Um evento:
NO ANO PASSADO FOI ASSIM
EQUIPA
Direcção:
Gil Chagas
Miguel Lopes
Pedro Pereira
Programação:
Pedro Puppe
Programador Convidado:
Fred Ferreira
Cartaz:
Dino Récio
Ilustração:
Carlos Quitério
Agradecimentos:
Sílvia Mendes
CONCEITO
Já lá vai o tempo em que os embaixadores da música portuguesa no mundo andavam de xaile preto ou lenço à volta do pescoço. Portugal tem muita e boa música nova que atravessa fronteiras para se inspirar mas nunca perde a identidade.
O Projecto Marginal apresenta uma mostra dos Novos Fados que nesta nação vão florescendo. Do mais puro rock cantado na língua de Fernando Pessoa passando pelas linguagens universais com cheiro a mar, às novas propostas do peso com guitarras e sintetizadores que gritam: Lisboa menina e...Mosh!, em Novembro tudo cabe no Santiago Alquimista.
O FESTIVAL
O nome Novos Fados, por si só, sugere, desde a criação do conceito em 2009, e assim permanece apostado em dar a conhecer os novos rumos da música nacional. No ano passado cerca de 1200 pessoas viram actuações inesquecíveis de Samuel Úria, doismileoito, Murdering Tripping Blues, Oioai, Feromona, Gnu, The Ratazanas, João e a Sombra, Atma, Anónima Nuvolari, Anaidcram, Press Play, Tsunamiz, If Lucy Fell e Farra Fanfarra, partilharam experiências na feira de editoras independentes, admiraram a exposição de fotografia de concertos e assistiram a curtas-metragens do recém vencedor do prémio Megafone, Tiago Pereira..
Na segunda edição, o festival volta renovado, com novidades, mas sempre com o objectivo primordial intocável, o de revelar novos géneros e formatos da música portuguesa, aproveitando Lisboa como pano de fundo.
Com um cartaz composto por novas bandas nacionais, na sua maior parte lisboetas, o Festival Novos Fados continua a preencher uma lacuna de programação da cidade (que não tem até à data nenhum evento com este tipo de formato e de cartaz), estando a conquistar o seu lugar no circuito cultural da capital, a receber o devido reconhecimento por parte do público e a cimentar progressivamente o seu conceito, que pretende ser alargado ao longo das suas edições futuras.
O Festival acontecerá nos dias 26 e 27 de Novembro, no Santiago Alquimista, em Lisboa.
Além de apresentar novos projectos, nesta edição, foi criado o Palco Homenagem para, tal como o nome indica, homenagear bandas ou músicos a solo, que deixaram uma marca indelével na história de música nacional. No dia 26 de Novembro, os TV Rural vão subir ao palco para o merecido reconhecimento, numa homenagem que vai contar com vários convidados, num concerto mais longo que o habitual. No ano em que comemoram o 10º aniversário foram por nós escolhidos por resumirem musicalmente o que é ser português sem nunca esquecer a música que vem de fora. Colocam o seu enfoque nas letras em português e dão concertos que ficam na memória. Representam a persistência de tentar continuar a fazer música em Portugal depois dos primeiros anos de sucesso imediato, dos primeiros álbuns, primeiros airplays na rádio e televisão. Representam, no fundo, a luta das bandas portuguesas para continuarem vivas anos depois do começo.
A partilhar o palco neste dia estará ainda a portugalidade rock de Os Golpes continuando a apresentar o seu novo G que conta com a participação especial de Rui Pregal da Cunha no single Vá Lá Senhora. Também os Julie & The Carjackers estão a dar os primeiros passos e irão abrir esta noite com as suas canções simples, melódicas, que ganham vida própria à medida que são tocadas.
No palco acústico, dois convidados muito especiais: a começar o novato Cão da Morte, projecto pessoal de Luís Gravito, um cantautor que explora canções da pop mais moribunda ao folclore mais insurrecto. Seguindo-se Jorge Cruz, o mentor dos Diabos na Cruz, aqui a solo onde espalhará a sua defesa da alma musical lusa com referências ao blues, rock e pop que vem de fora.
Para o segundo dia do festival está guardada a segunda novidade: um programador convidado. O escolhido foi Fred Ferreira, provavelmente, o músico e produtor mais activo no panorama musical português da actualidade. Baterista de formação, cedo se envolveu em projectos que deixaram (e continuam a deixar) a sua marca na memória musical colectiva: Yellow W Van, Bullet, Micro Audio Waves, Rádio Macau, Mark Lewis and The Standards, Balla, Oioai ou, mais recentemente, Buraka Som Sistema, Orelha Negra e Os Dias de Raiva. Produziu ainda o mais recente álbum de Lúcia Moniz e Segredos da Tabuada, um projecto infantil em que participam bandas como Os Pontos Negros, Macacos do Chinês, Sam The Kid e Black Jackers.
