NEWS
> 17.julho.2010
WorkShop de Teatro Musical com o coreógrafo (da Globo) Caio Nunes e com o cantor André Gabeh.
Onde: Studio Talento e Arte.
Rua Andrade Pinto, 24 A - Campinho (RJ)
Mais informações: (21) 2452-9780
> 16.Julho.2010
Aconteceram as filmagens do
novo material de "Farme 40º" com locações em Ipanema e Humaitá (RJ) e produção executiva do EMCC...
> 28.maio.2010
Na coluna "Bárbara Tá Aí?", resenha de"Gipsy, o musical"...
> 26.maio.2010
Leia na coluna "Bárbara Tá Aí?" a resenha de "As Loucuras que as Mulheres fazem" em cartaz no Galeria Café (RJ)...
> 11.maio.2010
Anota na agenda: No próximo dia 20 o TV BAR receberá Dezo Mota, com seu novo show " Não me leve a mal". Para esquentar acesse um dos vídeos do cantor: CLIQUE AQUI.
Dia: 20 de maio (quinta)
Ingresso: R$ 30,00
Lista amiga: R$ 20,00 (corre e incluí seu nome na lista acessando o site do TV BAR)
Local: TV BAR - Av Nossa Senhora de Copacabana 1417, Lj A - Cassino Atlântico - Copacabana.
> 06.05.2010
Está de volta a exposição NEGRA MULHER NEGRA que apresenta mais de 100 Mulheres negras fotografadas e depoimentos reveladores. A entrada é franca!
Dia: Horário13 de Maio
Horário: 18:30h
Local: UNISUAN - Endereço: Av. Paris, nº 72 Bonsucesso Rio de Janeiro RJ
Tel: 9680-4040 / 3027-1242
Por Caesar Moura
A camareira de Teatro Rose Thompson Hovick, a Mama Rose, tinha um sonho: Transformar uma de suas filhas em uma estrela. E foi de teste em teste, de coxia em coxia que educou Ellen Evangeline Hovick, a eterna Baby June, e Rose Louise Hovic, ou melhor, Gipsy Rose Lee que sob a tutela e incentivo da mãe transformou-se na mais famosa stripper do teatro burlesco feito no início do século XX. Após a publicação de sua autobiografia, Rose Lee tornou-se símbolo do american dream, da menina pobre que vira uma estrela, imagem consagrada pelo grande sucesso da Broadway, "Gipsy, o musical", inspirado em suas memórias e assinado por Arthur Laurents, Jule Styne e o onipresente Stephen Sondheim, e que ganha montagem nacional com o selo de qualidade da dupla Charles Möeller e Claudio Botelho.
VERSÃO BRASILEIRA
A julgar pelos comentários durante o intervalo de 15 minutos que antecede o segundo ato, são quase unânimes as impressões sobre o primeiro momento da montagem: cansativo. Apesar da escolha acertada de Botelho, Möeller e Marcela Altberg (produtora de elenco) na escalação do elenco infantil, com destaque para Thayne Campos que vive a irmã mais nova de Gipsy, Baby June (o papel é dividido também entre Hannah Zeitoune e Joana Bas) e dos inspirados e bem realizados números de sapateado, o ato deixa a impressão de ser um luxuoso Boing na pista de pouso e atrasado para a decolagem. Tudo é executado a contento, mas por alguma razão, não acontece. Nada que o segundo ato, e onde se encontra os principais elementos que tornaram "Gispsy, o musical"uma referência, não nos faça esquecer. Como diriam os americanos, é na segunda parte que the action begins (a ação começa).
Claudio Botelho é o responsável pela competente versão brasileira. Botelho é merecidamente conhecido pelas traduções que assina e que mais que as pretensões comerciais de um produtor - não que aja exatamente um demérito nisso - refletem em primeiro lugar o olhar de um apaixonado - o que faz toda a diferença - e é isso que nos proporciona excelentes momentos. Encarar o desafio de transpor clássicos como "Everything´s Coming Up Roses" não é tarefa para qualquer um e ainda que no final fique certo saudosismo ou uma curiosidade acanhada de quem só conhece as montagens anteriores da Broadway através dos vídeos do You Tube, por ouvir as versões originais ao vivo, Botelho faz jus a fama que tem e captura com eficiência o espírito de cada canção nos apresentando o universo de egoísmo, ambição, sonho, glória e solidão que os letreiros luminosos escondem. O único deslize fica por conta de uma ou duas passagens do texto em que Claudio parece ter aberto algumas concessões de gosto um tanto duvidoso, como por exemplo, quando a secretária do maior produtor da cidade faz pouco de Mama Rose ao oferecer-lhe um... Vale transporte. Nem Claudio e nem Gipsy precisam disso.
A direção de Charles Möeller é impecável não deixando em nada a desejar a das montagens americanas. Até porque Charles vai além ao imprimir com sensibilidade sua assinatura aqui e ali o que acaba por nos fazer sentir, em várias passagens, que Gipsy também é nossa.
