Dojo Murakami de Caparica
A nossa historia
"Era a Primavera do ano de 1978.
Virei-me para ele e disse-lhe:
- Pai, eu quero fazer um Dojo, ali.
- Um quê?...
- Um Dojo, um ginásio para o Karate, ali no fundo do quintal."
Excerto de um artigo originalmente publicado na revista SHOTO - Boletim do Shotokai de Portugal - Julho 1993
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O Centro de Artes Orientais já tem agendadas novas datas para sessões de reiki nos fins de semana de dia 17 e 18 de Abril e 15 e 16 de Maio, com a Mestre Luisa Peres.
Por questão de qualidade só serão permitidas 12 pessoas por sessão.
Sabado 55€ com almoço incluido e domingo 50€ e têm que trazer almoço.
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A Associação Shotokai de Portugal (ASP) é a Representante em Portugal da Nihon Karate-do Shotokai.
Calendario de eventos do Dojo murakami de caparica / CAO
Informações referentes a eventos relacionados com o Dojo Murakami de Caparica ou de interesse para os seus praticantes.
http://cao.pt/shotokai/main_portug.htm
O Dojo Que Nasceu Duas Vezes
Era a Primavera do ano de 1978.
- Um Dojo, um ginásio para o Karate, ali no fundo do quintal.
O meu pai olhou-me com aquele ar desconfiado de quem acha que o filho se passou de vez e explicou-me que, no tempo dele, os jovens da minha idade pensavam era em trabalhar para comer: - Quais ginásios, quais carapuça, depois de andar o dia inteiro a cavar, ou a ceifar à gadanha, o que a gente queria era descansar o canastro.
Mas eu não era menos teimoso do que sou hoje... Pensando bem talvez fosse até um bocadinho pior. De modo que, passados uns dias, lá voltei à carga:
- Oh, pai, mas eu não lhe dava despesa nenhuma, eu fazia o ginásio sozinho.
Ele riu-se e gozou um pouco, mas eu conheço-o bem: nunca resiste a um desafio. Além disso, havia qualquer coisa naquela proposta que lhe interessava... Aquele sorriso dele revelava uma carta qualquer escondida na manga. E concordou:
- Ah, sim? Fazes tudo sozinho, então 'tá bem, vamos lá a isso. Amanhã, vou mandar vir uma camioneta de areia e tu passas a areia toda da estrada cá para cima.
Desde pequenino andei sempre no meio das obras, mas nunca me tinha apercebido de quantas pás de areia tem um camião de 5 m3. E, passar a areia de pá da estrada para o terraço que ficava lá em cima, vou-lhes contar... Mas aquela era a prova de fogo, bem o senti. E não era meu feitio desistir.
As horas de reflexão agarrado à pá despertaram-me o engenho - a segunda camioneta de areia já foi içada por meio de uma tremonha feita de um tronco de pinheiro. E, com a ajuda de uns pedregulhos e alguns sacos de cimento lá se fizeram os caboucos.
- Já não falta tudo - pensava eu - mais um mesito ou dois e o ginásio 'tá pronto.
Mas qual o quê?! O velhote levou-me à letra. Eu tinha mesmo de fazer tudo, até os tijolos. Arranjou uma forma metálica e ensinou-me a fazer blocos de cimento com aquilo: muita areia, um pouco de cimento e umas borrifadelas de água; depois calcar tudo muito bem, com um pilão, desmoldar com cuidado, pôr a secar ao sol e... vamos ao próximo. Com a prática fui melhorando a técnica. Acabei por fazer blocos que deram para renovar as paredes de todos os armazéns lá da quinta e... se mais armazéns houvera, mais fizera.
À laia de compensação fui "promovido" a servente e o meu pai assumiu as funções de pedreiro. Ainda bem, porque fazer paredes direitas não é tão simples quanto parece e rebocar ainda é um bocadinho mais difÃcil.
Não acreditem nos aldrabões dos meteorologistas - o verão mais quente e mais longo de que há memória, foi o de 1978. Se algum deles lhes disser que não, vocês mandam-no ter comigo que eu convido o gajo a trocar, durante três meses, a praia pelos baldes de massa às costas.
Mas, lá para fins de Setembro... Ta-ta-tamm! Tudo prontinho, com telhado e tudo. Bem, quase... faltava só o chão.
E foi então que eu apanhei uma das maiores desilusões da minha vida: fui informado que a verba acabara e, além disso, o que estava a fazer mesmo falta lá na quintarola era um armazém para a palha e um estábulo para as ovelhas.
Compreendi. Ou melhor, não compreendi mas tive de aceitar, pois claro. A casa afinal não era minha e a tal conversa do antigamente e do trabalho esforçado dos jovens dos anos 30, não deixava de ser verdade. O facto de estarmos em 1978, era apenas uma diferença de meio-século e, afinal, o mundo não mudara assim tanto em 50 anos, pelo menos por aquelas bandas.
Encarei a coisa o melhor que pude. Entendi-a como uma lição bem dura: se eu soubesse desde o princÃpio que o Dojo ia ser um estábulo teria trabalhado com o mesmo entusiasmo? Certamente que não!... Aprendi que são os sonhos, mais do que a força, que movem as montanhas.