Fred acedeu ao convite do Festival e escolheu 3 projectos bem diferentes: os Laia, herdeiros do pós-rock com retoques de adufe, guitarra portuguesa e música tradicional portuguesa; Bling Projekt, um projecto de liberdade de expressão, tendo o Hip-Hop como base, mas com o groove do Funk, experimentalismo do Jazz e a alma do Soul; e por fim, os Macacos do Chinês, banda também com raízes no Hip-Hop que propõe uma viagem com partida na Lisboa urbana, que ainda ouve o fado a cada esquina, para todos os países que Portugal tocou directa ou indirectamente. No final Fred Ferreira, junta-se a dois dos seus companheiros nos Orelha Negra, DJ Cruzfader e Francisco Rebelo, para um dj set que terminará o festival em festa com os ritmos dançáveis do Funk e da Soul.
No palco acústico apresenta-se, neste segundo dia, M-PeX onde Marco Miranda junta tradição e modernidade, funde guitarra portuguesa e música electrónica com um resultado final assombroso. O segundo concerto deste palco será de Filho da Mãe, estreia a solo de Rui Carvalho, já conhecido do festival anterior onde tocou com os seus If Lucy Fell, aqui num registo muito diferente, mais introspectivo e intimista, em plena comunhão com a guitarra acústica.
É uma programação com novidades a nível de estrutura mas que reforça a nova identidade da música portuguesa, que procura inovar sem esquecer as suas raízes. Tal como o nome do festival indica, o fado não foi esquecido apenas está a ser reinventado, sendo disso exemplo as novas sonoridades da guitarra portuguesa em projectos como Laia, M-PeX ou Macacos do Chinês.
Este é um festival com uma só identidade, a da música portuguesa!
DIA 26
DIA 27
Add pages to your website.
1. Manage using the page manager on the right
duplicate, hide, rename, password protect & more
2. Resize pages by dragging at the edges
3. Drag & drop content in. Be sure to keep inside the page boundary
4. Add Menu from the bottom to add navigation
Isto é rock. Sempre foi, e ao que tudo indica nunca o deixará de ser. Trata-se de um rock despretensioso, em português, sincero ao ponto de não deixar ninguém indiferente. Enquanto grupo, assumem uma postura bastante reservada, onde os registos áudio e os concertos são esporádicos mas autênticos rituais de celebração do poder da sua música.
Em 2002 os TV Rural foram descritos no então jornal Blitz como ... uma possessa bizarria que acolhe o ska, pós-punk, destempero Zappiano, jazz badalhoco e new wave nacional circa 1981, facção Salada de Frutas, com letras em português a desbundar na fonética,
um vocalista/saxofonista em estado de emergência, e uma certa tendência para estender os temas para além do prazo de validade.. Fizeram-se à estrada e levaram tal revolução musical um pouco por todo o pais.
Uns anos mais tarde gravaram Filomena Grita! (Catadupa! 2007) , ...um disco que nos propõe uma viagem a um recôndito território musical, onde uma paleta de sonoridades mais ou menos conhecidas se funde com a diferença, com o inesperado e até com o insólito (...) os TV Rural oferecem-nos paisagens vagas, personagens enigmáticos ou
histórias surreais, que casam bem com a proposta alternativa do[s] seu[s] som[ns]
(www.myspace.com/tvrural).
O espectáculo que nos propõem actualmente, é um misto do passado e daquilo que será o futuro, onde os espectadores mais atentos poderão relembrar alguns dos temas clássicos dos TV Rural, bem como experienciar as novas composições que alinharão no
próximo trabalho de estúdio a sair breve.
Este ano comemoram 10 anos de cumplicidade musical.
FORMAÇÃO
David Santos | baixo eléctrico, contrabaixo e voz
David Jacinto | voz principal e saxofone alto
Gonçalo Ferreira | guitarra eléctrica e voz
João Morais | saxofone tenor, flauta transversal
João Pinheiro | bateria e voz
Vasco Viana | guitarra eléctrica e voz
Convidados:
Manel Pinheiro | Percussões
vários | vozes
Com uma estética vincadamente portuguesa, Os Golpes reclamam o legado de bandas como Heróis do Mar ou Sétima Legião, juntam ao rock a portugalidade e reinventam o folclore tornando-o pop/rock.
Cruz Vermelha Sobre Fundo Branco é o nome do seu primeiro disco, editado pela Amor Fúria com o cunho da produção de Jorge Cruz.
Um ano passado, e com o objectivo de marcar o intervalo entre o primeiro disco e o que se seguirá, Os Golpes decidiram registar as canções que criaram entretanto num fonograma de curta duração - um Meio Disco que marcaram com o ferro da sua inicial, "G". Quiseram tornar esse disco especial, desde a capa, que conta com a mão de duas artistas (uma para cada cidade), até aos espaços onde o apresentarão ao vivo. Uma das canções que gravaram já anda por aí, chama-se "Vá Lá Senhora" e tem a participação especial de Rui Pregal da Cunha.
Nuno dos Golpes
Pedro da Rosa dos Golpes
Luís d'Os Golpes
Manuel Fúria dos Golpes
«Histórias de situações inexistentes são retratadas e desenvolvidas num ambiente musical de Home made songs. As canções tornam-se delicadas, simples, melódicas e travam cumplicidades com todas as influências musicais dos songwriters deste projecto. Os membros do grupo, conhecendo-se num contexto musical da área do Jazz, distanciam-se deste, sem razão aparente, na música que propõem fazer. Sem qualquer pressuposto, Julie and the Carjackers usam o que têm presente na memória como honesto, bonito e simples, tal como a sensação de ouvir uma música importante pela primeira vez, passando pelo uso dos instrumentos como uma banda Rock / Folk dos anos 60, desenquadrada da sua época.
