BUNNY
Sou chará de poetas, canto por grandeza e coragem. É, eu também sou um cara, sou mais um de cara lavada nessa multidão mascarada, às vezes cansado, às vezes odiado, quem sabe amado. Já corri na direção contrária, um pódio ali, outro aqui, com beijos, tapas e abraços.Dias sim, dias não, eu vou sobrevivendo sem um arranhão, da falsa caridade de quem já não presta. É, o tempo não parou mesmo, me fez chará de poetas, um da Mangueira e outro das mazelas.Tive sorte de ser filho de Maria e filho de João, o Araújo não, o Ribeiro, Ribeirão.Sou tudo ou nunca, eclético e elétrico. Adoro amor inventado, invertido, quem sabe pervertido. Nessa vida, como meu chará, só peço piedade, verdadeira piedade pra essa gente miúda e sem coragem.
Inspirado nas músicas "O tempo não para" "Blues da piedade" e "Exagerado" de Cazuza