Com o passar do tempo deixou de me magoar tanto ver o dojo-estábulo cheio de fardos de palha. Habituei-me à ideia e ao fim de uns anos até já me conseguia rir da situação.
Depois, casei-me, saà de casa dos meus pais e passei a visitá-los mais raramente. Porém sempre que lá entrava media, com passos de Zen-kutsu-dachi, a largura e o comprimento do meu dojo e pensava para comigo:
- Fui pouco ambicioso. O comprimento é pouco. Se eu transformasse estes 8m em largura e arranjasse aà uns 16m de comprimento, isso sim, já seria um bom dojo.
Mas logo uma ovelha me vinha roer os cordões dos sapatos, lembrando-me que aquela casa não era minha e eu ia-me embora meio resignado.
Cabe aqui dizer que os meus ancestrais, tanto da linha materna como paterna, sempre foram pessoas ligadas ao campo e à terra. Poucas flores havia lá no quintal, mas mesmo assim não faltava nenhuma côr nem matiz. O verde escuro das folhas de milho, contrastava com a cabeleira loira das maçarocas. O castanho avermelhado do tronco da cerejeira com os seus raminhos finos e as suas folhinhas bem desenhadas, mal escondia os pontinhos vermelhos das cerejas. E, mais ao lado, a figueira com o seu tronco gordo e macio, os ramos pensativos pela carga dos figos maduros roÃdos pelos pardais gulosos, seguravam grandes parras espalmadas como milhares de mãos vegetais.
Foi por isso que, quando a teimosia-do-dojo-no-fundo-do-quintal me voltou a atacar, isto já na última década deste século, eu senti certa relutância em transformar aquela quinta numa imitação de um paradisÃaco jardim zen. Teria eu coragem de substituir os feijoeiros por bonsais?
Lembrei-me então de algumas imagens de Les Arts Martiaux o belo filme e livro de Michel Random: dojos rústicos, com camponeses de cara calejada treinando boken, os filhos meio sujos sentados no chão a observarem e... uma galinha a passar. Recordei também a prática e atitude de Mestre Murakami durante toda a sua vida -Travaille! Travaille!. O trabalho era a sua forma de alquimia. Era o trabalho que servia de crivo para separar os preguiçosos dos diligentes. E, para os poucos que ficavam, era ainda o trabalho que lhes transformava os defeitos (o chumbo) das suas mentes na dignidade e correcção de atitude e comportamento (o verdadeiro oiro).
Gostaria o Mestre que um dojo a ele dedicado fosse rodeado de plantas ornamentais? Ou será que apreciaria mais uma bela sopa de legumes frescos criados ali ao lado?
Falei de novo ao meu pai no dojo. Mas desta vez falei-lhe de um local de trabalho, ao lado de outro local de trabalho. E ele não sorriu. Respeitou a ideia. E trabalhou a meu lado até ao limite das suas forças e a minha mãe acompanhou-o. Ela que nunca gostara de Karate.
Quase sem saber eu tinha construÃdo a ponte entre o camponês da Caparica e o japonês dos antÃpodas. Entre o meu pai por nascimento e o meu pai por adopção.
O Dojo da Caparica nasceu pela segunda vez. E foi chamado Dojo Murakami.
José Patrão,
Artigo originalmente publicado na revista SHOTO - Boletim do Shotokai de Portugal - Julho 1993
Costas do Cão
(Freguesia: Caparica)
Lugar entre a Torrinha, perto da Torre e o pequeno povoado denominado Cova.
O topónimo aparece por vezes deturpado para Costa de Cão e Costas de Cão.
A designação provém de qualquer propriedade no local que outrora pertenceu aos Costas, armeiros-mores do reino, que tinham por timbre no seu brasão um leão. No entanto por imperfeição das esculturas o leão parecia cão! Como na proximidade houvessem outros Costas, talvez os que deram nome ao Portinho da Costa, a voz popular para os diferenciar chamava aos Costas brasonados os do cão.
Em Costas de Cão, na Quinta de Santa Bárbara, que em 1783 era de António Lobo de Araújo, tem agora a misericórdia de Almada um lar para idosos, o Lar-Granja LuÃs Rodrigues, nome do seu anterior proprietário o qual, com sua mulher D. Maria dos Anjos Canelas Gomes Rodrigues doaram à quela instituição a Quinta com casa e capela.
O edifÃcio inicial foi muito ampliado e acolhe hoje, com apoio ainda em edifÃcios menores situados na mesma Quinta mais de uma centena de idosos com boas condições de higiene e conforto.
Século XVIII ?
R. H. Pereira de Sousa
Almada ToponÃmia e História
Almada, Outubro de 2003
Referências de Base (Para o entendimento da génese do karate-do)
HINDUISMO
O HinduÃsmo é um vastÃssimo organismo sócio-religioso composto de um grande número de seitas, cultos e sistemas filosóficos envolvendo inúmeros rituais cerimónias e disciplinas espirituais, bem como a adoração de incontáveis deuses e deusas. As mil e uma facetas do HinduÃsmo reflectem afinal a extraordinária complexidade geográfica, racial, linguÃstica e cultural do vasto sub continente indiano.
As manifestações do HinduÃsmo vão desde filosofias altamente intelectuais, envolvendo concepções de alcance e profundidade fabulosas, à s práticas rituais ingénuas e pueris do povo.