OS ATORES
Totia Meireles é Mama Rose, a mãe egoísta e dominadora de Gispy, e que já fora interpretada por Divas como Patti LuPone e Bernardette Peters. A maioria das críticas especializadas mundo a fora costuma dizer que "Gispsy, o musical" independe do brilho de suas estrelas tamanha é a força da montagem, teoria que não parece ter se aplicado a versão brasileira. A montagem é excelente, mas Totia empresta o brilho que faz toda a diferença nessa versão. Sua interpretação é apaixonada, alterna na medida exata a fragilidade diante da possibilidade do fracasso e a voracidade de quem já não vive sem o sonho, a vida na base do tudo ou nada. Sob a competente direção musical de Marcelo Castro, a voz afinada, mas de alcance limitado de Totia, rende seu máximo que aliados ao timing da veterana faz, em particular, do último número, algo memorável. Outra que tem atuação discreta e por isso bastante especial é Adriana Garambone, a Gipsy do título. Garambone imprime bem o papel secundário que Louise, a futura Rose Lee, a Gispy, tem durante toda sua infância e adolescência e trabalha a ascensão (Ou seria decadência?) de Gipsy com a precisão de quem dança ou se despe. Renata Ricci, na pele da irmã mais nova de Rose, June, também se sai bem em seu terceiro trabalho com a dupla Möeller e Botelho, mas da trinca feminina de protagonistas é a que tem desempenho mais modesto. Nada comparado ao trabalho de Eduardo Galvão que apesar do esforço sincero de querer livrar-se da eterna imagem do sedutor malandreado e de sotaque carioca que marcou suas participações em telenovelas, se por um lado não compromete, não contribuí. Sheila Matos, Ada Chaselow e Liane Maya, em especial essa última, merecem destaque pelo respiro e humor que trazem à trama como as divertidas Mazeppa, Electra e Tessie Tura.
A TÉCNICA
A produção executiva da Aventura Entretenimento é impecável, trazendo ao teatro carioca o que há de melhor, do cenário assinado por Rogério Falcão aos figurinos luxuosos de Marcelo Pies, passando pela eficiente iluminação de Paulo Cesar Medeiros e o belíssimo visagismo de Beto Carramanhos. Mas se existe algo que se destaca em meio a tantos acertos é a coreografia do mestre Jerome Robbins com as contribuições significativas de Dalal Achcar, Janice Botelho e Flávio Salles. Se existia algo que sempre incomodava aos espectadores do Teatro Musical produzidos no Brasil, era a ausência de coreografias inspiradas. Era sempre um "dois para lá e dois para cá" que só evidenciavam as deficiências da preparação técnica em nosso país. Grande mérito dessa montagem de Gispy: A maioria dos atores, além de cantar e interpretar, realmente dança. Destaque para André Torquato que emociona ao dançar com uma vassoura, arrancando, merecidamente, aplausos em cena aberta.
Gipsy é mais um acerto na trajetória de sucesso da dupla Möeller e Botelho. Parafraseando Rose Lee, "sabe, todo mundo tem alguém a quem agradecer pelo sucesso que faz" e o Teatro Musical Brasileiro tem e muito a agradecer a essa dupla.
O quê: "Gipsy, o musical"
Onde: Teatro Villa-Lobos. Av. Princesa Isabel 440 Copacabana - Rio de Janeiro
Quando: Quintas às 20h30m, sextas às 21h, sábados às 19h e domingos às 18h
Quanto: Quintas, R$60,00; Sextas, R$ 70,00; Sábados e domingos, R$ 80,00
Até 27 de julho
Jornalista e Dramaturga, Luciana Guerra Malta já é conhecida entre seus colegas por seu atento olhar sobre as relações na Geração X (aqueles na casa dos 30, frutos da Revolução Sexual). Não é diferente em seu novo trabalho "As Loucuras que as Mulheres Fazem", espetáculo que narra os dilemas do casal Fábio e Luíza, e que acaba de estrear no espaço Galeria Café, no Rio.
O TEXTO
A narrativa de Malta é toda calcada no diálogo, numa linha "woodialiana" onde grande parte da ação se passa no plano da palavra. Demonstrando ser uma aluna recém-chegada, mas aplicada, na Escola de Allen, Luciana trabalha com um texto ágil, pontuado aqui e ali com um humor sofisticado e ácido. Longe do sentido que comédia tomou para parte do público carioca, "As loucuras..." não foi escrita para arrancar gargalhadas esquecíveis, mas para fazer sorrir das interseções entre o que Luciana mostra e o que vivemos em nossas próprias relações e isso, a julgar pelas várias trocas de olhar entre os casais da platéia, Luciana conseguiu. Mas talvez a maior qualidade do espetáculo esteja em outro lugar: "As Loucuras..." é vendida no release como uma comédia romântica e que escrita por uma mulher levaria naturalmente à conclusão fácil de que se trataria então de mais uma dessas peças com tom feminista ultrapassado. Não é o caso. Luciana foi brilhante ao transpor características invariavelmente associadas pela cultura popular ao estereótipo feminino, como a crença no amor eterno e na fidelidade, para o marido imaturo, e com isso, trazer um respiro de originalidade ao que poderia ser uma abordagem previsível.