O contexto musical espontâneo ganha vida e sentido quando as composições surgem de pessoas diferentes, com distintas tendências na forma de encarar a canção como um todo. Não há restrições, nem qualquer atitude pré-concebida de criar um estilo musical mais convencional, a aproximação estilística e musical que a canção herda na altura da sua composição é a que fica, é a que permanece, ganhando assim uma entidade própria, a sua.»
João Correia - Voz e Guitarra
Bruno Pernadas - Guitarra e Banjo
Inês Sousa - Voz e Percussão
João Gil - Piano, Teclado e Voz
Mariana Pais - Baixo e Voz
António V. Dias - Bateria e Voz
Nasci na Praia da Barra, no seio de uma família descendente de padeiros e guardas fiscais. O meu pai era treinador de futebol e a minha mãe cozinheira de chanfanas. Fiz a escola primária num colégio de freiras onde fui introduzido à fé e à religião. Aos fins-de-semana visitava militantes do PRP na prisão de Custóias. Com 10 anos, parti para Angola. Estudei na Escola dos Flamingos Cor-de-Rosa, Lobito, Benguela. Fui aprendiz de pesca em mar-alto sob vigilância de militares cubanos. Iniciei o treino em ginástica desportiva com o campeão mundial russo Lev Smedianov, embora a composição de refrões pop tenha afectado o meu rendimento.
De regresso a Portugal, e já depois da morte de José Afonso, vivi na Charneca da Caparica, escrevi letras de hip-hop e formei um duo com o guitarrista Rui Jorge Abreu. Aos 15 anos, voltei à Praia da Barra onde celebrei casamento com uma jovem fotógrafa praticante de body-board. Fui basquetebolista. Li os existencialistas e formei o power-trio Superego que gravou em 1998 o disco "Quem Concebeu o Mundo Não Lia Romances" aclamado pela crítica por ter capa sépia. Ao vivo os Superego abriram para Sérgio Godinho e Jorge Palma e podem ser acusados de ter interrompido músicas para baixar do palco e participar em rixas.
o segundo disco "A Lenda da Irresponsabilidade do Poeta" (2001) fecharam a sua história inscrita num manifesto cómico-radical que não lhes granjeou amizades. Pelo meio editei 300 exemplares de canções acústicas gravadas em cassete baptizadas de "O Pequeno Aquiles". Licenciei-me em psicologia. Assinei os papéis de divórcio e fui tocar nas ruas de Barcelona e Santiago de Compostela. Estagiei com o músico guineense Oli Silva. Formei uma Fanfarra de música tradicional portuguesa de fusão. Dormi na Lagoa do Fogo e ouvi o "Time Out Of Mind". Fui investigador na Universidade do Porto, àrea de feminismo e psicologia política.
2003, gravei o álbum "Sede" que viria a ser editado pela NorteSul. Dediquei-me à escrita de short-stories e romances de amor. Na primavera de 2006, formei 4 bandas e fui para a Sra. da Hora gravar "Poeira" com músicos portuenses do rock, do jazz, do reggae e da música tradicional. Esperei pelo S. João para me despedir do Hospital de Sto. António e mudei-me para Lisboa onde aprendi as profissões de bartender, porteiro e ensaísta.
Em 2007, fui apresentado ao Tiago Guillul e ao Samuel Úria, fomos até Sesimbra gravar o primeiro disco do João Coração que acabei por co-produzir, e habituei-me a comer japonês em centros comerciais e a ler passagens da bíblia criteriosamente aconselhadas. O Manuel Fúria aproveitou para me ir oferecendo grades de minis até eu estar convencido a produzir Os Golpes. Gosto adquirido, comecei o ano de 2009 a produzir o João Só e Os (seus) Abandonados. Ainda em 2008, formei em Oeiras a banda de tráde-roque Diabo Na Cruz com o Bernardo Barata (Feromona) e o João Pinheiro (Tv Rural), à qual se juntam B(Fachada) e João Gil (V. Economics). Primeiro álbum para a FlorCaveira é gravado em Maio. Com a Helena Madeira (Dazkarieh e Mú) formo o duo niú-folque Os Vígaros. Chamo-me Jorge Cruz. Outra vez a mudar de casa.
Jorge Cruz
O Cão da Morte é um projecto pessoal de Luís Gravito iniciado corria o ano de 2007. Orientado pela língua portuguesa e pelo formato canção, explora canções da pop mais moribunda ao folclore mais insurrecto.
No formato cantautor, conta num discurso acutilante o que de mais incómodo transporta dentro de si. Apresenta, no primeiro EP, sete canções erráticas, filhas de latitudes diversas, cujas gestações decorreram entre Odivelas, o Porto e a Costa do Castelo. Não se vão desiludir com a simplicidade desconcertante e subtileza acústica deste cantautor de Odivelas. Com a subtileza acústica e a minúcia nas palavras; daquelas que se dizem com um profundo sentido.
Para o provar, o músico lançou em Fevereiro deste ano o seu álbum de estreia, um disco de 11 faixas com o título de Trovas Intravenosas. Nas canções de O Cão da Morte contam-se as participações de Coelho Radioactivo, João Coração, Suricata, Gustavo Andrade, MikeDays, André Sebastião, Margarida Faria, João Nada, Afonso Dorido, Nuno Pontes, Walter Benjamin e Rafael Silve.