A fonte espiritual do HinduÃsmo encontra-se nos Vedas, uma colecção de antigos textos escritos por sábios anónimos, os chamados videntes védicos, provavelmente entre 1500 e 500 a.C.
As partes mais recentes desses escritos são os Upanishads, que se referem ao conteúdo prático e filosófico da doutrina. Todavia, o povo indiano tem recebido os ensinamentos do HinduÃsmo não através dos Vedas e dos Upanishads, mas sim por intermédio de um grande número de contos populares, reunidos em épicos de vastas dimensões que constituem a base da ampla e colorida mitologia da Ãndia. Um desses épicos, o Mahabharata contém o texto religioso favorito da Ãndia, o belÃssimo poema espiritual do Bhagavad Gita, diálogo entre o deus Krishna e o guerreiro Arjuna.
Com este panorama de fundo serÃamos levados a pensar que o HinduÃsmo é então um sistema religioso e filosófico politeÃsta, ou seja, que aceita e venera múltiplos deuses. Mas isto é só meia verdade. Porque todo o HinduÃsmo parte do princÃpio que todos esses deuses e deusas, todos os seres e objectos, todo o Universo enfim, é uma manifestação de uma realidade primordial, essência interna de todas as coisas - Brahman.
Brahman é algo de insondável intelectualmente, pois que se situa para além de todos os conceitos.
Brahman, sem princÃpio, supremo: além do que é, e do que não é.
No entanto as pessoas querem falar acerca dessa realidade e os sábios Hindus divinizaram Brahman, transformaram-no num Deus, pai de todos os deuses e deusas, e de tudo o que existe. A necessidade de divulgação e abertura assemelha Brahman, ao Deus bÃblico (Jeová) do sistema religioso Judaico-cristão.
SHINTOÃSMO
Religião autóctone, nativa, do povo japonês. As suas (XintoÃsmo) origens remontam à s origens do próprio povo japonês. Há quem encontre nos idiomas e costumes japoneses raÃzes semelhantes à s dos Altaicos que habitavam a Manchúria, Mongólia e Sibéria. Mas uma boa parte do mistério permanece indecifrável.
O povo japonês, isso é certo, foi um invasor. Nas ilhas existiam os Ainu que muito lentamente foram sendo escorraçados, do Sul para o Norte, até que foram completamente dominados no séc. XVIII (D.C.).
O Shintô (via dos deuses) é uma religião que descreve mitologicamente a origem (divina) do povo japonês. Todos os antepassados são afinal deuses e como tal devem ser venerados. Daà que o Shintô esteja tão ligado ao culto dos antepassados.
O universo é dividido em três mundos:
1) O mundo celeste dos Kami (deuses);
2) O mundo terrestre dos humanos;
3) O mundo dos Yomi ou da morte.
CONFUCIONISMO
Surge no séc. VI a.C. na China com Confúcio, que funda no pequeno estado de Lou a primeira escola de educação. O confucionismo acabaria por tornar-se o conjunto de regras e convenções morais, jurÃdicas e linguÃsticas oficiais de toda a China.
TAOÃSMO
Nasce com Lao-Tsé (n. 571, m. 479 a.C.). Coexiste desde o seu inÃcio com o Confucionismo sendo, em muitos aspectos, complementar-antagónico deste. Trata do Tao (= Do) conceito sem tradução perfeita. É o Do do Kendo, do Iai-do, do Judo, do Karate-do. É também, em muitos aspectos, a fonte do Budismo-Zen.
Tao não é um conceito que possamos captar ou compreender intelectualmente, mas é uma realidade que podemos presenciar, vivenciar e praticar. Por exemplo, a prática do Kata Taikyoku-Shodan, ao longo de anos e anos, permite-nos conviver com o Tao, embrenharmo-nos no seu fluxo sem que, no entanto, o possamos definir ou explicar.
O TaoÃsmo é uma maneira de estar no mundo de acordo com o Tao, de acordo com o fluxo natural do mundo e da vida. Trata-se de não remar contra a maré, de aceitar o seu Ãmpeto, de fluir com ele.
O que é contrário ao Tao, cedo desaparece.
O TaoÃsmo está na raiz da medicina, da culinária, da construção de edifÃcios, da pintura, da caligrafia ou das artes marciais orientais... Nunca vás contra a Natureza afirmava o Mestre Funakoshi.
BUDISMO
O Budismo surgiu no séc. VI a.C. com Gautama o Buda (n 622? a.C. e m. 543? a.C. no sopé do Himalaia, hoje chamado Nepal). Buda não deixou ensinamento escrito, mas os monges budistas espalharam a sua religião por todo o extremo oriente. O Budismo apenas dá entrada no Japão no séc. VI d.C., fundindo-se facilmente com a tradição religiosa nativa (O ShintoÃsmo).
De certa forma o Budismo aproxima-se mais das modernas terapias psicológicas Ocidentais que da religião Ocidental, estruturada no conceito de Deus, o criador omnipotente.
Não importa ao Budista saber se Deus existe ou não... importa-lhe determinar as causas do sofrimento humano e modificar a atitude do indivÃduo perante o mundo, de forma a eliminar esse sofrimento.