A autora também assina a direção. Nesse quesito, Luciana demonstra menos domínio, mas nada, como autora apaixonada, que empalideça a fluidez do seu texto. Malta propõe marcações interessantes e que aproveita de maneira satisfatória o espaço pequeno, mas aconchegante e querido, que é a Galeria Café. Mas o maior mérito da Luciana diretora, está mesmo no trabalho com os atores. É possível sentir sua mão conduzindo-os por dentro da história que ela própria escreveu, transformando Luciana numa figura -infelizmente - cada vez mais rara nos palcos cariocas, a do Diretor de Ator. O problema mais grave fica mesmo na falta de uma solução criativa para as passagens de tempo e mudanças no cenário. Apesar de bravamente defendidas pelo ator Diogo Pivari, as transições acabam por expor o ator e quebrar um pouco o ritmo da narrativa. Nada que um segundo olhar de Luciana, não resolva.
Andréa Santiago se sai muito bem ao assumir a árdua tarefa de defender a antipática Luíza, a esposa entediada e com anseios de liberdade e que se mostra na primeira parte do espetáculo uma mulher implacável, quase que destituída de sentimentos, tão obstinada ela se mostra diante da decisão de acabar com o casamento. Ao invés de fazermos coro às reivindicações da personagem, acabamos por fim entendendo - e concordando! - por que Fábio, o marido, prefere o PlayStation à ela. Mas é na segunda parte que Andréa tem seu melhor desempenho ao conduzir com sensibilidade sua Luíza ao caminho da redenção. Agora, é o Fábio interpretado por Diogo Pivari que acaba detendo todas as atenções. Diogo faz do personagem típico do "marido-insensível-machista-e-displicente" um homem carente e incrivelmente carismático. A fórmula do sucesso para esse feito está no trabalho de Diogo ao explorar as nuances propostas pelo texto de Malta - e não desperdiçar nenhuma - e na investigação que demonstra quando extrai o máximo de humor que algumas passagens possibilitam, como por exemplo, na cena em que Fábio decide recitar uma poesia de sua autoria. Em resumo, as tentativas de Fábio, na pele de Diogo, em reconquistar sua esposa garantem os melhores momentos da peça.
A luz de João Elias é correta e Joice Marino, que assina tanto cenário quanto figurino, acerta mais no primeiro que no segundo, com exceção do figurino escolhido para a personagem Luíza, todos - em especial o vestido retrô rosa-pink - de bom gosto e acertados. Já o figurino destinado à Fábio se mostrou inadequado já que, apesar de intelectualmente inferior à Luíza, o marido é pintado como um homem bem sucedido e atraente, qualidades que não combinam em nada com o terno com que ele passa grande parte da peça.
Se "As Loucuras que as mulheres fazem" fosse mais um espetáculo que se limitasse a narrar a eterna disputa entre meninos e meninas, poderíamos dizer que os pontos foram para os meninos, mas como Malta nos brinda com bem mais que isso, a guerra não é dos sexos e se for, ainda bem, deu empate.
O Quê: "As Loucuras que as Mulheres Fazem"
Onde: IBAM Cultural/ A Cena da Cidade - Salão Vermelho
Largo do IBAM n°1 - Humaitá (Rua Visconde Silva - Em frente ao
restaurante "À Mineira" e ao lado do Colégio Andrews) Tel: 2536 9843
Quando: Sábados às 21h
Quanto: R$15,00
Duração: 60 minutos
Capacidade: 50 lugares
Classificação: 16 anos
Até 07 de agosto
A gaúcha Martha Medeiros, jornalista e autora de diversos títulos, entre eles a coletânea de crônicas "Trem-Bala", sua primeira obra adaptada com sucesso para os palcos em espetáculo sob a direção da conterrânea Irene Brietzke (que passou sem traumas do teatro político de Brecht para o diário de Medeiros), é conhecida por seu olhar feminino, leve, bem-humorado e também astuto sobre o cotidiano. Não é tarefa fácil para o autor de Teatro - contrário do que possa parecer - manter voz própria ao transpor para o palco fragmentos que sejam de uma obra literária onde a voz da escritora é atual e presente.
Coube a mineira Regiana Antonini inspirar-se em algumas das cem crônicas que compõem o livro "Doidas e Santas" (2008) e assinar o texto teatral homônimo que acaba de entrar em cartaz na sala Tônia Carreira, Zona Sul do Rio de Janeiro. O resultado proposto pela autora é a história de Beatriz (Cissa Guimarães), psicanalista que a partir da pergunta inusitada de uma jornalista (Quando foi a última vez que você gargalhou para valer?) revê sua relação com a irmã, a mãe e a filha (ambas interpretadas por Josie Antello) e principalmente o casamento de 20 anos com seu marido Orlando (Giuseppe Oristanio).