Luis Gravito
Caracterizam-se como um projecto dinâmico, descontraído e sem presunções, com a capacidade de criar ilimitadamente, mas com a noção da realidade que os rodeia.
Os MDC fazem parte de uma cultura urbana, que representa um Portugal moderno atento às novas tendências e em contacto com o resto do mundo. Com influências desde funk, soul, dubstep, grime ou até mesmo o hip-hop, a sua flexibilidade de misturar e voltar a dar é uma das características fundamentais dos MDC.
Em Março de 2009, lançaram o álbum Ruídos Reais, com selo Enchufada, trabalho com uma sonoridade multifacetada que toca todos os espectros do género Urban Music, tornando-se uma viagem entre Lisboa e o resto dos países que Portugal tocou directa ou indirectamente.
Rolling na Reboleira foi o primeiro avanço do álbum de estreia que contou com uma boa recepção por parte dos críticos. Com este single, os MDC deixaram boas impressões que resultaram nas suas primeiras actuações ao vivo em território nacional e internacional. Palcos como o Rock in Rio Lisboa, Delta Tejo e OutJazz ou as passagens por Inglaterra (Atlantic Waves Londres e Eurocultured Manchester) e Alemanha (Bayreuth em Munich), foram alguns dos estragos feitos pela banda.
Depois da edição do excelente álbum de estreia Ruídos Reais, os Macacos do Chinês encontram-se a trabalhar no 2º álbum com previsão de lançamento para o início de 2011.
Miguel Pité (Skillaz)
André Pinheiro (Apache)
Alexandre Talhinhas (Al:x)
Pedro Silva (Drupez)
Tiago Morna
BlingProjekt é um grupo de cinco musicos que se juntaram para fundir a orgânica e a electrónica da música contemporânea em palco.
o scratch e a guitarra soul, linhas de baixo bem gordas e teclados de tom moog, samples e bateria com um toque funk e experimental; Bling Projekt manifesta-se acompanhado de MC Biru com as suas dicas topo de classe.
Antonio Vasconcelos Dias bateria
Fred Martinho - guitarra
Avishay Back - baixo
X-Acto - DJ/samples/teclas
Biru - MC/host
Moises Fernandes - trompete (convidado especial)
Portugalidade.
Alguém que decida o que é isso. Qual a sua semântica. Até quando o bigode. Alguém que seja taxativo e decida o que é isso. Laia encaixa dois tipos de portugalidade. A aparente e a fictícia. Entre a conquista e o medo. O destino e o desenrascanço. No fundo, a bipolarizada pátria. O país dos heterónimos. Laia é isso tudo sem ser o que quer que seja. Instrumentos alterados. Gravados para um computador em freguesias cosmopolitas e numa ilha lusófona.
Guitarras eléctricas, mornas, adufes, coros de vozes. Um caboverdiano devorador de bossa-nova (Milton Castro/Alexandre Bernardo). Um marialva punk com patilhas até ao peito (HélderAlmada/Pedro Trigueiro). Juntos arredondam o rock e procuram os cantos de uma canção.
Se Carlos Paredes não é pós-rock, então o que andamos aqui a fazer?
Alguém que decida o que é isso
Milton Castro
Hélder Almada
Nasceu nos Açores e foi o sonho de assinar por um grande clube que o trouxe a Lisboa ainda jovem. No entanto, a boa visão de jogo e um pé direito que prometia, não lhe garantiram lugar nas camadas jovens de nenhum dos grandes. Rapidamente se tornou impopular entre os colegas, orientação sexual normal, postura algo curvada e o abuso do vernáculo marcavam a personalidade suculenta de um jovem austero dos bairros sociais. Após o falhanço de uma breve incursão no ramo da jardinagem, decidiu dedicar-se completamente à industria cinematográfica.
A participação em produções, sempre de cariz alternativo, como IF LUCY FELL, I HAD PLANS e recentemente numa curta chamada ASNEIRA, levaram-no ao cinema de autor com que estreou FILHO DA MÃE.
Hoje ainda pode ser encontrado em certos círculos a referir-se a si próprio na 3ª pessoa.
« "A unha é constituída essencialmente por escamas córneas compactas, fortemente aderidas umas às outras, formadas com uma substância proteica chamada queratina." Quando não há suficiente, dificulta. Tudo o resto também é usado como desculpa.»
Rui Carvalho
Guitarra Portuguesa e música electrónica. A tradição envolve-se com a modernidade numa relação que tem tanto de promíscua como de frutífera e verdadeiramente interessante. M-PeX é um projecto que alia a Guitarra Portuguesa à música electrónica, e que ousa explorar paisagens musicais nunca antes visitadas.
Uma experiência arrojada que estabelece um teste aos nossos sentidos, que se atreve a derrubar clichés e que prova que a música tradicional também pode ser moderna, ou vice-versa. Imagine-se o som cristalino de uma Guitarra Portuguesa. Imagine-se um laptop a debitar ritmos electrónicos. M-PeX é isso mesmo, música electrónica com Guitarra Portuguesa. Ou talvez seja Guitarra Portuguesa com electrónica. De qualquer forma, o projecto cruza estilos musicais aparentemente inconciliáveis. Mas afinal parece que é possível. O resultado não é Fado, nem electrónica, nem apenas a soma dos dois: é algo de indefinível que nasce do casamento da tradição com a inovação.
