Reportagem & fotografia
DanielaLima
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Se você era leitor do meu blog, não se assuste: nada mudou. O blog estáaquie o meu livro novo sai em julho. Agora, se você está interessado no meu trabalho como jornalista ou fotógrafa, basta acessar o portfólio.Ah, se você quer apenas uma conversa de boteco espertinha, acesse o meu twitter ou Last.fm (ver links).
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DL
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Entrevista com Diogo Mainardi
Polêmico, sarcástico, verborrágico: leituras óbvias sobre a figura de Diogo Mainardi, colunista da Revista Veja, que, longe das possíveis interpretações e do maniqueísmo que envolve a sua figura pública, prefere se definir apenas como pai "Uma criança com paralisia cerebral é como a maçã de Newton, que, caindo, revela os mecanismos secretos de funcionamento do mundo.
Aos 46 anos (e duas carreiras deixadas pela metade o cinema e a literatura), Mainardi acredita que se tornou colunista de política por acaso, mas afirma que este é um dos poucos assuntos que lhe interessam. Nesta entrevista, ele fala abertamente sobre sua carreira na revista Veja, política, cultura e, também, sobre os processo judiciais que vem enfrentando.
Você se considera jornalista?
Quando era mais jovem, esperava viver apenas de literatura e costumava dizer, por arrogância, que não me considerava jornalista. Mas, hoje, trabalhando há 9 anos com jornalismo e tendo nesta atividade o meu ganha pão, posso dizer que, sim, me considero jornalista.
Como você se tornou colunista da revisa Veja?
Comecei escrevendo literatura [Mainardi é autor dos romances: Malthus (1989), Arquipélago (1992), Polígono das Secas (1995) e Contra o Brasil (1998)], o que considero coisa desocupados e parasitas. Quando precisei ganhar dinheiro, arrumei um emprego. Mas confesso que sinto saudades do meu tempo de desocupado.
Seu pai foi jornalista, mas trocou a carreira pela publicidade, com o argumento de que se era para ser prostituta, seria, então, uma prostituta de classe. Você se considera uma prostituta no jornalismo?
Hoje em dia, jornalistas e publicitários ganham a mesma coisa: saíram da Vila Mimosa para as ruas elegantes da cidade. Mas não, não, eu não poderia me encaixar nisso; tenho muito pudor. Sou excessivamente pudico na minha atividade jornalística. Não faço palestras, por exemplo.
Então você evita contato com políticos e empresários?
Sim. Não mantenho nenhum contato, nem os incluo na minha vida social. Crio minhas próprias pautas e vou atrás da informação, e não ao contrário. Não fico esperando ser pautado por empresário ou político. Eu não me sinto instrumento na mão de ninguém. Talvez seja essa a minha maior preocupação: ser menos prostituta possível.
Em que momento você deixou de ser um colunista cultural?
Não foi nada planejado. Escrevia sobre cultura, então comecei a fazer uma abordagem apenas cultural da campanha eleitoral do PT, em 2002, debochando do tipo de vocabulário que eles usavam. Com o passar do tempo, acabei conquistando um público interessado nas coisas que eu tinha a dizer sobre o assunto.
Pretende voltar a escrever sobre cultura?
Serei obrigado. Não tenho muito interesse por cultura. Não há nada que atraia minha atenção, mas vou acabar caindo em cultura de novo, por pura falta de assunto. Vai ser só por desespero, porque, se fosse por escolha própria, eu não voltaria. Entusiasmo pelo tema eu não tenho há algum tempo.
Em entrevista ao Opinião Livre, você mencionou ser colunista por necessidade. Sua profissão é um desprazer?
Eu gosto muito do que faço, mas é um trabalho e, como todos os trabalhos, há aspectos negativos que devem ser levados em conta. Mas com certeza gosto do que faço.
Em uma de suas colunas, você deixou transparecer possíveis ligações entre o jornalista Franklin Martins e o PT, o que culminou em um processo por injúria e difamação. Como terminou esta história?