À semelhança de um terapeuta Buda identifica, nas suas 4 Nobres Verdades essenciais, a causa da doença da humanidade, a seguir passa à afirmação de que a doença pode ser curada, finalmente prescreve o método de cura:
- A 1ª Verdade Nobre identifica o sofrimento ou a frustração como doença básica fundamental do homem.
- A 2ª Verdade Nobre revela-nos a causa desse sofrimento: o apego ou a avidez. É o apego a determinadas ideias, ou factos, ou pessoas, ou objectos (que encaramos ilusoriamente como coisas individuais e nossas) que nos leva a esquecer que tudo é mutável e transitório, que tudo o que tem um princÃpio tem um fim, inclusivé o nosso ilusório eu.
- A 3ª Verdade Nobre afirma que o sofrimento e a frustração podem chegar a um fim. É possÃvel transcender o cÃrculo vicioso de samsara, livrar-se do jugo do karma e alcançar um estado de libertação total: o Nirvana. Neste estado, as noções falsas de um eu separado desaparecem para sempre e a unidade da vida torna-se numa sensação constante.
- A 4ª Verdade Nobre é a prescrição da cura - o Caminho óctuplo do auto-desenvolvimento que nos leva ao Estado de Buda.
- As 2 secções iniciais desse caminho referem-se à visão correcta e ao conhecimento correcto, da situação humana.
- As 4 secções seguintes tratam das acções correctas, estabelecendo as regras para o modo de vida budista, que é um caminho de equilÃbrio, entre extremos opostos (yin e yang).
- As 2 secções finais referem-se à consciência correcta e à meditação correcta, e descrevem a experiência mÃstica da realidade, seu objectivo final.
Palavra indiana:Palavras-chave, aproximações: (não são definições)
Buda O que despertou, o iluminado
BodhiO despertar (fim de Samsara)
KarmaLei de causa e efeito
SamsaraEspiral do nascimento e morte
MayaIlusão
NirvanaPaz no estado de Buda
Dhyana (Ch'an, Zen)Meditação (disponÃvel) sem pensamento, mas...
BUDISMO ZEN
Raiz filosófica do Bushi-do (o código dos samurais) e, por consequência, do Budo (as artes marciais). A pior maneira de o revelar seria dar dele qualquer definição. O Zen pratica-se e confunde-se com a própria prática. Lembremo-nos de Zen-kutsu-dachi.
A ESTRUTURA SOCIAL DO JAPÃO MEDIEVAL
I
SMS
---------
SHGSHGS
SHGSHGSHG
SMSMSMSMSMS
---------------------------
DMDMDMDMDMDMD
DMDMDMDMDMDMDMD
SMSMSMSMSMSMSMSMSMS
--------------------------------------------
CAMPCAMPCAMPCAMP ARTIFICES
CAMPCAMPCAMPCAMP COMERCIANTES
CAMPCAMPCAMPCAMPCAMPCAMPCAMPCA
I = O Imperador (ordem divina) resp. famÃlia e corte. (Pouca intervenção directa)
SM = Samurais
SHG = Shoguns Poder polÃtico
DM = Daimyos Governadores de provÃncia
CAMP = Camponeses
Esta estrutura manteve-se rigidamente implantada desde 1192 até 1876, altura em que foi extinta, por ordem do imperador Mutsuhito, a classe dos samurais, tendo sido abolidos oficialmente os clãs e dividido o paÃs em Prefeituras.
CRONOLOGIA SAMURAI E BUDO
(Mais informações sobre Cronologia Budo)
1192 InÃcio do perÃodo Kamakura: Minamoto Yoritomo implanta uma ditadura militar.
1274 e 1281 - Invasões mongóis.
1336 a 1573 - PerÃodo Ashikaga: frágil autoridade do imperador e dos Shogun Ashikaga; o paÃs vive numa intermitente guerra civil entre os samurais dos vários clãs daimyos.
1500 (?) É interdito o uso de armas aos camponeses de Okinawa.
1573 a 1615 Um ditador militar, Oda Nobunaga, derruba o Shogunato dos Ashikaga e tenta unificar o paÃs. Um dos seus generais continua a sua obra de pacificação.
1609 O governo ordena (mais uma vez) que todas as armas sejam confiscadas ao povo de Okinawa. Supõe-se que tenha nascido nesta época a técnica de defesa (e ataque) com as mãos vazias: Karate-jutsu.
1615 Tokugawa Ieyasu toma o castelo de Osaka e estabelece-se o seu Shogunato por todo o paÃs. Com o estabelecimento da paz forçada dos Tokugawa os Samurais (cuja razão de existir é a guerra) entram em declÃnio.
1639 As fronteiras do Japão são encerradas como forma de protecção contra os Portugueses e Espanhóis.
1868 Por pressão das frotas europeias e americanas o Japão acaba por abrir algumas das suas portas ao estrangeiro.
O imperador Mutsuhito transfere a capital de Kyoto para Edo e muda o nome desta cidade para Tokyo (capital do Oriente). São abolidos os Shogunatos. É instituÃdo o recrutamento obrigatório.
1876 O mesmo imperador extingue oficialmente a classe dos Samurais bem como os Daimyos. O uso do sabre é interdito a todos os cidadãos (excepto polÃcia e exército).