Marco Miranda
Fred é, provavelmente, o músico e produtor mais activo no panorama musical português da actualidade. Baterista de formação, cedo se envolveu em projectos que deixaram (e continuam a deixar) a sua marca na memória musical colectiva.Yellow W Van, Bullet, Micro Audio Waves, Rádio Macau, Mark Lewis and The Standards, Balla, Oioai ou, mais recentemente, Buraka Som Sistema, Orelha Negra e Os Dias de Raiva são apenas algumas das bandas em que Fred toca bateria e/ou compõe mas, a música que lhe corre nas veias dá para muito mais. E é ainda o programador convidado do Festival Novos Fados LX10.
Cruzfader nasceu no Brasil, passou pela Alemanha mas foi em França que começou a sua actividade como DJ e produtor. Depois de alguns prémios e dos primeiros projectos veio para Portugal onde lança a primeira mixtape no mercado luso de Hip Hop e R&B Vol.1. Mais tarde lança a Encruzilhada Records, uma editora especialmente dedicada ao Hip Hop. É também parte integrante dos Orelha Negra.
Francisco Rebelo gosta de tocar baixo e fá-lo como ninguém. A sua banda são os Cool Hipnoise mas também toca com Micro Audio Waves, Kimi Djabate, Bezegol, Cais Sodre Funk Connection, Sam the Kid and Saturnia (teclados). Tocou ainda com inúmeros outros artistas, foi técnico de som e produtor na ZDB Muzique, ensinou na ETIC e RESTART e adora ajudar as pessoas a fazer música. Completa também a metade dos Orelha Negra que fará o DJ Set que termina o Festival Novos Fados LX deste ano.
Fred
Cruzfader
Francisco Rebelo
FRED FERREIRA
Fred é, provavelmente, o músico e produtor mais activo no panorama musical português da actualidade.
Baterista de formação, cedo se envolveu em projectos que deixaram (e continuam a deixar) a sua marca na memória musical colectiva.
Yellow W Van foi a primeira banda que integrou mas a criatividade, o seu desempenho como músico, compositor e produtor e a versatilidade de Fred, levam-no, desde sempre, a procurar novos projectos. Bullet, Micro Audio Waves, Rádio Macau, Mark Lewis and The Standards, Balla, Oioai ou, mais recentemente, Buraka Som Sistema, Orelha Negra e Os Dias de Raiva são apenas algumas das bandas em que Fred toca bateria e/ou compõe mas, a música que lhe corre nas veias dá para muito mais.
Actuações ao vivo com artistas como M.I.A. ou Marcelo Camelo e a produção do mais recente álbum de Lúcia Moniz ou do disco Segredos da Tabuada, um projecto infantil em que participam bandas como Os Pontos Negros, Macacos do Chinês, Sam The Kid e Black Jackers são outras das facetas e desafios profissionais de Fred.
Mais recentemente, idealizou uma noite de homenagem a Quentin Tarantino no MusicBox, que reuniu grandes nomes da música portuguesa (Rui Reininho, Zé Pedro, Flak, Tó trips, Kalu, entre muitos outros).
E o caminho ainda agora começou.
BILHETE 1 DIA
10 euros
BILHETE 2 DIAS
15 euros
DESCONTOS
Cartão Projecto Marginal:
1 dia - 5 Euros | 2 dias - 10 Euros
LOCAIS DE VENDA
Santiago Alquimista no dia do Espectáculo
ABERTURA DE PORTAS
21 horas
INÍCIO DOS CONCERTOS
22 horas
MORADA
Rua de Santiago, 19
Lisboa
(junto ao miradouro de Stª Luzia e do Castelo de São Jorge)
TRANSPORTES
Autocarro: 37
Eléctrico: 12, 28
www.santiagoalquimista.com
CAFÉ-TEATRO
SANTIAGO ALQUIMISTA
O seu nome vem da rua de Santiago, santo guerreiro e alquimista, da mistura da poesia e da ciência. Antiga fábrica de ferragens artísticas restaurada, o Santiago Alquimista foi transformado em bar e sala de espectáculos, cuja principal vocação é receber concertos. Por ali têm passado grandes bandas, portuguesas e estrangeiras, e é nesses dias que costuma ter casa cheia.
O espaço é amplo, e a Sala Santiago divide-se por dois pisos, com o palco no andar inferior e mezanine no primeiro piso, que deixa ver tudo o que em baixo se passa. Quando não há concertos, o prato-forte deste espaço, é animado com outras iniciativas, como peças de teatro, conferências ou exposições. A vista para a cidade é fantástica.
Conta ainda com mais duas salas: a Sala Hamlet com um pequeno forno de ferragens, um palco e várias janelas com vista para o rio; e a Sala Arlequim, na cave também com um palco e recentemente transformada para peças de teatro.
ACREDITAÇÃO DE IMPRENSA
Para pedidos de acreditação de imprensa, envie um email para info_projectomarginal.com com os seguintes dados:
- Nome
- Meio de comunicação social
- Função (jornalista/fotógrafo/repórter de imagem)
- Contacto telefónico
- Email
2009
2010
DIA 9
DIA 10
DIA 11
doismileoito são 3.
