmo.
Baseando-se neste pensamento é que toda ordem Luciferiana se propõe apenas a mostrar ao iniciado o início do caminho... conhecê-lo realmente e percorrê-lo, vai depender unicamente da determinação de quem é corajoso o suficiente para conhecer a si mesmo, e tornar-se o seu próprio Deus.
Manifestações da essência Luciferiana podem ser encontradas facilmente na maioria das antigas culturas pagãs, sob diversas formas e nomes. O Luciferianismo praticado hoje é justamente a síntese destas antigas visões combinadas com algumas influências atuais, além das próprias experiências de cada um. É justamente sobre estas supostas origens e influências que trataremos neste subtítulo. Para não se tornar repetitivo, porém, citaremos de modo sucinto o que foi retirado de cada filosofia, sendo que estas já se encontram aprofundadas na seção "Uma visão geral sobre Lúcifer".
Muitos acreditam que o Luciferianismo teve sua origem com os cultos de adoração às serpentes ou dragões (lembrando que a representação antiga dos dragões é de uma serpente). As serpentes sempre foram associadas com a sabedoria e a vida eterna. Segundo Blavatsky, em seu livro "Doutrina Secreta" houve uma época em que as tradições do Dragão e do Sol eram universais; os templos sagrados dedicados a estes cobriam as quatro partes do mundo. Podemos citar a Babilônia, o Egito, a Pérsia, na América os Incas, entre outros povos, que possuíam em sua cultura estes ritos. Realmente a sabedoria é a procura pela qual o Luciferianista dedica sua vida, já que sabe que a partir dela todas as demais coisas podem ser alcançadas. É uma procura tão antiga quanto o homem, assim como a idéia de que através dela podemos alcançar a divindade e sermos eternos. Até mesmo na mitologia judaico-cristã encontramos a serpente como aquela que permite o homem ser deus, através do conhecimento do bem e do mal: "Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal" [Gênesis 3:5]. Independente da visão cristã sobre este versículo, aí se encontra claramente a simbologia da serpente como portadora da chave que nos permite nos tornarmos deuses.
No Antigo Egito encontramos a adoração ao deus Seth, o arquétipo da consciência de si isolada. É exatamente esta consciência de nós mesmos que nos permite alcançar a nossa verdadeira Vontade, nos permite sermos nós mesmos, nos tornando Deuses por nossas próprias ações e por nosso próprio direito, já que todos somos deuses potenciais. Por este motivo o Luciferianismo trabalha com o arquétipo sombra de cada indivíduo, entendo-se por sombra o eu que ele reprime, que é um lado poderoso e potencialmente ameaçador. Dos obstáculos para a manifestação desse nosso lado inconsciente e reprimido, talvez os maiores sejam o medo e o costume. Porém, é justamente este o ponto que divide os homens entre criadores e criaturas: enquanto os primeiros desenvolvem seu mundo por si mesmos, os outros preferem conservar a mentalidade de escravo, e desta maneira acabam por se tornar alienados e escravos de uma sociedade que impõe suas regras desde que nascemos. Crescemos sendo ensinados a agir segundo o padrão vigente, a entender o mundo como ele é para aceitá-lo, ao invés de sermos ensinados a pensar por nós mesmos sobre tudo que está ao nosso redor, a nos valorizar e transcender nossas forças para assim modelar o mundo conforme nossas aspirações. Algumas religiões tiveram este papel social de pacificar e distrair os oprimidos de sua realidade, perpetuando o conformismo. Por isso toda religião que não valorize e treine o indivíduo a conhecer a si mesmo, é um tipo de morte: ela acaba nos distanciando de nossa própria natureza, da vida e da verdade. Assim, ao invés de vivermos plenamente, acabamos por viver apenas para atender as expectativas externas, esperando a recompensa em um mundo sobrenatural.
Shaitan, outro nome associado a Seth, também pode ser encontrado no Yezidismo, uma religião centralizada no culto do anjo Malak Taus (Shaitan). Do Yezidismo foi retirada a idéia de que somos possuidores de forças duais dentro de nós, e também de que a queda é necessária para que haja a restauração. Ou seja, valorizamos a tentativa, arriscamos a experimentar tudo por nós mesmos, ao invés de contentar-se com o que os outros nos dizem. Sendo única a percepção que cada um possui, como se basear na experiência alheia para presumir a sua? Não nos importa errar: esta queda apenas nos auxiliará caso aconteça, nos mostrando nossos limites para podermos então transcendê-los, e o porque de nosso erro, nos acrescentando conhecimento e fazendo-nos retornar ainda mais fortes. Os Yezidi foram tratados de forma abrangente no capítulo Uma visão geral sobre Lúcifer. Recomendo para maiores detalhes que esta seja consultada.