1914 e 1915 Um grupo de praticantes de Karate (onde se inclui o futuro Mestre Funakoshi) de Okinawa realiza demonstrações nas cidades de Naha e Shuri.
1916/1917 Mestre Funakoshi Gichin é convidado pelo representante do Prefeito de Okinawa para que organize uma demonstração em Kyoto.
1921 O imperador do Japão, de passagem por Okinawa, assiste a uma demonstração de Karate que muito o impressiona.
1922 Mestre Funakoshi faz a primeira demonstração em Tokyo e inicia-se a grande expansão do Karate pelo Japão, de inÃcio, e mais tarde por todo o mundo.
Historial da Murakami-Kai em Almada
É chegada agora a altura de atravessarmos o rio e regredirmos uma última vez no tempo. Ali, na Outra-Banda, a dois passos de Lisboa aparecia, um pequeno núcleo de Karate-Do Shotokai, embrião do que viria a chamar-se Região Sul.
O Nascimento da Escola Murakami de Almada
Na zona velha da cidade de Almada, na Rua Capitão Leitão, à s Torcatas existia um pequeno Dojo virado para a prática do Judo e orientado pelo saudoso Mestre Barata. O nome desse centro era Judo Clube de Almada. Foi nesse Dojo que surgiu, em 1973, por iniciativa de um dos alunos do Judo Clube de Portugal - o Sr. AbÃlio, cinto vermelho, 4º Kyu - um núcleo de prática de Shotokai.
Entre a meia-dúzia de caloiros que se tinham inscrito nesse ano de 73 e que usava o mesmo kimono para treinar Judo às segundas, quartas e sextas-feiras, e Karate às terças e quintas, figurava um jovem de 15 anos com um nome invulgar - José Patrão.
A excelente organização e nÃvel técnico dos instrutores da classe de Judo, contrastava com a de Karate. Devido aos seus afazeres profissionais o responsável pelo Karate era obrigado a viajar bastante, não leccionando no clube mais do que uma ou duas vezes por mês. De modo que, as aulas no dia-a-dia eram geralmente orientadas por Manuel Revez Roberto, cinto verde, 6º Kyu, cuja graduação, obtida num Dojo de Shotokan, transitara sem problemas para o Shotokai... Na verdade a relação entre as palavras Funakoshi, Murakami, Shotokai, Shotokan, era fruto das mais variadas especulações.
Não se pense todavia que houvesse menos falta de seriedade, no trabalho nessa altura. Bem pelo contrário. A assiduidade aos treinos era muito elevada e o que em técnica faltava era compensado pelo EspÃrito. EspÃrito era a palavra mais escutada no Dojo, mais repetida no balneário e mais discutida no caminho para casa. Um espÃrito que tinha pouco de filosófico e muito de suor. Quanto espÃrito de sacrifÃcio era exigido para suportar os prolongados aquecimentos e os intermináveis kihon's com a coxa paralela ao chão. - O Albano Rui tem bom espÃrito - comentava alguém - na segunda-feira ficou ali sozinho a fazer abdominais no final da aula. Acho que fez pr'aà uns quatrocentos Está claro que na semana seguinte o Albano já tinha dois ou três companheiros que o desafiavam a chegar aos quinhentos e... acabavam todos a rir-se uns dos outros no balneário ao notarem que tinham as costas em sangue.
Ao fim de mais de um ano de prática ininterrupta nestas condições, e esgotada a paciência dos cintos brancos mais antigos em relação ao esquema-base (quatro defesas, Chudan-Oi-Tsuki e Mae-Geri), os alunos tomam a iniciativa de contactar, em fins de 1974, o responsável técnico da escola - um tal Sr. Raúl Cerveira - para que designe um novo instrutor. A pessoa indicada foi o Francisco Silva, 2º Kyu e, com a sua entrada em funções, a evolução técnica passou a processar-se em moldes mais regulares, de modo que em Maio de 1975 já havia no Clube dois cintos amarelos.
Nessa época, no grupo de escolas sob a orientação de Raúl Cerveira, era normal realizarem-se treinos intensivos e mini-estágios extra-associação com bastante frequência. Por outro lado, as referências que o instrutor fazia aos estágios com o Mestre Murakami davam a entender aos alunos de que isso seria coisa para mais tarde que exigiria uma preparação prévia especial. Assim, antes de participarem no primeiro estágio com Mestre Murakami, os jovens alunos de Almada seriam sujeitos a um regime de treino para-militar (a que não era certamente alheio o facto de Francisco Silva e Cerveira terem regressado recentemente da Guiné) que incluÃa:
- uma semana de estágio nos areais da Comporta, a Sul de Tróia, em regime de isolamento e imersão completa, com treinos de manhã e à tarde, footing de pés descalços pelo asfalto em brasa à s duas da tarde e outros exercÃcios do género;
- dois acampamentos de fim-de-semana, na área militar da Tapada de Mafra, com alvorada à s 7 da manhã, cross usando aparelhos de campo próprios para exercÃcio militar, treino de Karate ao fim da manhã, almoço em grupo, sessões de Za-Zen (orientadas pelo Mestre Georges Stobbaerts) e novo treino de Karate ao fim do dia.