Três que ensaiam numa cave húmida com uma figueira plantada no tecto.
A cave é do André. Os outros dois, também da Maia, são o Pedro Pode e o Nico.
Estão debaixo da figueira todos os dias desde que, numa tarde de tempestade em 2005, ali se encontraram
para fugir ao granizo e resolveram que podiam utilizar os instrumentos húmidos escondidos na cave.
Juntos, não têm a idade do Manoel de Oliveira, mas no Aniki Bóbó haviam miúdos mais novos que eles.
Partilham o mesmo café como a amizade há demasiados anos para se lembrarem quando começou.
Depois de fugirem à chuva, fizeram uma canção.
Os instrumentos húmidos na cave eram uma guitarra, um baixo e uma bateria. Depois de comprarem um
microfone, fizeram muitas mais.
Mas nunca mais deixaram aqueles instrumentos de vez em quando utilizam também um piano eléctrico com
bolor na tampa.
doismileoito são letras. Em português.
E são músicas. Que se podem ouvir em todo mundo. Porque são Rock.
Depois, foram para a estrada mostrar os discos que ouviam transformados em canções dos doismileoito o
Rock tem esta particularidade de soar a Rock, mas nunca se sabe muito bem de onde vêm as influencias.
(ok, às vezes sabe-se, mas não é esse o caso)
Um dia, em 2006, passaram pelo Festival do Sudoeste porque foram os vencedores da edição desse ano dos
TMN Garage Sessions. Já em 2008, levaram a sua música para estrada.
Agora, as canções dos doismileoito estão a chegar às pessoas.
E já não vão parar.
Porque os doismileoito são Rock curto e grosso que se entranha e não chega a estranhar-se.
São canções para cantar letras para entoar e melodias para assobiar ou trautear.
Em 2007 houve Acordes com Arroz o primeiro single da vida dos doismileoito nas rádios, televisões,
internet, nos iPods. Em 2008 houve mais doismileoito novos singles (entre os quais o último, Bem Melhor),
participação em colectâneas (Novos Talentos FNAC) e mais concertos (entre os quais, se destaca a actuação
na 1ª edição do Super Bock em Stock).
Em 2009 vamos celebrar o melhor dos doismileoito.
É já dia 02 de Fevereiro que é editado o álbum de estreia.
Bom doismileoito!
Pedro Pode - Voz, Guitarra
André Aires - Bateria, Pianos
Nicolau Fernandes - Baixo
Formada no final de 2002, em Lisboa, a feromona é rock. Não o rocknroll primordial, mas um seu derivado - um descendente longínquo - diluído em muitas outras coisas e vincadamente português - sem nunca renegar as inspirações de origem anglo-saxónica. Power-trio minimalista, a feromona não esconde que já bebeu grunge, punk-rock ou pop dos 80s. Mas também já comeu aos balcões das tascas onde se canta o fado e já se apaixonou por muita bailarina de tango.
A velocidade do som contrasta com a serenidade do estilo. A distorção (mais rara) surge, a espaços, ao lado de melodias límpidas e simples. Um baixo marcado e criativo aconchega a guitarra - mais melódica e concreta do que espásmica ou psicadélica -, sobre uma bateria dinâmica e bem temperada. E é sobre este estrado musical que a voz surge, num misto de fragilidade e determinação, entoando letras que contam histórias de personagens.
Diego Armes
Bernardo Barata
Marco Armes
Lançaram o seu primeiro álbum em 2006, o homónimo Oioai das quais se destacam temas como "Jardim das Estátuas", "Sushibaby" ou "Fogueiras a Arder", entre outros.
Têm influências de artistas portugueses como Sérgio Godinho ou Jorge Palma, mas também de letristas brasileiros de peso como Caetano Veloso. Juntam-lhe a isso uma atitude demarcadamente punk na qual uma música deve ser, acima de tudo, deve ser simples e directa.
Joao Neto
Nuno Espirito Santo
Em 2008 Samuel Úria voltou a pegar na guitarra acústica para os dois, sinfonicamente sozinhos, deixarem perplexas e rendidas as salas de espectáculos por onde passavam. Não é pois de estranhar que o disco de Samuel Úria, anunciado para 2009, conste na lista dos mais aguardados pelas principais publicações de imprensa nacionais.
Com humor ou com saudade, este proeminente cantor e autor da editora FlorCaveira canta-se a si próprio, canta o óbvio e o inesperado, canta Deus e canta Tondela, sua eterna cidade. Com ele "teremos sempre Paris" numa inusitada urbe beirã.
Citações:
"Pela música de Samuel Úria andam cantautores americanos e trovadores portugueses, Barbarellas cantando saudade e Variações vivendo hoje. Há cinema em tela e biografia vivida.
(..)Surpreende pelo inusitado cruzamento de referências, pela métrica que utiliza e pela fluida musicalidade que daí brota". - Mário Lopes, Público
"Canções que espelham vários caminhos () e diversos universos referenciais, que satisfazem o prazer de quem gosta de saborear a surpresa a cada faixa que passa, sem contudo perder nunca marcas evidentes de personalidade".