Em 1223 E.V surgem boatos por toda Europa a respeito de um suposto grupo que dedicava seus ritos mais secretos a Lúcifer, e por isso, foi denominado os Luciferianos. Na realidade este grupo nada mais era do que um povo que se recusava a pagar tributos para os arcebispos de Bremen, e que por isso foram entregues como adoradores do demônio por Konrad von Marburg ao Papa Gregório IX, para poder justificar sua futura aniquilação. Muito era dito a respeito desta seita, como o que está citado no livro European Witchcraft:
"...blasfemam contra o Senhor do Céu, e em suas loucuras dizem que o Senhor fez mal em castigar Lúcifer no abismo... Estas... pessoas acreditam em Lúcifer e clamam que ele... irá no final retornar para a glória quando o Senhor diminuir seu poder. Através dele e com ele eles esperam alcançar a eterna felicidade. "
Esta seita acreditaria que Lúcifer seria o verdadeiro criador do mundo e o Cosmos; e que foi injustiçado e preso no abismo por um deus vingativo e injusto, seu inimigo. Lúcifer porém, estaria destinado a vencê-lo. Embora esta estória criada na Idade Média não fosse real, os Luciferianos atuais a utilizam como uma metáfora para as filosofias de morte (sendo representadas por Deus) e a sabedoria do homem (Lúcifer), estando as primeiras fadadas a cair quando a segunda ressurgir com toda sua força. Os Luciferianos foram extintos no final do século XIII através de torturas e assassinatos praticados em nome do cristianismo.
Das influências atuais, com certeza a mais marcante é a de Aleister Crowley. A figura polêmica de Eduard Alexander Crowley não influenciou apenas o ocultismo, mas sim o mundo e as gerações posteriores a ele. Nascido em Leamington, Inglaterra, na data de 12 de outubro de 1875, Aleister Crowley é um dos maiores nomes do ocultismo. Entre muitas experiências de sua vida mági"k"ca, uma em especial marcou a Vida deste inglês. Em 1904, numa viagem ao Cairo (Egito) Crowley recebe uma inesperada mensagem através de sua esposa Rose Kelly, de uma entidade chamada AIWAZZ. Crowley passou os dias 8,9,10 de Abril recebendo o Livro que viria o influenciar para o resto da vida, o Livro da Lei ( Liber Al Vel Legis). Este livro trazia ensinamentos mágicos importantíssimos, além da Lei do Novo Aeon: "Faz o que tu queres há de ser o todo da Lei".
Crowley funda em 1907 a ordem Astrum Argentum (Estrela de Prata), ou A\A\, nome que obviamente nos remete à Lúcifer. Esta Ordem tem por objetivo o auto-conhecimento e o estudo da Lei de Thelema ( palavra que em grego significa Vontade) . A filosofia de Crowley é relacionada com a idéia da liberdade implicando um grande conhecimento: "O tolo bebe, e se embebeda: o covarde não bebe. O homem sábio, bravo e livre, bebe, e dá glórias ao Mais Alto Deus". Podemos observar isso na própria palavra Thelema, que apesar de aparentemente ter haver apenas com a liberdade, outros postulados como "Todo homem e toda Mulher é uma estrela" nos remete a acreditar que, tendo cada homem e cada mulher uma órbita própria, estas não se esbarram. Então "Faz o que tu queres " não é "Faz o que tu gostas" mas sim "Faça sua verdadeira vontade". Descubra-a e realize-a.
Em 1912 Crowley é iniciado por Theodor Reuss na Ordo Templi Orientis (O.T.O). Em 1925 Aleister Crowley chega ao posto de O.H.O ( Outer Head of the Order ) o posto mais alto da Ordem, ele então "thelemiza" a Ordem, tornando-a divulgadora do Livro da Lei para o mundo e portentora do segredo da Gnose.
No dia 1 de dezembro de 1947 morre Aleister Crowley aos 72 anos de idade, deixando para o mundo uma série de documentos e influências mágic"k"as, as quais são seguidas até os dias de hoje em todas as partes do mundo.
Conteúdo
Os diversos conceitos sobre Lúcifer .
Filosofia, denominações e influências
Magia Negra, missa negra,as concepções de sacrifício e do pacto, rituais, o pentagrama
Nota: Esta seção é um resumo de alguns assuntos abordados no livro "Lux Æterna", no qual se encontram mais aprofundados e complementados .