Seis páginas são dedicadas às 29 “Principais propostas ciganas apresentadas e aprovadas na IX Conferência Nacional Direitos Humanos (mais uma vez não informa em que ano, mas foi em 2004) e na I Conferência Nacional de Promoção de Igualdade Racial” (CONAPIR - em 2005). Não sei quais e quantas propostas ciganas foram apresentadas na IX CNDH, e por quem, mas curiosamente, a autora não faz referência às 41 propostas aprovadas na Audiência Cigana, realizada em Brasília em 13/14 de junho de 2005, audiência preparatória para a I CONAPIR. Estas 41 propostas ciganas não foram aproveitadas, porque no relatório final da I CONAPIR constam 1053 propostas, das quais apenas 19 tratam especificamente dos ciganos.
As três páginas sobre “Direitos constitucionais e direito das minorias – legislações” foram copiadas de outro ensaio cujo autor não é mencionado. A citação correta do site onde a autora encontrou este ensaio é http://www.dhnet.org.br/direitos/sos/ciganos/index.html , no qual podem ser encontrados ainda outros ensaios sérios sobre ciganos, inclusive sobre direitos e reivindicações dos ciganos na Europa.
Depois de tudo isto, a ilustre escritora, advogada e cartomante Mirian Stanescon (no Rio de Janeiro também e talvez até mais conhecida como “a Libanesa”, de “ciganidade” duvidosa), dedica quase duas páginas a “propostas de ação” e igual espaço aos direitos ciganos. Ou seja, a pelos ciganos tão esperada cartilha sobre os seus direitos, escrita por uma advogada cigana, trata apenas rapidamente, em menos de duas páginas, sobre o direito à saúde (6 linhas – e não páginas - para saber mais disque 0880-611997 ou acesse http://portal.saude.gov.br/saude e www.data-sus.gov.br) , e o direito a alguns benefícios (algumas linhas sobre aposentadoria por idade – para saber mais disque 0800-780191 ou acesse www.mds.gov.br/relcrys/bpc/perguntas_respostas.htm) e sobre bolsa família (para saber mais acesse www.mds.gov.br/bolsafamilia/o_programa_bolsa_familia ). Sobre o direito a participação, liberdade, igualdade, moradia, trabalho, profissionalização, educação, sobre os direitos da criança e do adolescente, da mulher, do idoso, dos presos e das pessoas portadoras de deficiência, sobre abuso de autoridade, sobre direitos culturais e linguísticos, sobre os direitos especiais de minorias étnicas, ou informações sobre racismo e discriminação, nem uma palavra sequer. A advogada cigana Mirian Stanescon estudou Direito em qual universidade?