Sim, eu achava muito estranho que alguém na posição dele [Franklin Martins era articulista da Rede Globo de televisão] tivesse parentes em cargos de confiança no governo e escrevi sobre. E, por isso, fui processado. Cabe recurso. Mas os juízes decidiram - e decidiram unanimemente - que, por dizer a verdade, eu não o ofendi [Um irmão, uma irmã e a esposa exercem ou exerceram funções públicas de confiança no governo, não por força exclusiva de concurso, mas também por livre nomeação dos dirigentes do país e, posteriormente, o próprio Martins veio a ser nomeado pelo Presidente da República para o cargo de Secretário de Comunicações Sociais, com status de Ministro]. Eles decidiram também que meus advogados ficam por conta dele.
Em sua coluna confie em mim, publicada na revista Veja, você divulga sua conversa em off (pacto ético no jornalismo de não publicar o nome das fontes) com o, então senador, Eduardo Suplicy, com o ex-líder do PP José Janene e o senador Almeida Lima. Você considera essa, uma atitude ética?
O deputado Janene reprovou minha atitude, dizendo que quebrei o código de ética do jornalismo. Mas a verdade é que ele tentou me usar como garoto de recados e minha ética não aceita isso. A atitude mais correta, na minha opinião, seria a de entregar as pessoas que queriam se aproveitar de mim. Foi o que fiz. Estavam me usando para passar informações.
Recentemente o jornalista Luiz Nassif publicou, em seu blog, acusações contra você e a revista Veja, o que tem a dizer sobre isso?
Nassif estava com sua carreira arruinada [o jornalista foi demitido da Folha de S. Paulo, e acumulou dividas milionárias com o BNDES], então decidiu usar a Internet como refúgio. Curiosamente, seu blog tem patrocínio do BNDES e suas dívidas com o banco foram amenizadas possivelmente, em troca da campanha mentirosa que ele liderou contra mim e a Veja. Minha idéia era persegui-lo judicialmente, e, de fato, o fiz.
Que motivações te levaram a sair de Veneza e escolher o Rio de Janeiro como a cidade para morar?
Não foi por nenhum sentimento patriótico. Meu filho sofre de paralisia cerebral e precisava de um tratamento de fisioterapia que não em Veneza. Escolhi o Rio de Janeiro apenas por esse motivo. Eu me mudaria novamente se fosse o melhor para minha família. Primeiro sou pai e, depois, jornalista.
A língua nossa de cada dia
"Toda noite, duzentos milhões de pessoas sonham em português" com esta frase, começa o documentário Língua vidas em português, de Victor Lopes. Filmado em seis países (Portugal, Moçambique, Índia, Brasil, França e Japão), o filme trata da capacidade que nosso idioma tem de modificar o próprio corpo, como diria o escritor Mia Couto. Mas essas modificações derivadas do casamento com outros solos (para usar outra expressão de Couto) são capazes de transformar o português em outra língua?
Na verdade, não. Apenas mudanças estruturais alteram uma língua, o que não ocorreu no Brasil, nem nos outros países usuários do português. Mas não podemos ignorar as diferenças entre o português do Brasil - filho que se tornou maior que o pai - e o de Portugal. Por exemplo: se você estiver em Lisboa, deve pedir uma bica e não um cafezinho. Isso mesmo: bica, que, na gíria dos jovens paulistas, significa pontapé. E quem nunca ouviu um relato das confusões geradas pelo significado da palavra "bicha", que, em Portugal, significa fila? Pensando nessas e em outras diferenças, como as de pronúncia e de morfologia e sintaxe em Portugal, diz-se "dá-me um baijo" e, no Brasil, "Me dá um beijo" , os lingüistas falam em diferentes modalidades de português. O nosso é o português brasileiro.
Em oito séculos de português, muita coisa se perdeu e se modificou, vossa mercê há de concordar. Os mais conservadores, como José Saramago, acham que nosso vocabulário está diminuindo e que, com isso, a comunicação será prejudicada. Então, nos comunicaremos com grunhidos numa espécie de retorno às cavernas. Talvez, esta seja uma visão parcial do nosso idioma, pois da mesma forma que algumas palavras estão em desuso, outras vão sendo criadas. A língua portuguesa também está viva e, como tal, sofre transformações todo dia. Mas o mesmo Saramago, na última parte do documentário, faz diferença entre a língua como mero instrumento de comunicação e a que se transforma, pelas mãos de escritores poetas e cronistas, em fonte inesgotável de beleza. E acrescenta: "Aquilo que sobrou, aquilo que as bibliotecas guardam, dava para passar a vida inteira mergulhado na língua portuguesa".