Nuno Galopim, Sound and Vision
"Na capacidade criativa com que gera palavras e melodias não há ninguém, em termos de idade, que se lhe possa igualar até à geração de que faz parte. Andando para trás na linha do tempo, contando toda a história da música portuguesa popular, não são muitos a ultrapassá-lo".
Tiago Gonçalves, Bodyspace
Samuel Uria
João e a Sombra são um conjunto de canções inicialmente compostas à guitarra, escritas e cantadas em português pelo João, e que, numa garagem nos arredores de Almada, foram sendo trabalhadas por um grupo de músicos amigos: João, Xico, JP, Berton e Ricardo.
As canções de João e a Sombra têm uma carga poética, melancólica, trágica e existencial que é expressa nas letras, cantadas em português, onde se cruzam referências do cancioneiro português com influências modernas e mais alternativas, na cadência da música e nos arranjos dos vários instrumentos (guitarra portuguesa, flauta transversal, metalofone e xilofone, acordeão, piano, contrabaixo, percussões, viola, guitarras eléctricas, baixo, coros).
João Tempera (voz, guitarra)
Francisco Santos (guitarra, guitarra portuguesa, piano, coros)
João Tubal (baixo e coros)
Raul Luis (bateria, percussões, coros)
O seu nome define tudo: a energia e emoção de um crime passional, estados alterados de consciência e a alma dos blues.
O projecto bebe das águas lamaçentas do Mississipi, do crime, sexo, revolta e tudo mais que brota do impulso e da libertação. Henry Leone Johnson liberta-se através da voz e das guitarras, Johnny Dynamite através da bateria e Mallory Left Eye através dos vídeos psicadélicos e dos teclados.
Henry Leone Johnson
Johnny Dynamite
Mallory Left Eye
É unânime que os If Lucy Fell são actualmente um dos nomes mais seguros e promissores da cena rock feita por cá e se dúvidas existam, basta assistir a um concerto da banda para nos apercebermos da energia (criativa e não só) que corre por aqui.
Dois anos depois do lançamento de You make me nervous, álbum que permitiu aos IF LUCY FELL fazerem 1 tour europeia, 2 tours inglesas, 1 espanhola e ainda tocar em festivais como o sbsr06, o sw06 ou ainda o sant feliu fest (Catalunha), a banda editou em 2008 ZEBRA DANCE, o seu segundo registo de originais. Com a participação de Dead Combo e de Joaquim Albergaria (Vicious 5), ZEBRA DANCE contou ainda com a produção do seu vocalista Makoto Yagyu e com a masterização de Ed Brooks (Isis, Pearl Jam). ZEBRA DANCE fala sobre a forma como a informação excessiva é usada para confundir, atordoar a assim impedir a reacção. Fala ainda sobre a maneira como a camuflagem é usada para as pessoas se distanciarem umas das outras e assim se alhearem da realidade. Vivemos envoltos nessa camuflagem, seja como presa, seja como predador. Vivemos a dança da zebra
Com ZEBRA DANCE espera-se que as excelentes críticas anteriormente alcançadas em revistas como a Rock Sound, a Metal Hammer, a Terrorizer, a Blitz, ou a Loud, se possam repetir.
Hélio Morais- Drums
João "Shela" Pereira - Keyboards
Makoto Yagyu - Vocals
Pedro "Gaza" Cobrado - bass
Rui Carvalho- Guitar
Ainda que atormentado por desejos carnais, este animal da savana lisboeta sujeita-se à condição de herbívoro ruminante. Porém, mastiga sem medo urtigas e cactos, para regurgitar sempre algo de novo. Bovino orgulhosamente solitário, só recorre à manada por alturas do cio. Entretanto, desbrava caminhos sem se preocupar com o que esconde o próximo arbusto: rock de popa, electrónica do deserto, metal do inferno, uma fanfarra, o desconforto, um leão ou David Attenborough.
O Gnu alimenta-se também dos sons indigestos de Aavikko, Young Gods, Mr. Bungle, Daft Punk, Death From Above 1979, Dengue Fever, Soft Machine, Dick Dale, Peter Thomas, Jean Jacques Perrey, Oingo Boingo, Melt Banana, Robert Wyatt, John Zorn, Lounge Lizards, Raymond Scott, Air, T. Power, Lionrock e Napalm Death.
Bernard Sushi - Synths & Bass
Ortiz de Montellano - Drums & Percussion
Nikki Louder - Bass, Guitars & Keyboards
Playgirl e Lisa sempre estiveram ligadas ao meio musical.
Playgirl (vocalista e guitarrista) ja esteve integrada em outras bandas rock, alternativas e punk, incluindo outras bandas so com raparigas de estilo grunge e fazendo participações com Tsunamiz (da margem sul).
PressPlay são influênciadas pelo movimento underground da margem sul, sendo frequentadoras assíduas dos variados concertos que se vão realizando nestas bandas.
Lisa (vocalista e menina das máquinas) começou a influenciar a Playgirl com a sua eletrónica e decidiram fundir as duas componentes: rock+ eletronica procurando a beleza da melodia através da simplicidade.
Acabaram de gravar o álbum de estreia com edição prevista para Abril.
O 1º single e vídeo clip Playhot estarão fisicamente disponíveis brevemente.
Playgirl
Lisa
Os Tsunamiz são um grupo de electro rock originário da margem sul do Tejo composto por Bruno Sobral (voz, guitarra, composição) e Marco Dinis (baixo,programações,voz).