Em 1976, as instalações e horários do Judo Clube de Almada revelavam-se absolutamente insuficientes para o número de praticantes, que já ultrapassava a centena. Assim, os seccionistas do Karate - José Patrão, José Manuel Parreira e Camilo Fernandes - apoiados por Francisco Vargas, Rui Claudino e o já falecido Arnaldo Cardoso, resolveram-se a mudar o Dojo para as velhas instalações da Cooperativa Almadense, situadas na Rua da Cerca nas imediações do Castelo de Almada. Esses três meses do Verão de 1976 tornaram-se inesquecÃveis para todos aqueles que comungaram do espÃrito de fraternidade que permitiu transformar o sujo salão de festas da Cooperativa num lindo Dojo e a casa do forno do pão, que tinha mais de meio metro de cinza no chão, num belo balneário, com água quente e tudo, pois claro.
Assim, dois anos depois de, no Norte, se ter edificado o Dojo Murakami da Maia surgia no sul o Shotokai Karate Clube, o segundo Dojo que, no nosso paÃs, foi construÃdo exclusivamente para a prática do Shotokai.
A sala não era grande - uns 7 por 15 metros no máximo, na parede do fundo do Dojo tinham sido pintados de um lado os kanjis correspondentes a Shotokai, do outro os que significam Karate-Do e, no centro dessa espécie de tokonoma, resplandecia um belo retrato pintado a óleo de Mestre Murakami. Decerto que o autor desse quadro - um anónimo praticante do Judo Clube de Almada que nunca praticou Shotokai - quando realizou o retrato a partir de uma foto não poderia adivinhar que aquela imagem iria assistir aos principais acontecimentos que marcariam a evolução da Murakami-Kai a Sul do Tejo.
Nesse Dojo pequeno mas acolhedor chegariam a leccionar, no conjunto dos horários semanais que contemplavam aulas de manha e à noite, três instrutores - o Francisco Silva, o Caldeira e o Jaime Castro Dias - e ali chegaram a estar inscritos durante épocas sucessivas perto de cento e vinte karatecas.
Subitamente num dia de Fevereiro de 1978, os instrutores convocam uma assembleia. Para espanto dos praticantes, que preenchem completamente a sala, o instrutor Francisco Silva anuncia, num tom solene: O Mestre Raúl Cerveira decidiu abandonar a Murakami-Kai. Todos os clubes sob a responsabilidade técnica do Raúl Cerveira decidiram já apoiá-lo, sem reservas. Eu estou totalmente solidário com ele e espero que vocês tomem a mesma decisão. Um dos praticantes pergunta se isso significa mudar de estilo. Não, não. Nós continuamos no Shotokai, mas... com outro Mestre.
Muitos dos praticantes entreolham-se, confusos. Nunca naquele clube se tinha dito uma palavra contra o Mestre Murakami e o próprio instrutor tinha pelo Mestre uma admiração enorme. Porém, a maioria dos praticantes tem graduações muito baixas e, para esses, Murakami é apenas o nome que dão à face daquele quadro no fundo da sala. Sentem-se, por isso, tentados a seguir a orientação do seu professor.
Mas eis que surge uma voz discordante. José Patrão, o único cinto castanho do Clube, já tinha participado até à data em cerca de seis estágios com Mestre Murakami, além disso, embora não leccionasse no Shotokai Karate Clube, a gestão e funcionamento do clube competia-lhe directamente, de modo que assumiu uma posição peremptória: O único mestre que este clube reconhece é o Mestre Murakami. Se o professor Raúl Cerveira, decidiu abandonar o seu Mestre esse é um problema pessoal dele que nós, alunos, lamentamos. Mas este Clube fica com o Mestre Murakami e aconselhamos os instrutores a fazerem o mesmo. Caso contrário, teremos de procurar na Murakami-Kai outros instrutores para este clube.
Por incrÃvel que pareça, face a esta posição do aluno mais antigo, nem um único praticante de Almada decidiu abandonar a Associação e foram os instrutores que tiveram de sair.
Porém, e ao contrário do que o leitor possa supor, a agradável sala do Shotokai Karate Clube está hoje abandonada e a bela pintura a óleo do Mestre quase esteve em riscos de se perder.
Mas, para compreender como tudo isso foi possÃvel é preciso acompanhar um pouco da evolução do Karate noutras escolas da margem Sul do Tejo, voltando depois, com o instrutor Manuel Ceia, de novo a Almada.
Almada - segundo fôlego, queda, e... recuperação
Em Março de 1978, decorre uma reunião da Associação Murakami-kai / Shotokai de Portugal, em casa de Manuel Ceia, que era a sede provisória do Grupo nessa data, quando ali aparece José Patrão, na altura 3º Kyu. Com algum embaraço comunica os factos recentemente ocorridos na sua escola. Informa também que, embora alguns dirigentes do seu clube pretendam que ele substitua o antigo instrutor, ele não se considera suficientemente graduado para o efeito. A decisão da Direcção agrada ao responsável - a sua escola passaria a ter um 1º Dan como instrutor.
Almada, Abril de 1978. Manuel Ceia contempla pela primeira vez o enigmático retrato a óleo do mesmo homem que, dez anos antes, descobrira num outro pequeno Dojo da rua de Mercouer.