Para ir além
Língua vidas em português, com José Saramago, Martinho da Villa, João Ubaldo Ribeiro, Madredeus e Mia Couto. Já está nas locadoras e entra este mês na programação do Canal Brasil.
BIO
FREELAS
SÃO
BEM-VINDOS!
Entre 2002 e 2008, Daniela Lima colaborou com diversos sites, como Portal Literal, Digestivo Cultural, Cracatoa, Escritoras Suicidas e outros. Paralelamente, cursou fotografia no Ateliê da Imagem. Atualmente, estuda Comunicação Social (Jornalismo) nas Faculdades Integradas Hélio Alonso (FACHA), Rio de Janeiro.Em 2008, foi repórter do Jornal Correio do Brasil, atuando nas editorias Cultura e Política. As entrevistas que fez com Diogo Mainardi (colunista da revista Veja) e Eurípedes Alcântara (Chefe de Redação da mesma) foram reproduzidas em diversos sites, como Observatório da Imprensa e Carta Maior, além de terem trechos publicados no livro "O papel político da imprensa no Brasil - Da eleição à reeleição de Lula", de Giancarlo Summa. Trabalhou também com fotojornalismo, tendo fotos publicadas no jornal O Globo. Em 2009, ligou-se ao CLAF (organismo internacional fundado pela UNESCO), trabalhando como gerente de conteúdo do site, para o qual produziu matérias e entrevistas em português, inglês e espanhol. Como escritora, venceu o Concurso Exercícios Urbanos (2008), do Portal Literal, na categoria contos. Teve contos publicados no site da Revista Ficções, editora 7 Letras e Mojo Books - 2008 e 2010, respectivamente. Como fotógrafa, expôs na Mostra Livre de Artes (Rio de Janeiro, 2008), Arraial Fotográfico, (Arraial D'Ajuda, 2008) e Galeria Artur Fidalgo (Rio de Janeiro, 2007).
Entre 2002 e 2008, Daniela Lima colaborou com diversos sites, como Portal Literal, Digestivo Cultural, Cracatoa, Escritoras Suicidas e outros. Paralelamente, cursou fotografia no Ateliê da Imagem. Atualmente, estuda Comunicação Social (Jornalismo) nas Faculdades Integradas Hélio Alonso (FACHA), Rio de Janeiro.
Em 2008, foi repórter do Jornal Correio do Brasil, atuando nas editorias Cultura e Política. As entrevistas que fez com Diogo Mainardi (colunista da revista Veja) e Eurípedes Alcântara (Chefe de Redação da mesma) foram reproduzidas em diversos sites, como Observatório da Imprensa e Carta Maior, além de terem trechos publicados no livro "O papel político da imprensa no Brasil - Da eleição à reeleição de Lula", de Giancarlo Summa. Trabalhou também com fotojornalismo, tendo fotos publicadas no jornal O Globo. Em 2009, ligou-se ao CLAF (organismo internacional fundado pela UNESCO), trabalhando como gerente de conteúdo do site, para o qual produziu matérias e entrevistas em português, inglês e espanhol.
Como escritora, venceu o Concurso Exercícios Urbanos (2008), do Portal Literal, na categoria contos. Teve contos publicados no site da Revista Ficções, editora 7 Letras e Mojo Books - 2008 e 2010, respectivamente.
Como fotógrafa, expôs na Mostra Livre de Artes (Rio de Janeiro, 2008), Arraial Fotográfico, (Arraial D'Ajuda, 2008) e Galeria Artur Fidalgo (Rio de Janeiro, 2007).
F o t o g r a f i a
Gastronomia
& retrato
Polvo com pimenta - Rio Show, O Globo
Arroz com trufas brancas - divulgação
Colunista da revista veja - gravação do programa Manhattan Connection (GNT)
Político, liderou as grandes manifestações estudantis do ano de 1968, que culminaram na Passeata dos Cem Mil
Físico, pai da "Tsallis entropy"
Vista do prédio da Mesbla, Rio de Janeiro
Carnaval de rua, Rio de Janeiro
Lapa, Rio de Janeiro
Picture by ottonassar
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