Os Tsunamiz definem o seu som como "os Abba a serem molestados pelos Atari Teenage Riot".
Este grupo acredita que nada é verdadeiro e que tudo é permitido (o que não significa que seja verdade).
Estas bandas influenciaram o nosso som: Nirvana; The Doors; Bob Marley; 2Pac; Joy Division; Jeff Buckley; Jimi Hendrix; Jonh Lennon; António Variações.
Os Tsunamiz gostariam de poder agradecer pessoalmente aos artistas que os inspiraram, mas eles já faleceram...
Bruno Sobral
Marco Dinis
Sopros, percussão e um mestre de cerimónias numa loucura sem fronteiras! Música, humor e circo numa mistura explosiva para momentos cheios de ritmo e diversão.
Tudo isso é FARRA FANFARRA!!!
A formação da banda varia entre: bombos, caixas, timbales, pratos, rolos de papel higiénico, tubas, trombones, vidros e tochas, saxofones altos, tenores, baritonos, sopranos, capacetes, trompetes, clarinetes, megafones e escovas de dentes.
A FARRA FANFARRA é um colectivo sempre em crescimento ao qual pertencem já cerca de 50 músicos e animadores, de mais de 10 nacionalidades diferentes, empenhados em espalhar a euforia da música acústica em todos os contextos e inimagináveis situações.
Imensos !!!
A Anónima Nuvolari é constituída por um grupo de músicos italianos residentes em Portugal e provenientes desde diferentes experiências musicais, os quais juntaram-se com o objectivo comum da recuperação e valorização do património musical italiano na sua vertente mais alegre e dinâmica.
O grupo é constituído por 5 músicos (acordeão e voz, guitarra e voz, sax soprano, contrabaixo, percussão): a particular constituição do conjunto permite actuações acústicas, portanto liberdade de movimento dos músicos que, junto com o espírito boémio deles, proporciona à performance uma natureza de cabaret musical, criando assim um ambiente amigável e descontraído.
O repertório proposto pelos "fratelli" Nuvolari afunda as suas raízes na música popular e consiste numa viagem através dos últimos 50 anos da canção italiana: tendo como ponto de partida o Maestro napolitano Renato Carosone, passa-se por referências como Fred Buscaglione ou Adriano Celentano, para chegar até autores contemporâneos entre os quais estão Paolo Conte e Vinicio Capossela, mantendo contudo uma continuidade artística baseada numa interpretação cheia de genuinidade e simpatia.
Situados entre o último dos românticos e o primeiro dos punks, os Anonima Nuvolari vão bem com tudo menos com a tristeza sem poesia e o amor sem gosto. Cinco boémios vestidos a rigor pedalam na volta a Itália em 50 anos. De Renato Carosone a Vinício Capossela. De Fred Buscaglione a Paolo Conte. Correm a música, o espírito e a festa de um pais; uma festa ambulante trazida pelo pó da estrada e levada ao brilho dos grandes salões. Barro e cristal.
Célia F. - Revista DIF (Junho 2008)
Donatello Nuvolari - voice, rhythmic accordion
Mick Nuvolari - voice, acoustic guitar
Sergio Nuvolari - sax
Ciccio Nuvolari - double bass
Beniamino e Paolo Nuvolari - percussions
André Nuvolari - mandolin
Carletto Nuvolari - trumpet
Tudo começou em 2005. Eu (André - baterista) e o Luís (teclista) ensaiámos uma série de experiências caseiras. Nada de muito sério. Foi apenas uma forma divertida de passar alguns dias no verão. Mais tarde, decidimos convidar alguns músicos para tocar as músicas que tínhamos feito e, volvidos poucos meses, estávamos a actuar ao vivo. Apesar do relativo sucesso (ganhámos 3 concursos de bandas amadoras e ainda actuámos no maior festival amador português - MUSA), eu e o Luís não estávamos satisfeitos com a sonoridade da banda. Queríamos algo mais próximo do groove jamaicano autêntico; queríamos algo que soasse mais às nossas referências dos anos 60 e 70.
Neste sentido, o resto de 2006 e boa parte de 2007 foram tempos de renovação. Eis que entram para a banda os actuais membros: o Edu para as vozes, o Petrov para a guitarra e o Rosicky para o baixo. Desde, então, a banda também tem usufruído da empenhada e frutífera colaboração de João Morais, no saxofone, como convidado especial. Já com esta formação, actuámos com os The Aggrolites por duas vezes (uma das quais no All Reggae to the People, Granada) e com os The Slackers, em Lisboa. Em Setembro de 2008, embarcámos para a Bélgica e gravamos o nosso primeiro trabalho com o Nico Leonard (The Moon Invaders e Caroloregians): Ooh La La! O disco foi gravado de forma totalmente analógica e esperamos que venha a ter tanto sucesso quanto o gozo que nos deu gravá-lo!
Nos tempos vindouros, temos já várias actuações marcadas para o país de Nuestro Hermanos, culminando com a presença no maior festival de ska/reggae europeu: Rude Cat Festival 2009. Nesse mesmo festival, faremos de banda suporte de uma das divas do reggae dos anos 70: Susan Cadogan. Esperamos estar à altura das responsabilidades!
André
Rosicky
Petrov
Luís
Edu