- os ciganos afirmam que “os ciganos podem até roubar os não-ciganos, mas nunca um cigano rouba outro cigano”. Mas numa reportagem da Folha de São Paulo, Seção Cotidiano, páginas 3-4, de 3 de janeiro de 1996, a jornalista Claudia Mattos divulgou a seguinte notícia: “Segundo Jarco Stanescon, primo em segundo grau de Miriam, ela teria participado de um assalto à casa de seus pais em 1979, quando foram roubados US$ 8,5 milhões em ouro, e de ter sequestrado um filho seu por seis dias”. Obviamente, Mirian Stanescon negou tudo, alegando que não foi apresentada queixa na delegacia. O que é evidente, porque o Jarco Stanescon tinha um filho sequestrado pela quadrilha Stanescon, não sei com quais ameaças se o pai apresentasse queixa. E além disto, na Delegacia a família do Jarco Stanescon teria que explicar a origem deste ouro, e porque nunca foi declarado na relação de bens do imposto de renda, conforme Mirian, talvez já então estudante ou até já formada em direito, bem sabia e deve ter explicado ao querido primo. Portanto, era melhor ele calar a boca.
- Não pretendo citar outros exemplos ciganos e de sua cultura ideal e real. Mas no mundo cigano a cultura ideal nem sempre, quase nunca, é a cultura real. Como também não é no mundo não-cigano.
Gostaria de acrescentar apenas a seguinte informação. Segundo o Jornal do Brasil, de 03.01.1996, e de vários outros jornais, Mirian Stanescon se identificou, indevidamente, com a cigana Dara da novela “Explode Coração”, da TV Globo, e judicialmente tentou impedir a exibição dos capítulos 50 e 51, nas quais a Dara deixa de ser virgem, rolando parecendo bife-à-milanesa numa praia carioca. A Dara deve ter gostado, mas a Mirian não, e por causa disto processou a TV Globo, pedindo apenas 20.000 reais por cada capítulo já exbido (o que daria um total de quase um milhão de reais), além de uma quantia não citada por perdas e danos. Uma maneira fácil de enriquecer ainda mais. A TV Globo exibiu os capítulos 50 e 51, e a senhora Mirian Stanescon não recebeu um centavo sequer. O único resultado foi que todo o Rio de Janeiro ficou sabendo que aos 32 anos de idade Mirian Stanescon ainda era virgem. Mas o cigano Mio Vassitch comenta: “Desde 1987 que estamos tentando fazer um trabalho para acabar com a imagem de espertalhões e velhacos que os ciganos tinham. E agora vem essa senhora [Mirian Stanescon] querer extorquir dinheiro da TV Globo e da Glória Perez. Isso é um desserviço para o nosso povo”.
No Brasil quase nada se sabe sobre as diversas culturas ciganas, nem sobre suas culturas ideais e menos ainda sobre suas culturas reais. Cabe a este GT incentivar, possibilitar e financiar pesquisas sobre as culturas ciganas no Brasil. E depois publicá-las, nem que seja apenas pela internet, numa homepage do próprio GT.
CONCLUSÃO.
Para terminar: francamente, não vejo nenhuma necessidade ou utilidade de ter a “princesa kalderash” Mirian Stanescon como membro efetivo deste GT Culturas Ciganas, inclusive porque no Rio de Janeiro nem sequer é mais considerada cigana pelos próprios ciganos.
Mas esta é uma questão que os próprios ciganos terão que resolver. Sem a interferência, e sem os votos dos membros da SEPPIR ou do Ministério da Cultura, ou de outros não-ciganos, como eu. Certamente os Calon, que são ciganos decentes, pacíficos e não etno-egocêntricos, não vão exigir a sua exclusão, porque isto não faz parte da cultura deles.
Portanto, suponho que a kalderash autoritária, megalomaníaca, etno-egocêntrica e ego-idólatra Mirian Stanescon, cujas idéias, projetos e intenções devem prevalecer sempre, não importando as dos outros, continuará para sempre membro efetivo deste GT. Espero que os membros não-ciganos deste GT, quando futuramente falarem com a senhora Mirian Stanescon, saibam com quem estão falando. Os ciganos já sabem.
Ao Secretário Sérgio Mamberti e aos outros membros do Ministério da Cultura, como também aos membros da SEPPIR, em especial à Senhora Oraida Abreu, agradeço a confiança que, por motivos que ignoro, depositaram em mim. Espero que este GT tenha muito êxito no futuro. Aos amigos e às amigas Calon, que só conheci em 2006, e ao há mais de dez anos meu grande amigo matchuwaia Claudio Iovanovitch, um último grande abraço.
Recife, 20 de maio de 2006