Sim, já ouvimos essa história em algum lugar, várias vezes. Antonini se esforça de forma honesta para trazer frescor à premissa exaurida com a qual optou trabalhar, mas sua reconhecida verve naturalmente cômica e popular por vezes choca-se com o humor mais sutil de Medeiros fazendo com que momentos cruciais na narrativa soem mais como uma emenda do que uma transição. Nada que um segundo olhar de Antonini sobre o texto, não resolva.
Cissa Guimarães tem uma atuação esmerada por vezes sendo mais cativante que Beatriz, sua personagem que principalmente na primeira parte da peça soa excessivamente verborrágica. Em outras palavras, se Beatriz conquista o público na segunda metade da peça é graças ao carisma e a verdadeira paixão de Cissa que não desperdiça - em especial - os momentos mais lúdicos (onde se ouve claramente a voz de Medeiros) do texto. Sua dicção é impecável e, por ter uma marcação cênica mais rica, mostra boa desenvoltura no palco. Giuseppe Oristanio no papel de Orlando, o "marido-bruta-montes-e-insensível", acaba arrebatando a platéia quando parece relaxar e se divertir em cena, arrancando sorrisos de cumplicidade e discretos suspiros da ala feminina, a maioria, acompanhada por seus próprios maridos. Mas ficou com Josie Antello a missão de desdobrar-se em três papéis diferentes: Berenice, a irmã; Mariana, a filha adolescente e Dona Elda, a mãe; E é nessa última que Josie arranca grande parte das "gargalhadas para valer" da platéia valendo-se de seu indiscutível talento e do texto numa linha de humor que, esse sim, Antonini domina.
A direção de Ernesto Piccolo (que também dirigiu o sucesso "Divã", outro livro de Medeiros levado aos palcos) tem referências pop (visíveis na cena que serve de passagem de tempo, que ganharia se reduzida) trazidas das comédias românticas de Hollywood e que casa perfeitamente com a linha proposta pela autora Regiane Antonini. A luz de Jorginho de Carvalho é eficiente, como também cumpre seu papel o figurino escolhido por Helena Araújo e Djalma Brilhante. A cenografia proposta por Sergio Marimba retrata bem o momento atual de esterilidade na relação do casal Beatriz e Orlando. Rodrigo Penna que assina a direção musical, alterna bons momentos (como o flerte com a obviedade ao escolher a voz de Bethânia para cena da separação, mas que cumpre seu papel e emociona) com pequenos deslizes (que acontece numa típica cena a La "Curtindo a Vida Adoidado", quando Rodrigo lança mão de um improvável Rod Stewart e sua jocosa "Do Ya think I´m Sexy" que serve no máximo para abrir a festa, nunca para fazer esquentá-la).
"Doidas e Santas" em cartaz no Rio de Janeiro tem o clima dos filmes da "Sessão da Tarde": Você sabe exatamente como termina, mas mesmo assim assiste até o fim e não se arrepende disso.
DOIDAS E SANTAS
Teatro do Leblon / Sala Tônia Carrero
Rua Conde de Bernadotte, 26 Leblon / RJ Tel: 21 2529-7700
Horário: Quinta a sábado às 21h30; domingo às 20h
Duração: 70 minutos
Ingressos: R$60,00 (5ª e 6ª) e R$70,00 (sábado e domingo)
Capacidade: 193 espectadores
Classificação: 12 anos
Temporada até 25 de julho
Há um ano e meio em cartaz chega a Zona Sul do Rio de Janeiro o espetáculo "As Mulheres da Rua 23". Catharina (Leo Campos) e Joselina (Leandro Bertholini, que assina o texto ao lado de Raphael Miguel) são duas senhoras que tem como rotina encontros diários num dos bancos da rua que dá nome à peça.
Assinado pelos jovens dramaturgos Leandro Bertholini e Raphael Miguel, o texto é um tanto irregular. Não é só por que existem rupturas e pitadas de nonsense que uma obra possa se dizer inspirada pelo romeno Eugène Ionesco (que junto com Samuel Beckett são considerados os pais do Teatro do Absurdo, ainda que o próprio Ionesco repudiasse o termo, preferindo insólito a absurdo). Se uma comparação se fizesse indispensável, o texto de Bertholini e Miguel estaria, ao contrário do que sugere o release e com as devidas proporções, mais para Lewis Carol do que para Eugène, o que nem de longe é um demérito. O fato é que mesmo com uma narrativa que desperdiça excelentes momentos (como a passagem em que o pai de uma das senhoras "aparece" em cena e que merecia um segundo olhar, de tão divertida que é), Leandro e Raphel saem do b-a-bá que tomou conta da maioria dos espetáculos em cartaz no Rio e acena para uma carreira de futuro promissor: Que venham mais textos desses autores.
