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Projeto Interdisciplinar 2011
A partir da iniciativa do Colégio Anglo Cassiano Ricardo, com o mote "Olhares: Passado, presente e futuro", o grupo 21 realizou um trabalho voluntário na Casa dos Meninos, uma casa abrigo de São José dos Campos. Navegue pelo site para descobrir mais sobre essa experiência!
O Projeto
O Projeto
A partir do mote “Olhares: Passado, presente e futuro”, nosso grupo decidiu se aprofundar na infância de hoje, aqueles que farão a diferença amanhã. O principal objetivo deste projeto era plantar uma semente que pudesse vir a florescer na vida de crianças as quais, em sua pouca idade, já haviam sofrido traumas tremendos. Estes últimos causados por experiências perturbadoras, tais como: abuso sexual e verbal, agressão, abandono e descaso, que muitas vezes foram responsabilidade de pessoas que deveriam zelar por elas. Alguns destes infantes, após terem sido retirados de suas casas, foram rejeitados por famílias que pretendiam adotá-los e expulsos de escolas diversas vezes. No entanto, de que forma podemos produzir uma mudança real na vida de um jovem traumatizado, melhorando sua condição? Como fazer com que essas formas funcionem de verdade, produzindo algo duradouro?Crianças traumatizadas, embora necessitem de apoio psicológico, precisam se sentir parte da sociedade. Tratá-las de maneira muito diferenciada, ou excluí-las do convívio com outras crianças, é um erro. Agir dessa maneira só alimenta um complexo de inferioridade e pode deixar a criança socialmente incapaz. É essencial que crianças perturbadas por pais, parentes ou adultos próximos voltem a confiar em maiores de idade. Para isso, é necessário que elas encontrem modelos de conduta, que as façam se sentir seguras e amadas e que não as decepcionem. Sabe-se que, se crianças traumatizadas não receberem uma atenção especial, a chance de terem um futuro obscuro e conturbado é muito grande. Portanto, é imprescindível que estas sejam acolhidas por entidades ou novas famílias que cuidem delas, estejam atentas às suas necessidades básicas – proteção, carinho, comida, conforto, liberdade e poder de escolha – e sejam modelos de conduta. Além disso, é importantíssimo que tenham acesso ao conhecimento, à arte e ao esporte, de forma que possam encontrar mais um alicerce para as dificuldades vindouras. Inicialmente teríamos oito encontros com as crianças - aos finais de semana e com duração de duas horas cada, aproximadamente. No entanto, esse número foi reduzido à metade. Como, então, colocar nossas teorias em prática em tão curto espaço de tempo? Como causar uma mudança, ainda que ínfima, e conseguir confirmá-la? Foram esses alguns dos obstáculos que encontramos durante a realização do nosso projeto. Utilizamo-nos de atividades com artes plásticas - pintura e desenho -, teatro, literatura, esporte, vídeo e brincadeiras educativas. Tais atividades, como se sabe, “incitam” valores como união, amor, criatividade, amizade e importância do aprendizado.
O Grupo
O Grupo
Ana Carolina Apse Paes 2º ano A n° 07 Redatora Ana Clara Balda Scofield 2º ano A n° 11 Expositora Oral Bárbara Framil 2º ano A n° 21 Expositora Oral Beatriz Biasi 2º ano A n° 22 Líder Bruno Siqueira Franchini 2º ano C n° 24 Webdesigner Diogo Henrique Lemos 2º ano A n° 31 Redator Maria Theresa Izidio 2º ano A n° 87 Expositora Marina Begandt Talácio 2º ano A ° 89 ExpositoraNatália Rick Viana Ramachiotti 2º ano A n° 100 SecretáriaWinola Weiss Pires Cunha 2º ano A n° 127 ExpositoraProfessora Orientadora: Maria Elisa Mary Lourenço
Fotos
Fotos
Imagens de alguns trabalhos realizados pelas crianças durante as atividades.
Coelho da Páscoa
Menino
Jogo de Futebol
Desejos
Videos
Aprender a aprender
Arteterapia
Atividades infantis
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Arteterapia
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O Trabalho
Conheça o Trabalho
Trabalho_Escrito_-_GRUPO_21.pdf
Depoimentos
Depoimentos
Ana Carolina Paes: A experiência de visitar o Abrigo e desenvolver um trabalho com aquelas crianças foi muito especial e gratificante. Sair da sua zona de conforto e doar um pouco de si e do seu pra quem precisa é transformador. Aprendi a não murmurar apesar das circunstâncias, pois sempre terá alguém em situações piores que a minha, eu tenho tudo de que preciso, e não tenho o direito de reclamar de nada.Ana Clara Scofield: Quando quis participar deste projeto, não sabia como as crianças reagiriam ao nosso grupo, nem como eu reagiria a elas. O primeiro dia em que fui à Casa dos Meninos foi uma surpresa para mim: não sabia que me apegaria tão facilmente àquelas pessoas tão diferentes e ao mesmo tempo tão parecidas com todos nós. Fascinei-me por elas e, a partir daquele momento, percebi que quatro visitas seriam pouquíssimo tempo com aquelas crianças com que tanto troquei experiências. Foi um trabalho inesquecível. Bárbara Framil: No início do projeto, eu estava muito receosa, sem saber ao certo o que esperar. Já havia trabalhado com crianças antes, mas muito mais novas e de uma realidade diferente. Antes das primeiras visitas, costumava planejar o que falaria e como reagiria em diferentes circunstâncias. Porém, ao longo do tempo, percebi que o mais importante não são os pequenos detalhes, mas a nossa presença. A nossa atenção e cuidado eram para as crianças um