O método de ensino de Manuel Ceia - extremamente dinâmico e incisivo - encontrou ali bom solo para frutificar, de modo que ao fim de pouco mais de um ano a escola já possuÃa mais de duas dezenas de cintos castanhos e em Janeiro de 80 tinha o primeiro cinto preto - José Patrão.
Muitos outros cintos castanhos e negros ali se formaram, tornando-se o Shotokai Karate Clube (que Manuel Ceia rebaptizou com o nome de Instituto de Karate-Do Shotokai) um pólo de irradiação do Shotokai, a Sul do Tejo. Nomes como os de António José Valera, que viria a fundar um núcleo de Shotokai na Cruz de Pau, Rui Ribeiro, que mercê de grande dinamismo rapidamente abriria várias escolas em Almada, Firmino Ascensão, que mais tarde fundaria a Escola Murakami de Évora, Francisco Carvalho e Manuel Almeida, hoje dirigentes da Associação Shotokai de Portugal, e muitos outros nomes sonantes do Shotokai ali iniciaram a sua prática e desenvolveram a sua técnica.
Não obstante, a partir de 1980, um fenómeno bizarro começou a verificar-se: apesar do número de graduados ser elevado, o número total de alunos da escola decrescia cada vez mais. José Patrão, que começara a leccionar nos Olivais, fora substituÃdo na gestão da escola por uma nova direcção. Problemas administrativos surgiram, os horários deixaram de ser cumpridos com rigor e o ambiente principiou a degradar-se. Durante o ano de 1981, em paralelo com o acumular de problemas na área financeira, começaram a multiplicar-se as referências negativas, primeiro aos dirigentes da Associação e, posteriormente, ao método de trabalho de Mestre Murakami.
Em 1982, Manuel Ceia decide afastar-se da Associação Murakami-Kai / Shotokai de Portugal e nova assembleia se realiza na escola. A opinião geral é a de que a escola deve abandonar a Murakami-Kai. José Patrão contesta a decisão assumindo posição idêntica à de quatro anos atrás - permanecer com o Mestre Murakami. Desta feita, porém, apenas um humilde cinto branco o apoia. Saem juntos da Assembleia com a promessa de não deixar morrer a Escola Murakami de Almada. E assim, em Abril de 82, um novo Dojo surge nas instalações do Clube Recreativo Piedense - o professor é o José Patrão, o seu único aluno chama-se: Jorge Martins Costa. Anos mais tarde Jorge Costa viria a tornar-se um dos pilares da zona de Almada, quer como assistente, quer posteriormente como instrutor.
Passado algum tempo, José Patrão dirige-se à antiga escola para recuperar o quadro a óleo de Mestre Murakami e sai chocado com a dureza da resposta de um dos alunos: Foi para o lixo!.
Alguns meses após este episódio Manuel Ceia abandonaria o Instituto de Karate-Do Shotokai, o qual ainda continuaria em funcionamento algum tempo sob a orientação do instrutor Castro Pontes, acabando no entanto por encerrar por completo as suas actividades.
O Dojo do Clube Recreativo Piedense, por contraste, aumentaria progressivamente o número de praticantes até se tornar, ao fim de alguns anos, um dos maiores Dojos da Associação. Alguns alunos que inicialmente tinham optado por permanecer no Instituto de Karate-Do Shotokai, reconsideraram a sua posição e regressaram à Murakami-Kai, como foi o caso de Alfredo Chambel, que se viria a tornar assistente de José Patrão, contribuindo bastante para o reforço da Escola Murakami de Almada.
Um desses alunos, Manuel Durão, regressado à Murakami-Kai muitos anos depois, trouxe consigo uma excelente notÃcia - não tivera coragem de ver deitar no lixo o quadro de Mestre Murakami, de modo que o guardara, em cima do guarda-fato... Apesar do estado lastimoso em que se encontrava, foi possÃvel, graças à paciência e arte de um aluno da escola de Almada - Nuno de Araújo Brito - recuperar completamente a pintura. Dignamente emoldurado e enquadrado por um Tokonoma, o quadro encontra-se hoje exposto no Dojo Murakami da Caparica, constituindo um património valioso da Associação.
Artigo publicado originalmente no livro comemorativo do 25º aniversário da A.S.P.
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Taiso 1ª parte
Taiso (exercÃcios preparatórios) de Karate-Do Shotokai, segundo o ensinamento do Mestre Tetsuji Murakami. Executado por Nuno Figueiras Santos, 3º Dan Membro do Conselho Técnico Pedagógico da Associação Shotokai de Portugal
Taiso 2ª parte
Taiso 3ª parte
Heian-godan
Vista lateral
Vista lateral do kata Heian-godan, efectuado no Dojo Murakami de Caparica.
Tekki-shodan
Vista frontal
Vista frontal do kata Tekki-shodan, efectuado no Dojo Murakami de Caparica.
Vista lateral do kata Tekki-shodan, efectuado no Dojo Murakami de Caparica.
Karate-do
Na sua origem era uma forma de autodefesa adoptada e desenvolvida por camponeses do sul do Japão (Okinawa) para se defenderem de mãos (te) vazias (kara) dos ataques de Samurais bem armados que os oprimiam.
No inÃcio do nosso século a sua prática tornou-se muito popular no Japão e a partir de 1950 expandiu-se para todo o mundo, já sob a forma de desporto.