Leo Campos, que também assina a Direção de Produção do espetáculo, e Leandro Bertholini, são os responsáveis por dar voz respectivamente à Catharina e Joselina. Homens que interpretam mulheres sempre foi um desafio no Teatro, os riscos, as armadilhas e as possibilidades de caricaturar e empobrecer a interpretação são muitas. Com louvor, Campos e Bertholini saíram ilesos desse "campo minado". Em nenhum momento vemos homens travestidos de mulher, mas atores interpretando personagens femininas. Ainda que os dois apresentem um trabalho bastante homogêneo, nesse quesito é Leandro quem se destaca, desenvolvendo um perfil maduro e incrivelmente bem realizado. Mas se por um lado Bertholini se sai melhor na composição, Leo Campos conduz por diversas vezes o espetáculo com um timing perfeito, não desperdiçando nada no texto e protagonizando os melhores momentos da peça com uma interpretação cheia de sutilezas.
O cenário, a luz e os figurinos de "As Mulheres da Rua 23" beiram o burocrático, mas não empalidecem a interpretação apaixonada de Campos e Bertholini e de certa forma colabora com a atemporalidade do texto. Infelizmente não consta no release os créditos de autoria nessas três categorias. A sonoplastia é o único e sincero se não da montagem e que merece um urgente segundo olhar. A direção ficou por conta de um contido Carlos Alexandre que deixa escapar hora ou outra oportunidades de propor marcações mais ousadas que possibilitassem vôos maiores para a rica imaginação de Catharina e Joselina. Mas se Carlos tem um mérito inegável é seu eficiente trabalho de direção de ator, extraindo ao máximo o que Leo Campos e Leandro Bertholini podem oferecer.
"As Mulheres da Rua 23" é um espetáculo despretensioso, leve e que honra os palcos cariocas que andavam, com uma exceção aqui e ali, tão desinteressantes.
O quê: "As Mulheres da Rua 23"
De quem: Leandro Bertholini e Raphael Miguel | Direção: Carlos Alexandre
Com quem: Leo Campos e Leandro Bertholini
Onde: Teatro Candido Mendes
Rua Joana Angelica, 63, Ipanema.
Tel: (21) 2267-7295
133 lugares
Quando: Terças e Quartas, às 21h
Quanto: R$ 30 (Inteira), R$ 20 (Filipetas Promocionais) e R$ 15 (Meia Estudantes, Idosos)
Classificação Etária: 14 anos
Até 29 de setembro
Reestréia na Casa da Gávea (RJ), sempre às sextas, o espetáculo "Muita Mulher Para Pouco Musical", idealizado por Aurora Dias e Manelick de Carvalho, escrito a várias mãos e recheado de versões de musicais como "Avenida Q" e "Fame".
Assinado por Ana Luisa Leite e as outras "Sadomusicistas" (Grupo que estrela e é responsável pela realização da montagem) e por Cláudia Ricart (que também assina a Direção Artística) , o texto é sabiamente descrito como "roteiro" no programa do espetáculo. Isso porque Ana e as outras autoras, partem de suas próprias experiências pessoais para "costurar" com muito bom humor, pequenos episódios que retratam as venturas e desventuras que envolvem os processos de testes para musicais. É claro que quem é ator ou atriz criará uma identificação imediata e se sentirá em casa com muitas das clássicas situações que fazem parte da profissão, mas o público em geral não precisa ter receio: A risada é certa, mesmo que você não faça a maior idéia do que é "Belting". Dessa "colcha de retalhos", alguns "pedaços" se descatam, como a cena da Branca de Neve lésbica (!). Justamente por não ter vergonha de assumir seu tom despretencioso, o roteiro de "Muita Mulher Para Pouco Musical" tem mais acertos que erros.
AS ATRIZES
Poucas vezes vemos em cena profissionais com interpretações tão homogênias como nesse exemplo. Com a balança bem equilibrada entre "atrizes que cantam" e "cantoras que atuam", a Diretora Artística Claudia Ricart e Dani Calazans (que assina a Direção Musical) souberam valorizar o que cada uma das atrizes tem de melhor. Ana Luisa Leite lança mão de seu know-how em anos de improvisação seguindo a linha de Keith para tornar sua interpretação fluída e natural, com um avanço: Ana assume o controle do que faz e foge do "egocentrismo cênico" (aquele que faz com que tantos atores percam a noção do tempo e de que mesmo - ou principalmente - em uma improvisação existe um companheiro em cena), armadilha típica da improvisação como exercício; Aline Carrocino compensa a voz de alcance ainda pouco explorado com uma interpretação divertidíssima, mas forte e carregada de sensualidade: A cena da dançarina espanhola é hilária; A personagem de Marcela Dias fica um tanto indefinida na primeira parte da peça, mas quando finalmente entendemos quem ela é, é apoteótico: A cena da Branca de Neve lésbica já é antológica. Marcela exibe um amadurecimento na técnica vocal, demonstrando conforto e segurança nas notas mais agudas; Tatiana Sobral, de todas, é a que mais demora a mostrar ao que veio, mas que compensa a espera em uma das cenas mais engraçadas e sexys do espetáculo (que só não conto sob pena de estragar a surpresa); Por fim, Aurora Dias, sem sombra de dúvidas é o grande achado do espetáculo. Não a toa, talvez por demonstrar grande maturidade vocal e pelo seu incrível tempo de comédia, arranca aplausos entusiasmados em todas as suas aparições. "A prece de Mabel" (Mabel´s Prayer, de "Fame") em sua voz é irresistível, sem falar no dueto com o único homem do espetáculo, o ator convidado Rafael de Castro (em uma participação simpatissíssima e com bela voz).
