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O Meu Livro de Segredos
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Simplesmente
Simplesmente
Um sol e um luar
separados pelo teu olhar
presos na imensidão do tempo
que nunca apagou o meu lamento
Lamento o que te disse
numa altura em que te riste
eu chorei lágrimas de sal
por todo esse mal
Pensaste que tinha te esquecida
asseguro te que jamais foste perdida
ainda guardo a tua alma junto á minha
numa emoção para sempre revivida
Aguardo o momento final
deste momento tão ideal
vivo segundo a segundo
passo a passo
aguardo o finalizar de um sonho
de onde venho perdido
procuro uma unica palavra da tua boca
Desculpa, desculpa
Poesia do Teu Coração
Poesia do teu coração
Escreves com a alma de artista
com que tocava o teu pai fadista
a vida para ti é arte
não vives sem um esforço á parte
Não fujas desta tua virtude
neste desespero da tua altitude
apagas na minha memória tempos passados
vivemos um tempo pouco sensato
Foge daquilo que não gostas
Não pares nem te vires de costas
nesta vida traiçoeira de sal
quem não tem pingo de mal
O embalo da vida já passou
procuro uma esperança que me acalmou
num passado de preserverança
em que fui uma simples criança...
Passado
Passado
Em Todo o tempo existe um passado
Um passado por vezes solitário
sentado nesta cadeira de madeira
penso no que faria se estivesses á minha beira
Concentrado nestes pensamentos
vejo chegar o nosso rebento
recordo o passado como um momento
vivido no correr de uma nota de instrumento
Sinto me Frágil
Deixei de ser agil
pensei de mais no problema
Esqueci me de me concentrar na solução
Largaste me a mão
naquele dia escuro sem qualquer clarão
Jurei a mim mesmo que acabava ali o nosso momento
passaste a linha do meu sentimento
O Choro das tragédias
O choro das tragédias
Neste Mundo desigual
vivem populações sem igual
que assistem a tragedias
como a banalidades da comédia
discutem sobre o ambiente
numa lógica inconveniente
veêm o desabar de paises
que continham tantas raizes
Chile,Haiti e "Madeira"
são falados por coscuvilheiras
o mundo discute as tragédias alheias
num lugar já sem ideias.
Ideias e Devaneios
que ocultam os verdadeiros anseios
vivem com o medo da natureza
nesta logica da realeza.
Sentem o medo do Desabamento
num lugar conhecido pelo tormento
vivem com a ideia do perigo
no centro do seu umbigo
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A saudade e o sentimento só podem ser medidos com um abraço
quando um abraço é dado , é como um afago...
mesmo que retardado esse abraço sabe bem quando é apertado
um amigo de longa data que te abraça com a esperança
que o tempo por vocês não avance
que a magoa nunca vos atinja
e que essa saudade
nunca mais seja verdade
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é pequeno mas espero que gostem, não é bem o meu estilo habitual mas estou a tentar inovar um pouco misturando um bocado de reflexão nos textos...
um abraço gigante e beijos para quem nos tem acompanhado durante todo este tempo muito complicado por vezes em que temos estado a escrever para vocês e por vocês...
José Pina 1-11-2011
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Aqui no 5º canto deste império perdido
neste universo que está esquecido
encontro ideais radicais
completamente anormais
procurava desde há muito uma razão
para que pudesse ter na minha mão
nunca perder esse coração
que no passado nunca me deu ilusão
encontro apenas uma passagem
a outra margem está na miragem
procuro agora um simbolo bonito
que para ti não pareça esquesito
és uma estrela jamais esquecida
neste paraiso a que chamamos vida
uns dias o pesadelo
nos outros o desenrolar do novelo.
José Pina 27/07/2011
Referencias Bibliográficas
Luís Vaz de Camões (c. 1524 10 de Junho de 1580) é frequentemente considerado como o maior poeta de língua portuguesa e dos maiores da Humanidade. O seu génio é comparável ao de Virgílio, Dante, Cervantes ou Shakespeare; das suas obras, a epopéia Os Lusíadas é a mais significativa.
Ary Dos Santos
Poeta português, natural de Lisboa. Saiu de casa aos 16 anos, exercendo várias actividades como meio de subsistência.
Revelando-se como poeta com a obra Asas (1953), publicou, em 1963, o livro Liturgia de Sangue, a que se seguiram Azul Existe, Tempo de Lenda das Amendoeiras e Adereços, Endereços (todos de 1965).
Sofia de Melo Breyner Andresen (Porto, 6 de Novembro de 1919 Lisboa, 2 de Julho de 2004) foi uma das mais importantes poetisas portuguesas do século XX. Foi a primeira mulher portuguesa a receber o mais importante galardão literário da língua portuguesa, o Prémio Camões, em 1999.