"Do" significa caminho. Karate-do é pois uma via para o desenvolvimento do indivÃduo. Por essa via caminham em união, os múltiplos aspectos do ser humano - fÃsico, mental, social, moral, etc.
Para distinguir podemos dizer que enquanto o karate se preocupa apenas com factores fÃsicos e técnicos, o Karate-do utiliza o fÃsico e a técnica como um meio para despertar todas as faculdades positivas do ser humano.
Instrutor
Horários
PrincÃpios
Segundas-feiras - 19:30 Ã s 21:00
Quartas-feiras - 19:30 Ã s 21:00
Sábados - 17:30 às 19:00 (kyus)
- 19:00 Ã s 20:00 (dans)
Nuno Figueiras, 3º Dan
E-mail: nunofigueiras_hotmail.com
Responsável Técnico:
José Patrão, 4º Dan
(Coordenador Técnico Nacional da ASP)
E-mail: shotokai_netcabo.pt
Esforçar-se para a formação do caráter.
Fidelidade para com o verdadeiro caminho da razão.
Cultivar o intuito do esforço.
Respeito acima de tudo.
Conter o espÃrito de agressão.
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CAO
Visite o sitio do Centro de Artes Orientais em:
http://www.cao.pt
Como Chegar
Azinhaga de Pêra, n.º 1 Costas de Cão 2825 - 045 Caparica
Vindo de transporte próprio, poderá seguir pela via rápida da Caparica - IC20 e seguir as placas que indicam "Universidade".
Ao sair da via rápida, passar pelos semáforos e seguir na direcção da Trafaria.
Na rotunda sair para Costas de Cão.
Virar na 2ª à esquerda.
Caso decida ir de transportes públicos, a melhor forma será apanhar o Metro Sul do Tejo e sair na paragem da Universidade (paragem terminal). O dojo situa-se a cerca de 250m desta paragem.
Contactos
Responsável Técnico: José Patrão, 4º Dan, (Coordenador Técnico Nacional da ASP) Telemóvel: 91 757 63 25 E-mail: shotokai_netcabo.pt
Responsável pelas aulas dos kyus: Nuno Figueiras, 3º Dan Telemóvel: 96 290 42 99 E-mail: nunofigueiras_hotmail.com
Kendo
No Japão, desde os seus primórdios, de entre vários armamentos, a espada vem sendo reverenciada. Isto se deve ao fato de haver muitas histórias relacionadas à espada, nos mitos e lendas japonesas. Além disso, as espadas eram oferecidas como tesouro divino aos templos ou recebidas como sÃmbolo da nomeação de um Daimyo.
Apesar de ter sido originalmete, criado no Japão, foi na Coréia que o Kendo se popularizou e tornou-se mais agressivo, quando movimentos do taekwondo e hapikido foram integrados a esse estilo deixando-o mais dinâmico.
Sábados - 21:00 às 22:30
Jorge Costa Telemóvel: 96 355 61 34
shibumi_sapo.pt
Honra e Justiça,
Valor heróico,
Compaixão,
Cortesia,
Honra,
Sinceridade,
Dever e Lealdade.
Como Começar
Nesta Pagina vais poder encontrar informações uteis sobre o comportamento a ter no Dojo e sobre as tecnicas iniciais de cada disciplina.
(clica sobre o nome da modalidade pretendida)
Boletins
Boletins editados pelo núcleo de Almada de 1986 a 1989.
Disponiveis Brevemente.
Tabela de Preços
Como Estar
Clica aqui para fazer o Download de um ficheiro .PDF sobre o modo de estar no Dojo, comportamentos a ter á entrada e saida e como se relacionar com os outros dentro do Dojo em tempo de treino.
(brevemente)
Clica aqui para fazer o Download de um ficheiro .PDF sobre as tecnicas iniciais de Kendo.
Clica aqui para fazer o Download de um ficheiro .PDF sobre as tecnicas iniciais de Karate-do.
Tetsuji Murakami
Mestre Murakami (1927-1987) acentua que o objectivo do Shotokai é "libertar o corpo e o espÃrito". Entre outras coisas, escreve:
"Vencer-se a si mesmo. Vencer o corpo e os sentimentos. primeiro, o corpo. É preciso "quebrá-lo", tirar-lhe toda a resistência. Em seguida modelá-lo e formá-lo é para isso necessário um treino extremamente duro.
A seguir é preciso evitar a facilidade. É imperativo procurar a dificuldade, ultrapassar-se no esforço, ir sempre e sempre além dos nossos limites...
Só assim aprendemos a bem nos conhecer e só assim aparecem ao vivo os nossos sentimentos mais diversos e os mais nefastos: ódio, violencia, preguiça, impaciencia. Será então muito facil vece-los."
Hiroshi (filho) e Tetsuji Murakami. Japão, Abril de 1986
Mestre Tetsuji Murakami executando Nidan-geri
Murakami sensei em Seiza
Biografia
Ligações
http://cao.pt/hist_bio_ka_murakami.htm
Mushinkai- Associação Europeia de Karate-do Shotokai
Biografia de Mestre Tetsuji Murakami «Murakami, o Samurai Olvidado»
Pode encomendar o livro na pagina de inicio secção de Merchandise.
Shotokai Karate Budo
Karate-do International Shotokai Association