A cenografia de Jordana Shelly merece um segundo olhar; Anderson Ratto assina uma luz bastante eficiente, adaptando-se ao pequeno palco da Casa da Gávea, criando várias atmosferas diferentes, e é certamente uma grande aquisição para o espetáculo; O figurino de Stella Maria Rodrigues é funcional e tem momentos simpáticos como as "capas de chuva" em tom de rosa que compõe o número final; A Direção Musical de Dani Calazans é competente e tem como mérito inegável a capacidade de extrair bons desempenhos vocais de algumas das atrizes, ainda iniciantes na técnica; A Direção Artística de Cláudia Ricart tem momentos de extrema criatividade (como a cena romântica numa "gôndola" e o passar dos anos dessa história de amor), bons números de platéia e aqui e ali demonstrações de um olhar sensível e atento, coisa rara nos palcos cariocas, mas parece um tanto condescendente com os improvisos: Alguns perdem a mão e se estendem por tempo demais. Isso talvez cause impacto também na qualidade vocal da segunda parte do espetáculo: Algumas atrizes estão visivelmente cansadas e parecem lutar para manter a respiração adequada e levar as músicas até o final. Nada que empalideça o resultado final que é agradável, leve e divertido.
A alegria das "mulheres que são muitas para um musical" é contagiante. Se saí do Teatro com a certeza de que assistimos um trabalho realizado por gente que ama o que faz. "Muita Mulher Para Pouco Musical" não é um superprodução da grife Möeller e Botelho, dois profissionais de talento inquestionável, mas tem algo que infelizmente já há alguns anos vem faltando nos espetáculos da dupla mais famosa dos musicais brasileiros: Paixão.
O quê: "Muita Mulher Para Pouco Musical"
Onde: Sesc Rio Casa da Gávea, Pça Santos Dumont, 116 - Sobrado. Tel: (21) 2239-3511 /2512-4862 - Gávea - Rio de Janeiro
Quando: Sextas às 21h
Quanto: R$25,00 (inteira)/R$12,50 (Meia)
Até 24 de setembro
SOBRE CRITÉRIOS E COMPROMISSO
1) "BÁRBARA TÁ AÍ?" é uma coluna independente com dicas e resenhas críticas de espetáculos em cartaz exclusivamente no Estado do Rio de Janeiro, cujo os textos nela publicada são de total responsabilidade de seu autor, Caesar Moura, ou do colunista convidado;
2) Das produções assistidas apenas aquelas que julguemos recomendável e de interesse do público-leitor da coluna serão publicadas. No entanto, a ausência da mesma não desqualifica a produção em questão e muito menos representa, mesmo que indiretamente, uma posição desfavorável dos colunistas à peça, já que diversos são os critérios que levam a publicação da resenha, tais como compatibilidade entre a publicação e o tempo restante da temporada no Estado, interseção entre o público alvo da produção e o público da coluna, só para citar alguns exemplos.
3) Como coluna independente não existe qualquer influência de ou vínculo com anunciantes, patrocinadores, assim como, pagamento ou permuta de qualquer tipo, tanto de pessoas ou empresas ligadas ao EMCC, quanto pessoas ou empresas ligadas às produções aqui publicadas;
4) É terminantemente proibida a utilização desse espaço para publicação de Resenhas críticas, dica, promoção ou divulgação de qualquer trabalho assinado pelo EMCC, critério que se aplica também aos colunistas convidados.
© Caesar Moura 20010. Todos os direitos reservados.
SOBRE "BÁRBARA TÁ AÍ?"
"Faltam poucos minutos para a peça começar, um "te ligo mais tarde" antes de desligar o celular, a última olhada no espelho para checar a maquiagem, frio na barriga (nº02 ou sabotagem do nervosismo?), som do burburinho da platéia (Está cheio?), produtora chegando ofegante: "Gente, a Bárbara tá aí!" e o(a) ator(atriz) ali, desamparado(a): "Bárbara tá aí?". Terceiro sinal. O(a) ator(atriz) entre em cena: Seja o que os deuses quiserem.