grande presente, e o carinho que elas nos deram em retorno mexeu comigo. Todos ficamos surpreendidos e contentes com a rapidez com que elas se apegaram a nós, mas, sem perceber, eu me apeguei a elas com a mesma facilidade. Sem dúvida, além dos momentos felizes e do grande aprendizado, a melhor coisa que tirei dessa experiência foi ter conhecido e interagido com essas crianças. Para mim, não há nada mais satisfatório do que saber que deixei de ser uma estranha para elas e que passei a fazer parte de suas histórias de vida. Espero que nesse tempo eu tenha conseguido acrescentar algo de bom à vida delas, pois elas certamente acrescentaram muito à minha.Beatriz Biasi: Para mim, as visitas à Casa dos Meninos foi uma experiência maravilhosa que quero repetir por muitas vezes na minha vida. O empenho e dedicação de todos foi um ponto fundamental para o sucesso do trabalho. Muito mais que um grupo de projeto, fomos uma equipe. O momento que mais me marcou durante o período em que estivemos lá foi quando uma menina recém - chegada na casa, que nunca tinha dito nenhuma palavra, falou comigo. Nessa atitude pude perceber que o nosso esforço de fazer o melhor era reconhecido e retribuído pelas crianças.Bruno Franchini: Ao meu olhar, tudo aconteceu fluente e tranquilamente. Senti que as crianças gostavam da gente, e que queriam que voltássemos. Tudo deu muito trabalho e exigiu um compromisso. Mas ver que isso da um impacto positivo nelas, me faz pensar que vale a pena o esforço. Nunca havia feito nada que envolvesse crianças.Diogo Lemos: Tentei, a principio, encarar o projeto como apenas “mais um’’, tentativa falha logo na primeira visita. Este projeto, para mim, foi um lembrete do lado humano que possuímos e que deve ser fortalecido. Nunca havia sentido a realidade infantil brasileira tão distante e ao mesmo tempo tão próxima. Jamais havia imaginado que um “me leva pra casa’’ pudesse abalar tanto o coração. Esperávamos, acredito, por mais várias visitas. Mesmo assim, as que tivemos influenciaram tanto na individualidade de cada integrante, quanto no coletivo, que se fortaleceu.Maria Theresa Izidio: Uma experiência única. Conviver com crianças, que não têm, praticamente nada, nenhuma perspectiva de vida, me ensinou a ver o mundo e o sofrimento dos outros de uma forma diferente. Eu aprendi que nós podemos ser e fazer a diferença na vida de alguém, porque, por menor que seja, a nossa ajuda sempre vai fazer alguém melhor. E o pouco que fizemos para aquelas crianças, com certeza, deixou uma marca em mim. Marina Talácio: O trabalho com as crianças não foi fácil; dificuldades e desafios surgiam a todo momento, mas, no fim, a gratificação pelo que foi feito superou todos os obstáculos. Para mim, uma adolescente extremamente acomodada, esse projeto foi mais do que um 'trabalho escolar'. Eu cresci como pessoa e, posso afirmar, esse crescimento era necessário para que eu abrisse meus olhos para o mundo real, afinal, uma coisa é assistir a uma história como essa na televisão e outra completamente oposta é vivenciá-la. Conviver com a realidade é mais difícil do que imaginamos e mais necessário também. A vida que levamos pode não parecer perfeita aos nossos olhos, porém, sem dúvida, é o maior desejo de muitos. Sou extremamente grata pela oportunidade que me foi dada pela escola, pois acredito, por mais “clichê” que possa parecer, ela foi uma daquelas experiências que você guarda pela vida toda. Natália Ramachiotti: O projeto na Casa dos Meninos foi minha primeira experiência com crianças que sofreram diversos tipos de maus tratos. Antes da primeira visita eu estava muito aflita, uma vez que não sabia o que estava por vir, porém, a primeira visita foi muito tranquila, o que me ajudou a lidar com a situação. Outro fator tranquilizante foi que, embora tivessem muitas crianças na casa, o ambiente era limpo e os funcionários se esforçavam para cuidar das crianças, com horários para alimentação regrados, acompanhamento de psicólogos e um quadro que estimula o bom comportamento do indivíduo. Esse contato me mostrou o quanto é gratificante ajudar ao próximo e receber felicidade como resposta. Pretendo continuar com esse tipo de projeto no futuro. Winola Weiss: Esse projeto me influenciou de tantas maneiras, direta e indiretamente, que eu creio que ainda vá demorar alguns anos para apreender toda a experiência. Poucos e rápidos foram os encontros, mas, ainda assim, conhecer as crianças, bem como conviver com elas, foi uma experiência única e revigorante. Reabriu meus olhos para a realidade da infância brasileira - que, na verdade, é ainda pior do que a dos infantes que conhecemos. Também me aproximou dos meus colegas de grupo, devido ao desejo mútuo de mudar, mesmo que infimamente, a vida dessas crianças, além de trazer auto-segurança, de um tipo que só se consegue fazendo o bem para o próximo sem outros interesses.
Agradecimentos
Agradecimentos
Gostaríamos de agradecer à direção e aos funcionários da Casa dos Meninos, aos pais dos integrantes do grupo e aos seguintes educadores: André Rocha de Faria; Ana Maria Gomes Colombani Reis; Ana Maria Natal Duarte; Maria Elisa Mary Lourenço; Mônica Yumi Kukita Gonçalves; Nicolas Alejandro Bianchi Sica; Roberta Aparecida Xavier de Lima Golçalves, pela colaboração e auxílio durante a realização deste projeto.
Não basta só ensinar, é preciso cativar!