Para quem não ligou o nome à pessoa, Bárbara Heliodora é tradutora requisitada, senhora de jeito doce e profunda conhecedora da História do Teatro, que hoje é a crítica mais respeitada (e temida) do país. Não há ator ou atriz que não sinta um leve tremor ao ser informado de que esta senhora encontra-se na platéia de seu esptáculo. Muitos preferem só saber depois de encerrada a apresentação.
Quando percebi que seria ingenuidade minha achar que o que escrevo aqui não é uma crítica, resolvi prestar essa bem-humorada (espero) homenagem à Crítica. "Bárbara tá aí?" será nosso ponto de encontro onde tomarei a liberdade de indicar apenas espetáculos que apreciei como profissional e espectador, espetáculos esses que além de tornar nosso Rio ainda mais bonito, acredito, terá tudo a ver com os que me lêem. Leia, assista, divirta-se."
Caesar Moura
SOBRE CAESAR MOURA
Começou sua carreira como ator no Rio de Janeiro. Sua formação técnica em publicidade e jornalismo possibilitou sua atuação também em outras áreas de criação, como Redação Publicitária, Direção de Arte, Designer Gráfico e Programação Visual. Sua estréia oficial como autor aconteceu simultâneamente a de diretor no espetáculo QUER TC? (Selecionado para os mais importantes Festivais do Rio e indicado a vários prêmios) de 2001, texto escolhido entre mais de 300 para a MOSTRA DA NOVA DRAMA-TURGIA BRASILEIRA realizada por Roberto Alvim e sediada no Teatro Carlos Gomes (RJ).
Hoje, além de coordenar o EMCC, o ator, dramaturgo, roteirista e produtor conta em seu currículo com mais 03 produções que levam sua assinatura: MEIO HUMANOS PARA AMORES INSTANTÂNEOS; WALK, MEN! UM MUSICAL CÍNICO (Selecionado para o XI FESTIVAL DE TEATRO DO RIO) e BORBOLETAS (texto finalista do BRASIL EM CENA , concurso realizado no Centro Cultural Banco do Brasil.)
A agenda de 2010 prevê o trabalho na produção de FARME 40º, projeto idealizado por Caesar do primeiro seriado LGBT da teledramaturgia brasileira e em 3 leituras dramatizadas onde apresentará seus textos (ainda inéditos) mais recentes.
CAESAR MOURA
Hoje, um dos coordenadores do EMCC, o ator, dramaturgo, roteirista e produtor conta em seu currículo com mais 03 produções que levam sua assinatura: MEIO HUMANOS PARA AMORES INSTANTÂNEOS; WALK, MEN! UM MUSICAL CÍNICO (Selecionado para o XI FESTIVAL DE TEATRO DO RIO) e BORBOLETAS (texto finalista do BRASIL EM CENA , concurso realizado no Centro Cultural Banco do Brasil.)
GERÔNIMO GRANJA
Ator, balarino e cantor, iniciou sua carreira dentro das Oficinas de Criação, hoje conhecida por Palco Social, organizadas por Ernesto Piccolo e Rogério Blat. Em 2003 ingressou no EMCC por convite da atriz Alexia Garcia e nos espetáculos, além de atuar, começou também a desenvolver trabalhos coreográficos com sua assinatura pessoal e arrojada.
Hoje, co-produtor e um dos coordenadores da produtora, Gerônimo Granja será o protagonista do seriado FARME 40º, projeto do primeiro seriado LGBT da teledramaturgia brasileira.
"Caesar escreve bons diálogos, cria personagens interessantes e propõem pertinentes reflexões... " (Lionel Fischer, crítico teatral)
Fruto de um movimento que surgiu no início dos anos 2000 batizado pela imprensa de "nova dramaturgia carioca", em outras palavras, o autor que se desdobrava nos papéis de produtor, diretor e ator dos espetáculos que escrevia, o EU MESMO & CIA CARIOCA (EMCC) iniciou seus trabalhos em 2001 a partir do encontro entre sete jovens atores com o então iniciante dramaturgo Caesar Moura que na ocasião montava seu primeiro espetáculo profissional (que acabou se revelando um sucesso indie), a peça QUER TC?, texto de sua autoria que acabara selecionado para a MOSTRA DA NOVA DRAMATURGIA BRASILEIRA daquele ano, mostra essa idealizada e realizada pelo também dramaturgo Roberto Alvim.
Hoje coordenado pelos sócios Caesar Moura e Gerônimo Granja, o EMCC, transformado em produtora para projetos Teatrais e Audiovisuais, soma em seu currículo 04 montagens profissionais (QUER TC?, WALK, MEN! UM MUSICAL CÍNICO, BORBOLETAS e MEIO HUMANOS PARA AMORES INSTANTÂNEOS), várias indicações a prêmios e passagens com dois de seus espetáculos pelos mais importantes Festivais de Teatro do Rio de Janeiro.
Às vésperas de comemorar 10 anos de vida (em 2011), o EMCC segue em sua trajetória coerente, sempre aprofundando-se em temas contemporâneos e polêmicos, o que não poderia ser diferente em sua primeira incursão no Audiovisual: FARME 40º o projeto do primeiro seriado LGBT da teledramaturgia brasileira.
2010 - A INQUISIÇÃO DOS FALOS
Fantasia. Numa cidade imaginária do Interior de um Brasil de dois séculos atrás, Irine e Ivuna são duas primas que crescem juntas sob o olhar severo da mãe da primeira, Dona Weringia. Tudo ia de acordo com o esperado pelas bandas de lá até que Irine descobre que irá parar num convento (e bem longe de seu amado, Phael). Esse é o primeiro dos desencontros que colocará em cheque os desejos, até onde se vai por eles e o estopim da Inquisição dos falos. Texto inédito de Caesar Moura.
2009 - FARME 40 GRAUS (Primeiro Projeto Audiovisual)
F40, como foi apelidado por um dos fãs do mais recente trabalho do EMCC, é o projeto do primeiro seriado LGBT do país. Idealizado para as telas das tvs brasileiras, F40 foi a grande aposta da Cia em 2009. Notícia nos principais jornais do país e na Internet, a história das venturas e desventuras de seis amigos homossexuais pelo ensolarado Rio de Janeiro, promete gerar
polêmica em 2010 quando acontecerá a primeira temporada da série.
2008 - MONÓLOGOS DE UMA LEMBRANÇA
Drama. Texto inédito de Caesar Moura, ganhou nesse mesmo ano leitura dramatizada no LETRAS EM CENA projeto que acontece no MASP, em São Paulo. MONÓLOGOS conta a luta dos dois únicos membros de uma família, os irmãos Luciana e Anderson. Além das fotografias, Anderson é o último registro das recordações da infância e adolescência de Luciana que luta contra o Mal de Alzheimer que acomete o irmão para manter vivas essas lembranças.
2007 - MEIO HUMANOS PARA AMORES INSTANTÂNEOS
Ficção Científica. Segunda parte de uma trilogia iniciada com QUER TC? (1999). Um grupo de humanos servem de cobaias num experimento que acontece nos anos 1950.Eles são presos e obrigados a se relacionar através de um computador.O sonho dos cientistas é criar a Internet, um meio de comunicação capaz de globalizar as informações. Mas algo dá errado e muitos dos humanos morrem, restanto apenas três que lutam pela sobrevivência.
2007 - BORBOLETAS
Thriller. Texto selecionado para o concurso BRASIL EM CENA realizado no Centro Cultural Banco do Brasil (RJ).Dalilah e Sansão são os codinomes de dois homossexuais que enlouquecem com a intolerância, a rejeição e o preconceito nos centros urbanos. Como resposta, a violência. Um retrato cru e polêmico da discussão sobre o sexismo dentro e fora do nicho homossexual fazendo refletir sobre os rumos que a sociedade pós-liberação sexual tomou.
2002-2005: WALK, MEN! UM MUSICAL CÍNICO
Tragicomédia. Uma nova visita ao tema da comunicabilidade contemporânea. Aqui Caesar narra a história de uma típica família suburbana e carioca que não se comunica até o momento que um acontecimento do cotidiano muda tudo, levando a descobertas aterradoras.
2001-2007: QUER TC?
Comédia. Escrito em 1999, sob o impacto da chegada da Internet no país, QUER TC? conta a história do encontro entre 8 personagens nas salas de bate-papo virtual, numa época onde não existia MSN ou câmera e todos eram vistos como "Lobos Maus". Divertida e comovente, QUER TC? foi indicada a vários prêmios em Festivais Cariocas de Teatro.
2009/2010. Projeto do primeiro seriado de teledramaturgia brasileira com temática LGBT. Foto: Pedro Paiva.
Leitura Dramatizada (2008) no MASP (São Paulo/Brasil). Foto: Divulgação
Temporada 2007, Teatro ziembinski (RJ). Foto: Marcio Iudice
Temporada 2007, Teatro Ziembinski (RJ). Foto: Marcio Iudice.
Temporada 2007, Teatro Ziembinski (RJ). Foto: Divulgação.
Temporada 2003/2005, Teatros Carlos Gomes (RJ), Glauce Rocha (RJ). Foto: Marcio Iudice.
Temporada 2003/2005, Teatros Carlos Gomes(RJ), Glauce Rocha (RJ). Foto: Marcio Iudice.
Temporada 2003/2005, Teatros Carlso Gomes (RJ), Glauce Rocha (RJ). Foto: Marcio Iudice.
Temporada 2001/2007, Teatros Carlos Gomes (RJ), Ziembinski (RJ), Miguel Falabella (RJ). Foto: Marcio Iudice.
Temporada 2001/2007, Teatros Carlos Gomes (RJ), Ziembinski (RJ), Miguel Falabella (RJ). Foto: Marcio Iudice
EU MESMO & CIA CARIOCA
Desenvolvendo sonhos. Realizando idéias.
Rio de Janeiro / RJ / Brasil
Tel: (21) 9153.1138
Email: producao_eumesmociacarioca.com